Diário da Manhã

sexta, 23 de agosto de 2019

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OPERAÇÃO CALOTE : Prisão da quadrilha que aplicou golpe milionário em empresas

13 agosto
08:25 2019

Segunda fase da “Operação Calote” desarticulou organização criminosa, que aplicou golpe milionário em diversas empresas no país. A Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia de Polícia, deflagrou a segunda fase da “Operação Calote”, prendendo três homens suspeitos de integrarem organização criminosa responsável por golpe milionário em empresas de diversos segmentos no país. Na ação, foram cumpridos cinco ordens judiciais, sendo dois mandados de busca e apreensão, e dois de prisão preventiva no Areal e no centro.

Trio integra grupo que causou prejuízo de R$2 milhões

Trio integra grupo que causou prejuízo de R$2 milhões

A investigação teve início em abril deste ano. Depois da prisão em flagrante de três indivíduos em maio, os policiais civis se concentraram na análise das apreensões, a qual se mostrou fundamental para descobrir os demais participantes do grupo criminoso. “As investigações apontaram que a organização teria aplicado um golpe milionário em empresas de variados ramos por todo o país. Em Pelotas, os criminosos disponibilizavam diversos endereços para o recebimento dos produtos, que depois eram vendidos a empresas da região sul e pessoas físicas. Estima-se um valor de pelos menos R$ 2 milhões de prejuízo a empresas de alimentação, produtos musicais, ferramentas e móveis”, relatou o delegado.

Os indivíduos tinham até um grupo no WhatsApp denominado “Araras Clube” em que restou clara a estrutura criada para aplicar os golpes. Em algumas conversas, eles debochavam dos empresários que caíam na armação. A segunda fase da “Operação” foi fundamental para demonstrar que os criminosos tinham planejamento a longo prazo para seguir cometendo os crimes. Não descartamos também que eles tinham receptadores habituais.

“O grupo criava empresas de fachada e, com a ajuda de um contador, forjavam demonstrativos contábeis por pelo menos três anos, dando um ar de legalidade às empresas de fachada, e fazendo com que as vítimas liberassem compras a prazo. “Este tipo de crime causa um impacto gigantesco na economia de muitos estabelecimentos. A retirada dos criminosos de ação é ao menos um alento aos empresários, que devem ser cada vez mais criteriosos ao fazer vendas”, explicou Pereira.

A terminologia “Arara” é utilizada para definir o crime em que os estelionatários criam diversos CNPJs em nomes de laranjas, com o fim específico de aplicar determinado tipo de golpe. Segundo o delegado, as investigações continuam para apurar se outras pessoas faziam parte da organização. “Não descartamos também que eles tinham receptadores habituais.”

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