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quinta, 21 de novembro de 2019

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Câncer de testículo é mais comum em homens em idade reprodutiva

Câncer de testículo é mais comum em homens em idade reprodutiva
08 novembro
14:33 2019

Doença apresenta 99% de chance de cura quando diagnosticada precocemente

O câncer de testículo corresponde a 5% do total de casos de câncer entre os homens brasileiros. O problema aparece quando as células do órgão se multiplicam descontroladamente, o que compromete a sua função normal.

A boa notícia é que este tipo de câncer possui baixo índice de mortalidade e é facilmente curado quando diagnosticado precocemente, apresentando 99% de chance de cura. “O diagnóstico pode ser feito com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos”, afirma Tiago Kenji, diretor técnico do Instituto de Oncologia Santa Paula – IOSP. A incidência do problema é maior em homens em idade reprodutiva, entre 15 e 50 anos. “Precisamos ficar atentos, pois nesta faixa etária o problema pode ser confundido com outras enfermidades ou até mesmo mascarado”, ressalta o especialista.

O sintoma mais comum da doença é o surgimento de um nódulo duro do tamanho de uma ervilha e, geralmente, indolor. Crescimento ou dor na mama, puberdade precoce, dor na parte inferior das costas, dor abdominal, falta de ar, dor de cabeça e confusão também podem ser sintomas do câncer de testículo. “Não há indicação para o autoexame periódico, mas os homens precisam conhecer seu corpo e prestar atenção em sinais como alteração do tamanho dos testículos e se há endurecimento, sensibilidade nos mamilos e sangue na urina”, ressalta Kenji.

O diagnóstico é feito por exame de ultrassonografia da bolsa escrotal. Exames de dosagem de marcadores tumorais no sangue, como gonadotrofina coriônica humana beta (beta-HCG), alfafetoproteína e desidrogenase lática (DHL) também contribuem para o diagnóstico. De acordo com médico, o tratamento inicial indicado sempre é o cirúrgico e o testículo pode ser extraído total ou parcialmente. “Após essa fase inicial, o tratamento pode ser radioterápico, quimioterápico ou apenas de controle clínico mesmo. Vale ressaltar que, caso o outro testículo esteja saudável, a cirurgia e o tratamento não comprometem a função sexual ou reprodutiva”, finaliza Kenji.

Histórico familiar, lesões e traumas no local, desenvolvi-mento anormal dos testículos, ex-posição constante a agrotóxicos e criptoquirdia (quando um ou os dois testículos não descem para a bolsa escrotal) são alguns dos fa-tores de risco para o surgimento do câncer de testículo.

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