Diário da Manhã

sábado, 17 de novembro de 2018

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Pacto Pelotas pela Paz completa seis meses

Pacto Pelotas pela Paz completa seis meses
12 fevereiro
08:35 2018

Momento é de estruturação das políticas públicas de prevenção e repressão à violência

Seis meses após seu lançamento, em 11 de agosto do ano passado, o Pacto Pelotas pela Paz ingressa em uma nova fase. Se 2017 foi o ano de demonstrar a importância do Município se empoderar da gestão da segurança e transformá-la em um conjunto de políticas públicas, 2018 é a hora de estruturar cada uma das estratégias para integrar a repressão e criar mecanismos de prevenção à violência.

Os tradicionais comboios e barreiras da Operação Integrada continuam a ser a principal tática do eixo Policiamento e Justiça para reduzir os indicadores de criminalidade. Mas o grande diferencial a entrar em evidência agora será a prevenção social, que entrou em campo com tudo.

O trabalho engloba desde a proteção das crianças, cujos pais saem da maternidade com a certidão de nascimento na bolsa, até a capacitação de servidores para ampliar as metodologias empregadas na primeira infância e o resgate de jovens em situação de vulnerabilidade social. O pacote multidisciplinar inclui ainda o oferecimento de ações de ressocialização de apenados para diminuir a reincidência ao crime, como a construção da unidade local da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac).

O programa Cada Jovem Conta chegará a outros 14 microterritórios, onde as escolas serão o ponto de partida para acionar a rede de proteção social responsável pelo afastamento de estudantes de situações ligadas à violência. Aqui, o Banco de Oportunidades é uma peça chave que tem contado com o apoio do empresariado para inserir alunos no mercado de trabalho, e também de instituições que os incluem em oficinas, cursos e atividades esportivas.

Cada elemento do conjunto de políticas públicas criado coletivamente é fruto de uma pesquisa detalhada, sob a orientação técnica do Instituto Cidade Segura, que aponta metodologias comprovadas em outras cidades e que tiveram sucesso na redução dos fatores de risco e dos indicadores de violência.

“Temos um trabalho fantástico na prevenção com o emprego de metodologias para instrumentalizar nossos servidores, algo que não acontece no Brasil. O segmento preventivo é o que vai transformar o futuro e permitir que as outras ações de fiscalização e repressão não sejam simplesmente enxugar gelo”, afirmou a prefeita Paula Mascarenhas.

GESTORES municipais avaliam ações da proposta lançada em agosto do ano passado

GESTORES municipais avaliam ações da proposta lançada em agosto do ano passado

REFORÇO NA PREVENÇÃO

Um dos exemplos recentes é capacitação de servidores municipais para levar à primeira infância os benefícios do Book Sharing, uma ferramenta utilizada nos Estados Unidos, Itália e Inglaterra capaz de aproximar pais e filhos através do compartilhamento de livros. Mais do que isso, a proposta consegue influenciar na atenção, concentração, preparo para a escola e formação de valores da criança.

Outra expectativa é o desarquivamento e análise do projeto de lei do Código de Convivência, na Câmara de Vereadores. Este será um momento muito produtivo para o debate que levará à criação efetiva de uma cultura de paz em Pelotas.

“Acho que será um debate muito enriquecedor e necessário para a sociedade. Vamos ver qual é a nossa maturidade, até onde podemos ir e como queremos agir sobre os pequenos delitos que podem gerar as grandes violências”, projetou a prefeita.

Para acompanhar de perto o desenvolvimento de cada uma das estratégias colocadas em ação, o Pacto conta agora com um secretário-executivo exclusivo, o empresário Samuel Ongaratto, que unirá esforços junto aos órgãos públicos, privados, entidades de segurança e os integrantes engajados em romper o crescimento da violência.

“A segurança pública é papel também dos municípios que têm muito a contribuir neste sentido. São seis meses de muito trabalho. Espero que o Pacto avance e mobilize cada vez mais pessoas que lutem e acreditem na possibilidade da formação de uma cultura da paz em Pelotas”, concluiu Paula.

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