Cortinamento em propriedades da região integra projeto que avalia o uso de espécies para minimizar impactos de estações de tratamento de esgoto


No último domingo, foi realizada a primeira fase da instalação de uma cortina vegetal multifucional no agroecossitema Sítio Terra Verde, em Morro Redondo. A atividade está ligada ao projeto “Subsídios técnicos para cortinamento de Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) operadas pela Corsan”, executado pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), que busca avaliar o uso de espécies vegetais para minimizar os impactos das estações de tratamento de esgoto.

A cortina do Sítio Terra Verde é uma das primeiras instaladas no estado e foi constituída por cerca de 150 mudas, abrigando espécies como corticeira-do-banhado, pata-de-vaca, cedro, aroeira, acácia-negra, umbu, pitangueira, araçá, erva-mate, guabiroba, araticum, uvaia, guabiju, cereja-do-mato e mamãozinho-do-mato. Ao todo, um mutirão de dez pessoas participou da atividade.

ATIVIDADE foi realizada no Sítio Terra Verde, em Morro Redondo ATIVIDADE foi realizada no Sítio Terra Verde, em Morro Redondo

BENEFÍCIOS


Cortinas vegetais representam uma opção para minimizar impactos ambientais de atividades agroindustriais, além de servirem como alternativa para a produção de alimento, madeira, mel e prestação de serviços ambientais. “As cortinas unem coisas de uso comum, casando quebra-vento com cerca viva, produção de alimento e lenha, unindo outras funções”, explica o bolsista do Convênio Embrapa/Corsan ligado ao Programa de Pós-graduação em Sistemas de Produção Agrícola Familiar (SPAF/UFPel) e responsável pela atividade, Gustavo Gomes.

Segundo o pesquisador Adalberto Miura, coordenador do projeto pela Embrapa, a instalação de cortinas em propriedades rurais é uma forma de aplicação dos resultados das pesquisas desenvolvidas nas estações de tratamento de esgoto à realidade dos agricultores familiares da região.

A iniciativa também integra as atividades do grupo de pesquisa em “Manejo e restauração ecológica da vegetação nativa” da Embrapa Clima Temperado, do qual ainda fazem parte os pesquisadores Ernestino Guarino e Letícia Penno Dereti