O cantor e compositor reúne canções do novo disco em vinil e temas marcantes da carreira no dia 03 de outubro em Pelotas


Depois de circular por diversos estados brasileiros e por países como Inglaterra, Paraguai e Costa Rica, o espetáculo Guaipeca: uma ilusão autobiográfica, do cantor e compositor Leandro Maia, chega finalmente a Pelotas, viabilizado pela reabertura do Theatro Sete de Abril.

O trabalho celebra o quarto álbum de estúdio de Leandro Maia, lançado no formato disco de vinil (LP). O projeto foi produzido no Téu-Téu Estúdio por Luciano Mello e viabilizado por meio de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo.

Fotos: Sabrina Marthendal



Conforme Aldyr Schlee, em seu Dicionário da Cultura Pampeana Sul-Riograndense, guaipeca é o "cusco, cachorrinho, cachorro de pequeno tamanho e de raça indefinida". O termo, de origem indígena, tem seu uso praticamente restrito ao Rio Grande do Sul. Na obra de Leandro, seu avatar perambula feito vira-lata pelos três eixos narrativos da obra, entrelaçando amor, humor e crítica social.

Unindo crítica social e humor, Leandro celebra a figura do Barão de Itararé (Aparício Torelly, 1895-1971) como um ancestral da linhagem guaipeca ao longo da história. Também conhecido como Apporelly, o jornalista e pai do cartunismo brasileiro é homenageado na abertura do show com a canção Milagres do Barão de Itararé, que traz o refrão “teu tempo é timing”. 

Em seu texto “Leandro: ao lado dos grandes”, o crítico musical Juarez Fonseca afirma sobre o disco Guaipeca:
“Fui ouvindo e me surpreendendo com a qualidade e a novidade de tudo. Anotei, para resumir: a melhor ‘coisa’ que ouvi sobre os dias que correm, vistos ao mesmo tempo por dentro e por fora (...) Leandro Maia já é um dos grandes da Música Brasileira, ao nível dos melhores.”

Em sua faceta lírica e amorosa, Guaipeca se realiza sob a forma de um grande dueto com a diretora, atriz e coreógrafa Maria Falkembach, que assina a direção cênica e atua no espetáculo. Há mais de 20 anos, o “guaipequismo” de Leandro já se manifestava quando teve sua entrada na Argentina - onde Maria se encontrava - proibida por falta de documentação. O episódio deu origem a canções como Infinito e Além e Perto de Você, do disco Guaipeca, além de colaborações em Diadorim e Nada a Temer, gravadas em álbuns anteriores e incorporadas ao show com coreografias assinadas pela diretora. Além da atuação de Maria, o show conta com a base sólida do renomado músico pelotense João Marcos “Negrinho” Martins no contrabaixo acústico.

PARTICIPAÇÕES


O espetáculo no Theatro Sete de Abril reserva novidades exclusivas:

  • Vitor Ramil: compositor parceiro de Leandro em Eu-Nuvem e importante referência em seu processo criativo.

  • Los Desorientados: duo formado pelos jovens acadêmicos do curso de Música Popular da UFPel Renan Sosa (piano) e Pablo Piñeyro (bateria).

  • Bando Gramelô: quarteto irreverente formado por Leandro Maia, Kako Xavier, Sulimar Rass e Cardo Peixoto, trazendo ao palco faixas como Minha Barba é Meu Blush e Lourdes e o Esquerdomacho.


Sobre os artistas


Leandro Maia é doutor em Música (Songwriting) pela Bath Spa University (Reino Unido), mestre em Literatura e licenciado em Música pela UFRGS. É professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Possui cinco Prêmios Açorianos de Música e foi vencedor da primeira edição do concurso de criação de canções da Ibermúsicas. Lançou quatro discos em sua carreira, além de livros e documentários audiovisuais.

Maria Falkembach é Maria Fonseca Falkembach é artista e professora e pesquisadora do Curso de Dança – Licenciatura da UFPel. Doutora em Educação pela UFRGS, com doutorado sanduíche na Exeter University, e mestre em Teatro pela UDESC e graduada em Teatro na UFRGS. É coordenadora do grupo Tatá, no qual assina a direção de 5 espetáculos. Atua nas artes da cena em várias funções: performer, atriz, bailarina, direção, dramaturgia e produção. 

João Marcos “Negrinho” Martins é Bacharel em Música popular (UFPEL). Ingressou no mundo da música aos 4 anos de idade no Conservatório de Música de Pelotas. Atua como baixista, violonista, arranjador, compositor, diretor musical, curador de carreiras artísticas, professor de instrumento, teoria musical e diretor fonográfico. Professor de contrabaixo na Orquestra Jovem do Sesc Pelotas, já viveu e atuou em países como Portugal e Cuba.

Vitor Ramil é cantor, compositor e escritor pelotense. Autor de 13 álbuns lançados entre 1981 e 2024. Recebeu dois Prêmios da Música Brasileira: Melhor Cantor Voto Popular por Satolep Sambatown e Melhor Cantor Regional por délibáb, e venceu o Prêmio Açorianos de Música dezoito vezes. Suas canções já foram cantadas por intérpretes como Mercedes Sosa, Chico César, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Fito Paez.

Los Desorientados são alunos do bacharelado em Música Popular da UFPel. Renan Sosa (piano) e Pablo Piñeyro (bateria) são bolsistas CNPq e FAPERGS, respectivamente. Renan atua na composição de trilhas para cinema e dança e Pablo atua como assistente no Estúdio UFPel de Produção Musical, além de trabalhar como fotógrafo e produtor cultural.

Bando Gramelô  é um grupo formado pelos experientes músicos e compositores: Leandro Maia, Cardo Peixoto, Kako Xavier e Sulimar Rass. Artistas de carreiras distintas e bem sucedidas vão na contramão do individualismo e se juntam com o propósito de criar canções com pitadas de bom humor e irreverência. O single-manifesto Mejuja (joga na panela e mexe) representa o primeiro lançamento do bando.

Ficha Técnica



  • Concepção e Criação: Leandro Maia (voz e violão)

  • Direção Cênica e Performance: Maria Falkembach

  • Músico: João Marcos "Negrinho" Martins (contrabaixo acústico)

  • Convidados: Vitor Ramil, Los Desorientados, Bando Gramelô

  • Sonorização: Rodrigo Rheinheimer e Emerson Wrague

  • Iluminação: Fernando Ochôa (desenho de luz) e Jão Cruz (operação)

  • Arte e Fotos: Patrick Tedesco

  • Figurinos: Ludmilla Coutinho (Execução: Larissa Machado e Heloísa Coutinho)

  • Bonecos: Cia Gente Falante

  • Produção Executiva: Bruna Oliveira

  • Assistência de Produção: Michael Campesato, Pablo Piñeyro, Renan Sosa

  • Correalização: Plátano Desenvolvimento e Arte (Sérgio Madeira)

  • Apoio: Tatá Dança-Teatro, Nufolk e Centro de Artes da UFPel


Serviço


Evento: Show Guaipeca, de Leandro Maia e convidados. Participações de Vitor Ramil, Los Desorientados e Bando Gramelô
Data: 03 de outubro de 2026 (Sábado), às 20h
Local: Theatro Sete de Abril - Pelotas/RS
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia) - primeiro lote; R$ 60,00 (inteira) | R$ 30,00 (meia) - segundo lote 

Plataforma Sympla (taxas aplicáveis)

Classificação: 12 anos

Venda online