Desde que assumiu o comando do Brasil em novembro de 2011, Fonseca sempre apontou que o quadro social deveria se transformar na fonte principal de receita do clube. Mas o salto para chegar à meta dos cinco mil cadastros aprovados ocorreu a partir de fevereiro de 2013, com a criação da Central de Sócios e a profissionalização do setor. “A avaliação é positiva do trabalho nesses 11 meses de trabalho. Estou muito feliz com o resultado”, ressalta a gerente da Central de Sócios, Maria do Socorro Antero.
O objetivo agora é seguir aumentando o número de sócios, mas sem uma meta específica a ser alcançada – após a marca dos cinco mil rubro-negros cadastrados. “O desafio é não é alcançar, mas é manter os cinco mil associados”, frisa Maria do Socorro, lembrando que o trabalho diário visa dar ao sócio um atendimento diferenciado. Há também a preocupação de recuperar os associados, que por algum motivo se afastaram do clube. “A negociação é feita caso a caso”, completa a gerente.
DENTRO DO CAMPO – Para Ricardo Fonseca, a cam
panha de sócios reflete a satisfação da torcida com os resultados dentro de campo. “Tem o acesso para a primeira divisão, as boas campanhas e também a continuidade desse trabalho, mantendo os jogadores, a comissão técnica, o que não é fácil. O que estamos fazendo é inédito num clube do interior, pois sempre se está correndo atrás, com salários atrasados, mas todos os jogadores correndo dentro de campo e dando a vida pelo Brasil”, avalia o dirigente.Fonseca aponta a aproximação de conselheiros e torcedores, promovendo iniciativas para melhorar a estrutura do clube. O presidente cita a compra recentemente de um equipamento para irrigar o gramado, que foi financiada por um grupo de xavantes. O presidente revela também que em 45 dias, o Brasil terá uma academia instalada no Bento Freitas, com aparelhos modernos e num espaço oferecendo conforto aos atletas. Um investimento em torno de R$ 100 mil – igualmente bancado por torcedores. “Essa mobilização é porque as pessoas estão vendo o que se está fazendo no Brasil. É a credibilidade da diretoria”, arremata Fonseca.