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quarta, 20 de novembro de 2019

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Ciência sem Fronteiras: Buffalo, nos EUA, desponta como opção para estudantes de cursos superiores

Ciência sem Fronteiras: Buffalo, nos EUA, desponta como opção para estudantes de cursos superiores
13 novembro
14:44 2013

Uma cidade aconchegante, próxima à fronteira com o Canadá e às Cataratas do Niágara. Com aproximadamente 250 mil habitantes, Buffalo, no estado norte-americano de Nova Iorque, entrou para a lista dos mais novos destinos disponíveis a alunos de graduação do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) que buscam  uma oportunidade de estudar no exterior através do Ciência sem Fronteiras (CSF). Em recente missão aos Estados Unidos, dirigentes da reitoria e do câmpus Pelotas visitaram a Buffalo State University of New York e deram início às tratativas para a assinatura de um convênio de cooperação entre as duas instituições de ensino.

Maior escola do IFSul com mais de 5 mil alunos, o câmpus Pelotas identificou importantes áreas afins com a Buffalo State University, que podem ser contempladas em futuros acordos de mobilidade acadêmica e docente: design, engenharias elétrica e química e cursos da área ambiental. Além disso, dois professores do câmpus já mantêm contato com pesquisadores da universidade norte-americana, fato que aproxima ainda mais as instituições e abre caminho para novas parcerias e intercâmbios.

Dentre os 200 estrangeiros matriculados na Buffalo State University, 20 são brasileiros Fotos/: Alexandre Abreu

Dentre os 200 estrangeiros matriculados na Buffalo State University, 20 são brasileiros
Fotos/: Alexandre Abreu

“Os dados mostram que, hoje, há 200 estrangeiros matriculados na Buffalo State University. Desse total, 20 são brasileiros. Gostamos muito da estrutura da universidade e acreditamos que essa pode ser uma excelente opção para aqueles que participarão do processo de seleção do Ciência sem Fronteiras. Sem falar na questão da mobilidade de professores-pesquisadores”, acrescenta Leitzke, que viajou aos Estados Unidos acompanhado do chefe do Departamento de Ensino de Graduação e de Pós-Graduação do câmpus, Daniel Arsand; da assessora de Assuntos Internacionais do IFSul, Lia Pachalski; e do diretor-executivo da reitoria, Flávio Nunes.

A pré-seleção para o CSF no câmpus Pelotas vai até quinta-feira (14). Conforme o Núcleo de Assuntos Internacionais (NAI) da escola, a homologação e o envio das candidaturas para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) dependem desta etapa.

O CSF é um programa do governo federal que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. Para saber mais, acesse http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf

Internacionalização

Um dos principais indicadores de qualidade no ranking das melhores universidades do mundo, segundo especialistas, é a internacionalização das instituições de ensino, processo responsável por alçá-las à condição de centros de excelência e qualificar o currículo de estudantes. Nos últimos anos, o IFSul tem investido bastante nesta área, com um planejamento focado em missões a países das América Latina e do Norte e da Europa, para estabelecer possíveis parcerias e mobilidades de alunos e professores.

Com a Alamo Colleges, do Texas (Estados Unidos), por exemplo, o acordo foi firmado pela primeira vez em 2008 e renovado no primeiro semestre deste ano. A instituição norte-americana, inclusive, também fez parte do roteiro de visitas da missão enviada pelo IFSul. Entre as áreas com potencial para parcerias e intercâmbios destacadas por dirigentes do câmpus estão informática, design, energias alternativas, robótica, soldagem e empreendedorismo.

“Apesar de não podermos enviar alunos daqui para a Alamo Colleges, via Ciência sem Fronteiras (a escola norte-americana ainda não recebe estudantes pelo CSF), essa missão serviu para estreitar ainda mais os laços existentes, buscar novas parcerias e mobilidades de professores e de estudantes”, avalia Leitzke, que pensa em criar um programa interno, com regramento próprio, para financiar o intercâmbio de alunos para a Alamo Colleges. Os recursos viriam do próprio orçamento do câmpus para 2014.

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