Diário da Manhã

sábado, 23 de março de 2019

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BRA-PEL 363 : Virtudes e fraquezas das equipes

BRA-PEL 363 : Virtudes e fraquezas das equipes
15 março
08:34 2019

Pelotas tem sua força na bola aérea e o Brasil depende da individualidade de Diogo Oliveira

            O melhor momento é do Pelotas, que está aliviado pela garantia de permanência na primeira divisão. O Brasil segue pressionado em função da ameaça de rebaixamento. Tem a necessidade de vencer. A bola parada é a virtude do Lobão e a instabilidade emocional é uma fraqueza no elenco rubro-negro. Considerando a campanha no Campeonato Gaúcho de 2019, nem o Bento Freitas é fator de desequilíbrio em favor do Xavante. Nada disso que dizer, porém, que o favoritismo seja áureo-cerúleo. O velho chavão é verdadeiro: “Em clássico não tem favorito”.

FORÇA – Não há como negar que o grupo do Brasil tem qualidade. Isso já foi demonstrado em alguns jogos – ou parte deles. O segundo tempo da vitória por 3 a 1 diante do São José, no Passo D’Areia, é prova disso. A atuação frente ao Grêmio é outro exemplo. Também teve bom rendimento na primeira etapa contra o São Luiz e no tempo final diante do Juventude. Como se vê, a irregularidade é uma característica dessa equipe treinada por Gustavo Papa.

Ainda nos quesitos positivos tem que ser incluído Diogo Oliveira – disparado o melhor jogador do time. Um digno camisa 10. Bruno Paulo deu boa resposta contra São Luiz, enquanto o time jogou – pois o coletivo travou no segundo tempo. A experiência e liderança de Leandro Leite, a velocidade de Branquinho e a obediência tática de Daniel Cruz são outros trunfos dos rubro-negros.

FRAQUEZA – A mudança de comportamento do time de um jogo para outro e o desequilíbrio emocional (sempre que toma um gol) são os pontos preocupantes do lado do Brasil. A falta de vitória em casa – cinco jogos sem ganhar como mandante neste Gauchão – tem tirado uma das principais virtudes histórica do Xavante. A defesa é também uma dor de cabeça: 15 gols em nove jogos (média de 1,6 gol por jogo). É a segunda pior defesa do Gauchão – à frente apenas do Avenida, que tomou 16.

VIRTUDE – A principal virtude do Pelotas é a bola aérea, especialmente para o cabeceio de Reinaldo Dutra, e dos zagueiros Dão e Felipe. Dos sete gols da equipe, cinco ocorreram dessa forma. Os outros dois: um de pênalti e outro num chute de fora da área. A solidez defensiva é outra marca positiva do Pelotas. Com seis gols, a defesa do Lobo é a segunda melhor da competição. No aspecto individual, o dinamismo de Germano e a velocidade de Jarro são mais dois pontos positivos.

DEPÊNCIA – A equipe de Diego Gavilán fica pouco com a bola. Joga basicamente no contra-ataque e, se o adversário tiver capacidade em trabalhar a bola, acaba encurralando o time áureo-cerúleo. A produção ofensiva é escassa, principalmente nos jogos fora de casa.  E aí aumenta a dependência da bola parada.  A ausência de John Lennon é uma perda importante. (Caldenei Gomes)

Diogo Oliveira é um digno camisa 10: não se esconde do jogo

Diogo Oliveira é um digno camisa 10: não se esconde do jogo

Xavante

A escalação do Brasil para o Bra-Pel de domingo, no Bento Freitas, vai depender do estrago que a atuação do segundo tempo no jogo com o São Luiz proporcionou nas convicções do técnico Gustavo Papa. Parece obvio que haverá modificações no sistema defensivo, especialmente no lado direito em função dos problemas enfrentados pela dupla Ricardo Luz e Nirley.

Um reforço nesse lado do campo poderá ocorrer com a escalação de Daniel Cruz, que recompõe à marcação. Ocorre que ele sentiu uma lesão no tornozelo na quarta-feira e passou a ser dúvida. A expectativa é sobre a possibilidade de Luiz Eduardo e Rodrigo Aguiar retornarem ao time. Senão, Michel deve seguir no comando de ataque e Heverton entrará na defesa.

Sem Washington (suspenso), Sousa deve voltar ao time, depois de ficar fora do último jogo por causa do terceiro cartão amarelo. A comissão técnica do Brasil espera ainda que pela regularização de Maicon Assis para que o meia fique à disposição nesse domingo.

            Lobão

Três jogadores já vestiram a camisa nove do Pelotas neste Campeonato Gaúcho. Nem deles conseguiu fazer aquilo que mais se espera do centroavante: a marcação de gol. Na verdade, os atacantes do Pelotas ainda não tiveram êxito pleno nas finalizações. O mais ofensivo a marcar gol foi o meia Leo Costa, que fez dois na vitória por 3 a 0 diante do Aimoré.

Germano dá dinamismo ao Pelotas e é o homem da bola parada

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Giovane Gomes começou quatro partidas como titular: contra Juventude, Internacional, São Luiz e Veranópolis. Depois foi a vez de Júlio Santa Cruz jogar diante do São José e Avenida. Leo Bahia também recebeu a nove para enfrentar Novo Hamburgo, Aimoré e Caxias. Agora quem será o centroavante contra o Brasil, domingo, no Bento Freitas?

Aos concorrentes, que se revezaram na posição, junta-se Claudio Correa, o El Ogro. Também tem disputa aberta na lateral-direita em função da suspensão pelo terceiro cartão amarelo de John Lennon. A vaga está entre Aquilino Giménez e Adriano Lara.

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