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sábado, 21 de abril de 2018

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TARIFA DE ENERGIA : Reajuste atinge mais de 9 mil indústrias no RS

TARIFA DE ENERGIA : Reajuste atinge mais de 9 mil indústrias no RS
27 dezembro
08:43 2017

O reajuste médio de 33,5% na tarifa da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) concedido essa semana atingirá mais de 9 mil indústrias gaúchas. A estimativa é da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).

“O aumento da tarifa deve atrasar ainda mais a recuperação econômica do nosso Estado. Custos maiores representam queda da competitividade, da produção e do emprego”, afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. Ele ressalta que os impactos sobre o setor produtivo tendem a variar muito conforme o porte e o segmento de atuação das empresas. As de menor tamanho são as mais prejudicadas, uma vez que estão restritas ao mercado cativo de energia. Além disso, explica que as companhias maiores, que conseguem acessar o mercado livre para aquisição de energia não sofrerão impacto imediato, mas apenas quando forem renovar seus contratos.
Este grupo das empresas de menor porte contempla 9.785 estabelecimentos industriais no Rio Grande do Sul, que empregam 99.248 trabalhadores. Dentro da área de cobertura da CEEE, as indústrias mais representativas são dos segmentos Fármacos, de Informática e de outros equipamentos de transporte. Petry lembra que algumas categorias são mais intensivas na utilização de energia em comparação a outras. De acordo com a Pesquisa Industrial Anual do IBGE, os setores nos quais a energia elétrica apresenta a maior participação na estrutura dos custos diretos da produção são Borracha e plástico, Têxteis, Madeira e Cerâmica.
O reajuste médio da tarifa de energia elétrica da CEEE concedido para a indústria foi ainda mais alto do que para os consumidores, que chegou a 29,3%. Além disso, esse aumento mais do que compensou a redução ocorrida para o setor secundário em 2016, de 13,3%. Nesses dois últimos anos, a energia elétrica subiu 15,8% para a indústria na área de abrangência da CEEE, valor que é muito superior à variação de alguns dos principais índices de preços no período, como o IGP-M (6,3%) e do IGP-DI (6,6%).

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