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quinta, 27 de fevereiro de 2020

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Consertos das adutoras prejudicado por grevistas

Consertos das adutoras prejudicado por grevistas
21 maio
10:00 2014

 Prefeitura entra com ação judicial para reestabelecimento de 30% dos funcionários e da frota do Sanep, a fim de minimizar os danos à população. 

A expectativa de conseguir consertar até o final da tarde desta terça-feira (20/05/2014) os nove pontos que haviam sido sabotados em adutoras da rede de água de Pelotas foi frustrada por piquetes realizados por servidores grevistas do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) na saída da Central de Veículos da autarquia.

“Lamentamos profundamente essa atitude do sindicato e de servidores que, se não foram os causadores dos atos de vandalismo, estão sendo coniventes com eles ao impedir os consertos das adutoras. Estes piquetes estão prejudicando toda a população de Pelotas”, desabafou a vice-prefeita Paula Mascarenhas.

Como houve atraso na saída dos veículos, o conserto da adutora que abastece o Fragata só será concluído à noite. “Como é preciso cerca de 24 horas para a pressurização da rede, antes de ser retomado o abastecimento, o bairro só terá água de novo amanhã (quarta-feira)”, explicou o superintendente Administrativo do Sanep, Nede Santana.

Ação judicial

Atualmente, menos de 8% dos funcionários do Sanep estão trabalhando, inclusive à noite, para tentar diminuir os danos causados pelos atos de sabotagem e atrasos nos consertos. Para conseguir que pelo menos 30% retornem ao trabalho e 30% da frota seja liberada, a prefeitura está entrando com uma ação judicial. “A água é essencial. A população não pode ficar sem água. Algo de imediato precisa ser feito”, argumentou Santana.

Legislativo apoia servidores do Sanep

Sanep CâmaraA análise dos projetos do Executivo pelos vereadores está suspensa até que haja acordo entre os servidores do Sanep, a direção da autarquia e a Prefeitura. A decisão foi tomada ao final da sessão da Câmara, na manhã desta terça-feira, em resposta ao pedido de apoio dos funcionários que lotaram o plenário. Os parlamentares concordam que a situação salarial dos servidores é incompatível com as responsabilidades assumidas nos vários setores, e que a autarquia vem sofrendo um constante processo de sucateamento que, embora não assumido publicamente, poderá levar à sua privatização.

A maioria dos vereadores se pronunciou sobre o sucateamento do maquinário e a consequente terceirização de equipamentos, o fechamento de oficinas próprias obrigando a contratar serviços de fora e o aumento da dívida ativa, que tem entre outras causas, a falta de uma política que garanta o acesso do usuário da autarquia que deseja quitar suas contas.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Sanep, Renato Abreu, falou em nome dos colegas. Ele disse que, de acordo com a lei de greve, 30% dos serviços essenciais estão mantidos e que a população só percebe o impacto do trabalho do Sanep quando “fica sem os serviços”.

Segundo Abreu, o maquinário da empresa foi vendido e agora a autarquia trabalha com máquinas alugadas, ao mesmo tempo em que a culpa por toda a crise enfrentada é “jogada sobre os trabalhadores”.

“O prefeito pediu um voto de confiança no ano passado, dizendo que o governo recém estava começando, e disse que 2014 seria o ano de valorização do funcionalismo. Estamos nos sentindo enganados”, afirmou Renato Abreu.

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