Em sete meses na presidência do Pelotas, Ítalo Gomes já ganhou mais títulos do que muitos dirigentes, que passaram por várias temporadas no comando do clube. Com acerto no trabalho, o dirigente teve a sorte de ser beneficiado por um calendário, que visa exatamente dar a chance de os times do interior (e os menores da Capital)  de serem campeões no Rio Grande do Sul – um estado dominado historicamente pela Dupla Gre-Nal. As taças dão respaldo a Ítalo para superar a desconfiança enfrentada no começo da gestão, especialmente em relação a sua juventude (ele tem 31 anos).

Ítalo Gomes entende que o Gauchão será o principal desafio de sua gestão: o divisor de águas Foto: Arquivo/DM  Ítalo Gomes entende que o Gauchão será o principal desafio de sua gestão: o divisor de águas
Foto: Arquivo/DM


No período de dois meses, o Pelotas foi campeão por três vezes: Copa Sul/Fronteira, Supercopa Gaúcha e Recopa. Antes havia acabado com o tabu de quase 10 anos sem vitória no Clássico Bra-Pel. Mas para Ítalo Gomes, o grande desafio de sua administração será o Campeonato Gaúcho, que começa neste sábado. “Vai ser o divisor de águas no Pelotas”, afirma. A seguir, o que pensa o dirigente:

DIÁRIO DA MANHÃ – Três títulos em dois meses. É fruto da competência, do acerto nas escolhas ou é sorte?

             ÍTALO – É um pouco de cada coisa. Da competência, das escolhas certas das pessoas que trabalham no clube, do treinador que nós temos, e também um pouco de sorte. É um pouco de tudo isso.

            DM – Eleito aos 30 anos, você observou desconfiança quanto à sua preparação para dirigir o clube?

            ÍTALO – A desconfiança sempre existe quando ocorre uma mudança. É normal. A desconfiança houve entre as pessoas mais velhas no clube e também na torcida. Mas acho que os títulos serviram para superar um pouco dessa desconfiança.

            DM – A resistência maior ocorreu entre os dirigentes mais tradicionais no clube?

            ÍTALO – Também. Principalmente por causa do Campeonato Gaúcho, sabendo da importância que esse campeonato tem. O Gauchão vai ser o divisor de águas da minha gestão.

            DM – E o que esperar do Pelotas neste Gauchão?

            ÍTALO – Vai ser um campeonato muito difícil. As equipes se preparam muito bem. Mas nós queremos conquistar uma vaga na Copa do Brasil, já que temos vaga assegurada na Série D do Brasileiro. O pensamento é chegar em uma semifinal de campeonato.

            DM – Quais os times serão os principais concorrentes do Pelotas pela classificação para a segunda fase?

            ÍTALO – Duas vagas são da Dupla Gre-Nal. Depois tem a Dupla Ca-Ju; o Veranópolis, que contratou bons jogadores, o Aimoré; o Esportivo, que será também um adversário difícil; o Novo Hamburgo, que está se acertado aos poucos, embora tenha perdido alguns amistosos. Vai ser um campeonato muito disputado.

            DM – Você já pensa em reeleição ou é uma questão para o futuro?

            ÍTALO – Não penso, até porque meu mandato vai até o final do Gauchão de 2015. É muito cedo, mas a ideia é não continuar depois desses dois anos. 

Velocidade de Garcia no ataque do Pelotas


Felipe Garcia será o comandante de ataque do Pelotas na partida deste sábado, diante do Esportivo, no Antonio David Faria, em Veranópolis, pela primeira rodada do Campeonato Gaúcho. Pelo menos foi o que sinalizou o técnico Paulo Porto no treino coletivo da tarde desta quinta-feira na Boca do Lobo. Já o meio-campo terá Felipe Guedes e Carlos Alberto juntos, num quarteto, que, em tese, é formado por quatro volantes.

Sem Gilmar e Rafael Santiago, lesionados, Porto poderia optar por Sandro Sotilli – um especialista da área adversária – ou pela força e velocidade de Felipe Garcia. A escolha foi pela segunda opção – e com justificativa: Garcia foi o grande destaque na vitória de 3 a 2 diante do Inter na segunda-feira, fazendo dois gols. Na nova formação tática, Jefferson joga mais à frente, fazendo a função de segundo atacante.

No meio-campo, Paulo Porto mantém Tiago Gaúcho como primeiro volante, liberando Felipe Guedes e César Santiago para serem os jogadores de saída pelos lados. Na função mais ofensiva do setor, a permanência de Carlos Alberto. Quem acabou saindo do time é Lucas, que foi expulso no jogo passado, mas não há nenhum impedimento legal dele participar desta próxima partida. O Pelotas deve começar o jogo na Serra, com Paulo Sérgio; Igor, Fred, Bruno Salvador e Carlos Alexandre; Tiago Gaúcho, Felipe Guedes, César Santiago e Carlos Alberto; Jefferson e Felipe Garcia.