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segunda, 11 de novembro de 2019

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Embrapa e Parceiros apresentam Controle Leiteiro como Incremento à Produção Leiteira

Embrapa e Parceiros apresentam Controle Leiteiro como Incremento à Produção Leiteira
01 novembro
14:14 2013
Produtores da bacia leiteira da Metade Sul irão se reunir no evento

Produtores da bacia leiteira da Metade Sul irão se reunir no evento

A Embrapa Clima Temperado, em Pelotas/RS, em conjunto com Emater/RS-Ascar, a Secretaria  de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul, a Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios Ltda. (Cosulati) e a Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul (Coopar) preparam para o dia 5 de novembro, o Dia de Campo Produção de Leite, na Estação Experimental Terras Baixas, uma das bases físicas da unidade de pesquisas, situada em Capão do Leão/RS. A expectativa é reunir produtores da bacia leiteira da Metade Sul do Estado e colocar à sua disposição tecnologias demandadas pelo setor de produção trabalhadas pelas unidades de pesquisa da Embrapa e instituições parceiras, voltadas à produção leiteira.

O dia de campo vai contar com quatro estações, começando às 8h30 e estendendo-se à tarde, até às 17h.

Tema apresentado: o controle leiteiro

Uma das estações do Dia de Campo tratará sobre Controle Leiteiro.  Segundo as pesquisadoras responsáveis, Maira Zanela e Maria Edi Ribeiro, o controle leiteiro é uma prova zootécnica que consiste na pesagem e registro da produção individual das vacas leiteiras. Realizada mensalmente, compreende também a coleta de amostras para caracterização da composição do leite (teores de gordura, proteína bruta, lactose e sólidos totais) e da sanidade do úbere dos animais (contagem de células somáticas), além da anotação de dados referentes aos índices reprodutivos: data de nascimento, data de parto, número de partos, tempo de lactação, etc.

O controle leiteiro apresenta diversas finalidades:

  • Seleção de animais de elevado valor zootécnico: identificação de vacas com elevadas produções(controle leiteiro oficial*);
  • Publicidade ou promoção: realização de concursos leiteiros, premiações, destaques da raça;
  • Pesquisa e desenvolvimento: estatísticas reais de produtividade, ações direcionadas a realidades regionais;
  • Estratégia de gestão de rebanho: utilização das informações para direcionamento do manejo do rebanho.

* Para o controle leiteiro oficial, o produtor deve entrar em contato com as associações de criadores: ACGJRGS ou GADOLANDO.

A realização e utilização das informações geradas pelo controle leiteiro é útil para todos os sistemas de produção de leite, inclusive em casos de animais cruzas ou mestiços.

Vacas01

É importante anotar as características do animal para dar inicio ao controle leiteiro

Durante a estação o produtor poderá ter acesso às informações de como pode ser feito o controle leiteiro. Segundo as pesquisadoras para realização do controle leiteiro, o produtor deve inicialmente anotar as informações dos seus animais de forma individual (por vaca), podendo ser em fichas, planilhas ou até mesmo em um caderno.

As informações a serem anotadas são: raça, data de nascimento, filiação, data de parto, número de partos, sexo da cria e identificação, e observações gerais (peso, mastites, doenças, tratamentos realizados).

Também o momento vai servir de instrução de como devem ser realizados os procedimentos de coleta das amostras de leite.  Os estudos nesta área recomendam que mensalmente, o produtor deve fazer a coleta de leite e anotar o volume produzido por cada animal. A forma de coleta depende do equipamento de ordenha que o produtor tenha, podendo-se utilizar medidores individuais de leite, copos coletores acoplados a ordenhadeira, coleta nos tarros (ex: ordenhadeira balde ao pé) e coleta em balde (ex: ordenha manual).

  As etapas para coleta são:

  1. Realizar a ordenha completa (todo o leite do animal) e anotar o volume produzido;
  2. Homogeneizar o leite (com agitador ou concha de cabo longo);
  3. Coletar ½ frasco (utilizar frascos do LABLEITE);
  4. Agitar o conservante e identificar o frasco;
  5. Colocar na geladeira;
  6. Repetir a coleta na 2º ordenha*, completando a outra metade do frasco;
  7. Agitar o leite, colocar na geladeira e enviar para o LABLEITE.

* No caso de 3 ordenhas/dia, deve-se fazer a coleta preenchendo frações proporcionais do leite das 3 ordenhas.

Pesquisas irão acarretar em importantes resultados

Pesquisas irão acarretar em importantes resultados

É importante destacar  na coleta de amostras, que o leite deve ser pesado e a amostra coletada sem que ocorra a mistura do leite de um animal para outro. A amostra deve representar o leite produzido pelo animal durante um dia. Isto é fundamental pois a composição do leite varia conforme a fração da ordenha (início e fim) e conforme o turno de ordenha (manhã e tarde).

Para enviar as amostras para o LABLEITE, o produtor deve inicialmente preencher um cadastro no laboratório, e após a coleta encaminhar as amostras  acondicionadas em caixas isotérmicas com gelo reciclável, o mais rápido possível, acompanhadas da ficha de coleta.

Tempo Coleta – Análise: máximo 7 dias;

Temperatura chegada da amostra ao LAB: máximo 10 °C

A utilização dos resultados poderá auxiliar na tomada de decisões de manejo como: adequação de dietas; secagem de animais; identificação de animais com mastite subclínica; avaliação dos parâmetros reprodutivos; categorização do rebanho; estabelecimento de metas reais de evolução do rebanho e do sistema de produção, etc. O produtor pode buscar orientação de um técnico ou auxílio da Embrapa sobre como utilizar essas informações.

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