Diário da Manhã

quinta, 17 de outubro de 2019

Notícias

Overtraining é fenômeno cada vez mais recorrente entre atletas amadores

Overtraining é fenômeno cada vez mais recorrente entre atletas amadores
03 outubro
17:57 2019

Exageros em atividades físicas desgastam o corpo e a mente e reduzem imunidade

O Overtraining – ou treinamento em excesso – é uma síndrome que demonstra, através de um conjunto de sintomas, que seu corpo passou do limite suportado, diminuindo assim sua performance em treinos e competições. Exageros nas práticas físicas se tornaram mais recorrentes, na busca por atingir objetivos pessoais e superar os próprios limites. E certos cuidados precisam ser considerados.

Os sintomas podem ser fisiológicos, como extremo cansaço, queda na imunidade, perda de sono durante a noite, sono em excesso durante o dia, ou aumento no número de lesões. Também, podem ser psicológicos, como apatia, depressão, irritabilidade e até mesmo abandono do esporte.

Treinar demais, ou em volume exagerado em um único dia, aumenta o estresse muscular e articular, causando alterações no sangue, no metabolismo e diminuindo sua performance e sua imunidade. Além disso, pode causar, no longo prazo, até mesmo depressão. Treinar em excesso desgasta o corpo, fazendo com que ele não consiga responder ao estresse, nem combater infecções às quais estamos expostos.

Além do treino, outro fator a ser observado é o descanso. Sem ele, acaba-se favorecendo o Overtraining. O ideal para atletas profissionais, ou de alto rendimento, é dormir de 8h a 10h por dia. Para quem corre ou treina por prazer, o ideal são 8h, pelo menos. Sem o sono adequado, ocorre o acúmulo de estresse.

Esse estresse gera produção maior de cortisol, que não é absorvido durante a noite e impede algumas reações metabólicas no corpo, no longo prazo, levando a lesões provocadas pela maior contratura muscular e o aumento da pressão arterial.

É importante procurar um médico especialista em Medicina Esportiva para aconselhar e evitar que se chegue neste ponto. O diagnóstico desses casos deve ser feito baseado em exames sanguíneos, testes psicológicos e da experiência do médico envolvido.

Por Dr. Leandro Gregorut Lima, ortopedista, especialista em joelho, ombro e cotovelo, na Clínica MOVITÉ e no Hospital Sírio Libanês. É especialista em Medicina Esportiva pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte

Notícias Relacionadas

Comentários ()

Seções