Diário da Manhã

quinta, 17 de outubro de 2019

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Umbandistas realizam cerimônia na Prefeitura

Umbandistas realizam cerimônia na Prefeitura
22 janeiro
21:23 2014

umband02Centenas de praticantes, simpatizantes e pessoas ligadas às religiões africanistas participaram no final da tarde desta quarta-feira (22), de uma cerimônia de lavagem das escadarias e das portas da Prefeitura de Pelotas.

Os umbandistas estão descontentes e apreensivos com a realização da Festa de Iemanjá, marcada para o próximo dia 02 de fevereiro, na praia do Barro Duro. As recentes determinações e restrições às práticas religiosas, tradicionais naquele balneário, impostas pelo poder público ferem – na opinião dos umbandistas – o direito à livre manifestação religiosa.

A concentração aconteceu em frente ao prédio da Câmara de Vereadores, de onde o grupo saiu em caminhada pela rua XV de Novembro até chegar à Prefeitura. No ritual de lavagem das escadarias foram utilizadas pétalas de rosas, perfumes e sais aromáticos. Foram entoados cânticos e realizadas danças que compõe a manifestação religiosa.

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PREFEITURA BUSCA MELHOR FORMA DE REALIZAR O EVENTO - A vice-prefeita Paula Mascarenhas esteve reunida sexta-feira (17), em seu gabinete, com membros da Federação Sul-Riograndense de Umbanda e Cultos Afro-brasileiros para tratar da Festa de Iemanjá. A gestora explicou que a prefeitura continuará apoiando a festa, realizada tradicionalmente da orla do balneário dos Prazeres, mas não pode contrariar a determinação do Ministério Público (MP) que proíbe acampamentos na área de preservação permanente (APP) – que neste caso inclui tanto a mata nativa quanto a orla do Balneário dos Prazeres.

Paula enfatizou que o governo municipal tem o maior respeito pelas religiões de matriz africana e destacou que a diversidade religiosa é um dos diferenciais que enriquece o Município. “A festa de Iemanjá já se incorpora ao calendário de Pelotas e é um de nossos patrimônios culturais. A prefeitura quer que aconteça e vai continuar dando apoio, até maior. O que muda este ano é que precisamos acatar a decisão do MP e encontrar, juntos, a melhor forma de compatibilizar a defesa do meio ambiente com a liberdade de culto”, argumentou.

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