Diário da Manhã

quinta, 19 de setembro de 2019

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Grito dos Excluídos clama por justiça, direitos e liberdade

Grito dos Excluídos clama por justiça, direitos e liberdade
06 setembro
14:39 2019

Evento tomará as ruas de todo o País em meio às celebrações do Dia da Independência

A 25ª Edição do Grito dos Excluídos é uma manifestação popular que denuncia a exclusão social em meio às celebrações da independência do Brasil no dia 7 de setembro. Realizada em todo o país, tem como tema “Vida em Primeiro Lugar” e lema “Este sistema não vale: lutamos por justiça, direitos e liberdade”.

Greice Machado, do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD), lembrou que uma em cada quatro pessoas desempregadas procura emprego há, pelo menos, dois anos. Apesar disso, ressalta “nós não lutamos só por empregos, mas por educação, moradia e todos os direitos enquanto cidadão”. Greice lembrou que para procurar emprego hoje, um trabalhador precisa de 300 reais por mês. “Temos milhões de pessoas hoje no país vivendo com um sentimento de impotência, de baixa estima, a um passo da depressão”, disse a jovem desempregada. Levantando a carteira de trabalho lançou um dos principais gritos dos trabalhadores brasileiros: “Esse documento assinado é o símbolo maior de dignidade dos trabalhadores”.

Representando a Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul (CUT-RS), Ademir Wiederkehr, destacou os graves ataques aos direitos da população: “Estamos vendo a precarização do trabalho depois da reforma trabalhista do golpista Temer, essa reforma está trazendo efeitos perversos, reduzindo direitos, reduzindo salários. Também é o grito pela educação pública, contra os cortes, por saúde, contra o desmonte, em defesa do SUS, contra a reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria”, afirmou lembrando ainda que este ano também devemos acrescentar os gritos pela democracia e pela soberania.

Outro tema que será abordado são os projetos de megamineração que o governo do RS apoia a instalação. Uma vez instalados, segundo os organizadores do Grito, afetarão inúmeras comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos e agricultores familiares, além da população que habita o perímetro urbano. Michele Ramos, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), disse que o Grito será uma oportunidade de alertar sobre os mais de 22 mil requerimentos de áreas do Estado, os 166 projetos que já estão em fase de autorizações de pesquisa e concessões. Citou os projetos que já estão em fase de licenciamento ambiental – São José do Norte, (mineração de titânio); Lavras do Sul (mineração de fosfato), Caçapava do Sul (mineração de Chumbo).

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