Leandro Leite é o capitão do Brasil. O líder dentro de campo. O jogador com mais tempo de casa no clube (desde abril de 2012). Esse status segue valendo porque ele tem desempenho dentro de campo. Na mesma proporção, o volante recebe responsabilidade redobrada – afinal, é a principal referência no elenco rubro-negro.

Leandro Leite reconhece que se tornou referência no Brasil: responsabilidade redobrada Foto: Jonathan Silva/Assessoria GEB

Leandro Leite reconhece que se tornou referência no Brasil: responsabilidade redobrada
Foto: Jonathan Silva/Assessoria GEB



Na verdade, a liderança de Leandro Leite não se restringe ao campo. Fora das “quatro linhas” o capitão atua como conselheiros dos mais novos no clube, especialmente nesta temporada em que o Xavante contratou muitos jovens. “Procuro mostrar para eles (novos) que aqui no Brasil é preciso mais do que jogar bem, ter boa técnica. É preciso ter garra, raça e muita vontade. A torcida cobra bastante isso”, afirma.

O meio-campista destaca a rápida adaptação dos jogadores contratados para a atual temporada. “Eles se adaptaram muito rápido ao Brasil e ao sistema de trabalho do Clemer. E isso tem aparecido dentro de campo, com bons jogos”, destaca. Quanto a ele, o rendimento é igual ou até superior a outras temporadas. “Sei que sou uma referência no Brasil e, por isso, me cobro muito. Me cuido muito também para seguir jogando em bom nível”, diz Leandro Leite.

ATAQUE – O volante foi marcar seu primeiro (e único) gol pelo Brasil no ano passado, justamente diante do São José – derrota de 2 a 1 no Passo D’Areia. Depois isso, Leandro Leite tem aparecido na área, tem arriscado chutes de longe e andou até carimbando a trave. “Isso é fruto do trabalho. O Clemer me dá a liberdade de chegar à frente, mas não fui contratado pelo Brasil para fazer gols. O que marca um jogador num clube não é o número de gols, mas sim suas conquistas”, completa.

Brasil não vence o São José no Gauchão desde 2008: tabu a ser quebrado Foto: Jonathan Silva/Assessoria GEB

Brasil não vence o São José no Gauchão desde 2008: tabu a ser quebrado
Foto: Jonathan Silva/Assessoria GEB


“Pedra no sapato”


Se há um adversário que o Brasil não conseguiu vencer desde seu retorno à primeira divisão é o São José. Nas últimas quatro edições do Campeonato Gaúcho houve dois empates e duas vitórias do Zequinha. A última vez em que o Xavante bateu o time São José pelo Gauchão foi em janeiro de 2008, quando fez 4 a 1 em jogo do primeiro turno no Bento Freitas. O Zequinha é uma “pedra no sapato” do Brasil. Nem em casa, o time rubro-negro tem conseguido supera-lo. Houve empate um empate (0x0) e uma vitória do São José (1 a 0). Antes, em 2009, ocorreu mais um empate: 1 x 1 na Baixada – logo após o acidente com a delegação xavante.

É mais um desafio para o técnico Clemer superar. Ele já levou o Brasil a sua melhor colocação no Brasileiro da Série B (oitavo lugar). Conseguiu três vitórias seguidas nas três primeiras rodadas do Gauchão – arrancada que não ocorria desde 1972. Também quebrou o tabu diante do Internacional, pois o Xavante não vencia esse adversário desde 1996. Há 11 dias derrotou o Colorado por 1 a 0.

2008

Brasil 4x1 São José

São José 2x1 Brasil

2009

Brasil 1x1 São José

2014

São José 1x1 Brasil

2015

Brasil 0x1 São José

2016

Brasil 0x0 São José

2017

São José 2x1 Brasil

GAUCHÃO

O adversário do Brasil, domingo, às 17h, no Bento Freitas, o São José, empatou ontem com o Avenida por 0 a 0 no Passo D’Areia, em Porto Alegre, em jogo da sétima rodada do Campeonato Gaúcho. A equipe porto-alegrense segue bem na competição, com 11 pontos em seis jogos. Já o Periquito resistiu à pressão e subiu para seis pontos, mas continua ameaçado pela zona de rebaixamento.

Classificação


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