
Nesta quarta-feira (14), representantes da FIERGS estiveram em Brasília e se reuniram com senadores, entre eles Hamilton Mourão, único parlamentar a votar contra a proposta do fim da escala 6x1. Foto: Reprodução
Para o presidente da FIERGS, Claudio Bier, qualquer alteração na legislação trabalhista deve buscar o equilíbrio entre a valorização do trabalho e a preservação da competitividade das empresas. “A indústria acredita na construção de soluções que contribuam para a qualidade de vida dos trabalhadores, mas é fundamental que as mudanças sejam implementadas com responsabilidade, diálogo e avaliação técnica dos seus efeitos sobre a produtividade, os custos e a geração de empregos”, afirma. Nesta quarta-feira (14), representantes da FIERGS estiveram em Brasília para alertar os senadores sobre os impactos da aprovação da PEC.
A entidade ressalta que a redução dos dias trabalhados, sem medidas que garantam ganhos equivalentes de produtividade, tende a elevar os custos de produção, especialmente em segmentos industriais que operam de forma contínua ou em múltiplos turnos. Entre os principais impactos estão o aumento das despesas com pessoal, a necessidade de ampliação de equipes, a reorganização de escalas e possíveis reflexos sobre preços, investimentos e competitividade frente a mercados internacionais.
A FIERGS defende que eventuais mudanças na jornada sejam discutidas no âmbito das negociações coletivas, respeitando as particularidades de cada setor econômico e das diferentes realidades regionais. A entidade reafirma seu compromisso com a modernização das relações de trabalho, a geração de empregos de qualidade e o fortalecimento da indústria brasileira, fatores essenciais para o crescimento econômico sustentável e para o desenvolvimento social do país.
Foto de capa: Dudu Leal