Diário da Manhã

quinta, 27 de fevereiro de 2020

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REDE PÚBLICA : Falta de médicos persistirá nos próximos meses

26 dezembro
08:12 2019

Durante a prestação de contas da Secretaria da Saúde relativa ao segundo quadrimestre do ano na Câmara Municipal, a secretária Roberta Paganini admitiu que a falta de médicos na rede municipal deve persistir nos próximos meses. A expectativa é de que em janeiro se saiba, ao menos, o total de estudantes residentes interessados em ingressar na rede para realizar a residência em Medicina Social. “Se espera entre 15 e 20 novos médicos”, disse.

INFORMAÇÕES foram repassadas à Câmara nesta quarta-feira

INFORMAÇÕES foram repassadas à Câmara nesta quarta-feira

Conforme os números apresentados, o fim do programa Mais Médicos causou a redução do total de equipes do programa de Estratégia da Família (ESF) e, consequentemente, reduziu a cobertura de atendimento à população. Em 2018 a cidade contava com 76 equipes e hoje são 67, dessa forma a cobertura que era de 100% das pessoas cadastradas agora é de 92,6%.

Para o presidente da Comissão de Saúde, vereador Marcos Ferreira, Marcola (PT) a falta de médicos é grave e são necessárias soluções efetivas especialmente para áreas como o Sítio Floresta, que sofreram uma explosão populacional nos últimos meses. “A população está sofrendo e muitas vezes as pessoas precisam percorrer grandes distâncias em busca de atendimento porque o posto do bairro ou do distrito não tem médico, a Prefeitura precisa ser mais ágil para resolver esses problemas. Se não há dinheiro para contratar é preciso estabelecer um rodízio ou remanejar profissionais de um local para outro, mesmo que temporariamente”, argumentou.

O remanejamento de médicos, de acordo com a secretária, pode ser efetivado. “Estamos trabalhando com essa ideia, para atender as áreas mais distantes e que têm mais dificuldade de acesso como colônia e áreas mais distantes”, disse. Conforme Roberta até o final de janeiro a proposta seja colocada em prática, porém antes deverá ser feita uma discussão com as comunidades, pois algumas devem perder profissionais para que outras localidades possam ser atendidas.

RESIDENTES – Ainda em janeiro a secretaria saberá quantas das 30 vagas das bolsas complementares para estudantes interessados em fazer residência em Medicina Social foram preenchidas. A partir disso a secretaria determinará quais postos receberão os residentes. “Os residentes tem que estar próximos do professor orientador pois não podem trabalhar sozinhos, por isso a necessidade de se avaliar em quais unidades eles podem ser lotados”, explica Roberta.

Ao final da reunião Marcola disse acreditar que parte dos problemas parecem perto de ter uma solução. “A crise é grande, mas pelas informações da secretária até março deve haver algum alento para a população. Vamos acompanhar e cobrar os resultados”, declara.

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