Duas trajetórias fundamentais da música gaúcha apresentam “A arte do encontro ao vivo” a partir desta sexta-feira(25) nas plataformas digitais
Os músicos Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro são parte da biografia musical do Rio Grande do Sul. Para celebrar essa trajetória levam às plataformas digitais, a partir desta sexta-feira(25) o álbum “A arte do encontro - ao vivo”, pelo selo Imã Records. O espetáculo foi gravado durante temporada no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Porto Alegre. A coletânea registra a força do talento e amizade dos dois compositores de carreiras singulares e complementares. Para compartilhar com o público suas canções, memórias e influências, as 16 canções foram organizadas revisitando diferentes momentos de suas histórias. No palco e no registro em disco, os músicos contam com a participação especial do percussionista Giovanni Berti, contribuindo para a sonoridade do espetáculo. O público já pôde conhecer parte desse repertório por meio dos singles “Homem Alma” e “Armadilha”, lançados como uma prévia do disco. As interpretações revelam a afinidade construída ao longo dos anos. Entre as faixas estão ainda canções como “Pérola no Veludo”, “Salve-se Quem Souber”, “Verniz da Madrugada” e “Barquinho de Papel”.
A história de Nelson Coelho de Castro na música brasileira começou a ganhar projeção ainda no final dos anos 1970, quando integrou a geração de compositores que renovou a cena musical do Rio Grande do Sul. Em 1983, participou do antológico álbum “Paralelo Trinta”, marco da produção musical gaúcha, e tornou-se o primeiro vencedor do Festival Musicanto, realizado naquele mesmo ano. Desde então, construiu uma discografia que reúne 12 álbuns e uma carreira marcada por apresentações no Brasil e no exterior, incluindo países como Alemanha, França, Áustria, Uruguai e Argentina.
A trajetória de Gelson Oliveira também se consolidou a partir da singularidade de sua música, fortemente influenciada pela cultura afro-brasileira e pela diversidade cultural de Porto Alegre. Em 1983, recebeu o Prêmio Sharp, reconhecimento que se somou a uma carreira construída entre a composição, os discos e os palcos. Um dos momentos emblemáticos dessa trajetória aconteceu no álbum “Imagem das Pedras”, de 1992, que traz a participação especial de Gilberto Gil na canção “Pimenta”. Gelson também levou sua música para palcos internacionais, com apresentações no Uruguai, França, Suíça, Itália, Áustria e Alemanha. Entre suas canções mais conhecidas está “Salve-se quem souber”, que integrou a trilha sonora do filme “O sonho não acabou”, ampliando o alcance de uma obra que transita entre a música popular brasileira, a cultura afro-brasileira e as diferentes matrizes da música produzida no Sul do país.
Site do projeto: Gelson Oliveira e Nelson Coelho | A Arte do Encontro
https://www.youtube.com/watch?v=50ocOx7EaW4