Diário da Manhã

sábado, 17 de novembro de 2018

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SAÚDE DAS GESTANTES : Atendimento público em debate hoje na Câmara Municipal

SAÚDE DAS GESTANTES :  Atendimento público em debate hoje na Câmara Municipal
06 novembro
08:50 2018

Nesta terça às 18h30min na Câmara Municipal, audiência pública sobre atendimento a gestantes

Por Carlos Cogoy

Numa iniciativa da vereadora Fernanda Miranda (PSol), hoje acontecerá audiência pública com o tema “Caos nas maternidades pelotenses: pelo direito de parir!”. O debate reunirá autoridades, representantes de segmentos da saúde pública, e mulheres que se depararam com a precariedade no atendimento. Alguns casos foram parar na delegacia, pois há registro de gestante que abortou em decorrência da falta de atendimento adequado. O descaso e negligência com mulheres pobres, tem provocado a peregrinação por hospitais da rede pública. Os relatos são pungentes, e a audiência terá início às 18h30min no plenário da Câmara Municipal.

VIOLÊNCIA – A parlamentar menciona: “Atualmente, em Pelotas, os partos estão sendo realizados em apenas dois hospitais. Muitas mulheres estão sendo encaminhadas para o Pronto Socorro ou para outras cidades. Algumas mulheres estão tendo seus partos em locais que não são apropriados. E algumas, infelizmente, têm a gestação interrompida antes disso, também em virtude da precarização da saúde pública. Isso também é violência. Trata-se de violência obstétrica. Para discutir este grave cenário, convocamos essa audiência pública, e convidamos a comunidade para participar do debate”.

SANGRANDO – Em outubro no DIÁRIO DA MANHÃ, divulgação de caso marcado pela crueldade. Com onze semanas de gravidez, P. N. L. (41 anos), perdeu o bebê. Na delegacia, ela registrou que, numa sexta-feira, teve o primeiro sangramento. À noite, a gestante foi ao Pronto Socorro, onde foram feitos exames de sangue e urina, mas não houve atendimento com ginecologista. Ela voltou para casa e, três dias depois, novo sangramento. A gestante retornou ao PS, e foi informada que não estava aberto o atendimento ginecológico. No Posto de Saúde do bairro, foi orientada para que insistisse no PS. No local, ouviu que ligasse quando o serviço estivesse aberto. No dia posterior, intensificou-se o sangramento. Novamente no PS, foi atendida e recebeu medicação para a dor e sangramento, com a necessidade de observação por doze horas. Na FAU procurou o atendimento do setor de ginecologia, mas uma médica teria afirmado que o atendimento ocorre apenas após a vigésima semana. Após o périplo por atendimento, houve novo sangramento e foi constatado o aborto.

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