Cerca de duzentas páginas, fruto de 177 dias de trabalho. Com indicativos de indiciamentos de gestores, da atual e ex-administração municipal. É o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) da Saúde, da Câmara Municipal de Pelotas, “comentado” com a imprensa, ontem, antes da sua apreciação pelo plenário do Legislativo pelotense. Dentre os gestores “top”, apontados, os quais a CPI sugere indiciamentos, segundo o relator, vereador Ricardo Santos(PDT) constam o ex-prefeito, Fetter Júnior, o ex e a atual secretária de Saúde, respectivamente Francisco Izaías e Arita Bergmann, além de alguns superintendentes, chefes de serviços ligados à Secretaria Municipal de Saúde e prestadores de serviços à Secretaria.
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RELATOR, Ricardo Santos, comentou o relatório antes de o mesmo ir à discussão no PlenárioFOTO: Alisson Assumpção/DM[/caption]
Após discorrer sobre as investigações, análises de contratos, principalmente na contratação da empresa GSH e Software AGHOS para o sistema que regula a saúde no Município – com altos valores e zero de praticidade nos serviços - Ricardo Santos não pensou muito para definir as “transações” como fraudulentas e colocar a secretária Arita Bergmann como envolvida na fraude. E isso, segundo o parlamentar, não é novo, da atual gestão, haja vista que a secretária está no comando da Pasta da Saúde em Pelotas há 2,5 anos.
“O relatório da CPI está sugerindo o indiciamento e pedindo a punição dos gestores responsáveis e seus assessores pelo mau emprego do dinheiro público”, apontou o relator da CPI.
Ainda de acordo com Ricardo e com o presidente da Comissão, vereador Marcos Ferreira(PT), a CPI vai ajudar a corrigir muitos e graves erros na gestão da saúde em Pelotas. No inicio da noite dessa quinta-feira, o plenário do Legislativo recebeu os parlamentares de todos os partidos com representação na Casa para a leitura, discussão e votação do relatório que, se aprovado, será encaminhado ao Ministério Público para os encaminhamentos e indiciamentos sugeridos pelos vereadores membros da Comissão.
Além do “esquema” do Software, também foi comentado pelo parlamentar questões como a entrega de obra não concluída, em uma Unidade Básica de Saúde(UBS), por empresa pertencente a familiares da secretária Arita Bergmann, sendo que mesmo a obra não tendo sido acabada, a empresa recebeu pelo serviço.
“Quando a CPI foi instalada, eu disse que havia muitas irregularidades na gestão da Saúde, em Pelotas, e a Comissão comprovou isso”, disse Santos. A mesa diretiva dos trabalhos da CPI teve como presidente o vereador Marcos Ferreira, o Marcola(PT); secretário, Antônio Peres(PSB) e relator, vereador Ricardo Santos(PDT).