Ambos os aparelhos foram adquiridos pela UFPel por meio do edital CT-INFRA e chegam ao seu uso final nove anos após a aprovação da proposta.
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O reitor da UFPel, Pedro Curi Hallal, diz estar muito feliz com a inauguração do equipamento: “Digo que estou feliz enquanto reitor, mas também enquanto pesquisador, aquele que vibra quando chega o equipamento que vai ajudar a realizar o trabalho cotidiano”.[/caption]Identificação de compostos
O Cromatógrafo de Massas de Alta Resolução foi o primeiro dos aparelhos inaugurados na ocasião. Ele foi instalado no Laboratório de Dinâmica de Herbicidas. Segundo o líder do Poloclima, professor Luis Ávila, esse equipamento de alta performance é o melhor do sul do Brasil para quantificação e determinação de compostos. “Ele tem uma capacidade analítica de alta qualidade”, diz.
Ávila explica que todos os compostos têm como uma digital, que não se repete: o cromatógrafo é capaz de identificar qual seria esse elemento, mesmo a partir de baixas quantidades disponíveis. Essa capacidade pode servir a diversos grupos de pesquisa, dada a vasta gama de possibilidades abertas pelo aparelho.
Com investimento de R$ 1,3 milhão, o cromatógrafo também exigirá um gasto anual de manutenção estimado em R$ 100 mil. No entanto, isso é visto como investimento na geração de conhecimento por parte da Universidade: “Estaremos fazendo pesquisa na zona de fronteira do conhecimento”, afirma o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Flávio Demarco, presente na inauguração.
O reitor da UFPel, Pedro Curi Hallal, diz estar muito feliz com a inauguração do equipamento: “Digo que estou feliz enquanto reitor, mas também enquanto pesquisador, aquele que vibra quando chega o equipamento que vai ajudar a realizar o trabalho cotidiano”. Hallal ressalta que os benefícios serão usufruídos pelos membros da comunidade acadêmica da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, onde está localizado o aparelho, mas, da mesma forma, por pesquisadores de outras unidades e instituições: “Queremos colocar em linha laboratórios multiusuários”, pontua, ao citar que as parcerias devem ser estendidas a grupos de pesquisa da Universidade Federal de Rio Grande ou do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, por exemplo.
Ambiente simuladoChamado Câmara de Crescimento em Atmosfera Controlada, mas também conhecido por Fitotron, o outro equipamento inaugurado é um simulador de ambiente de crescimento de vegetais. Com a câmara, é possível manter controlados fatores como temperatura, nível de dióxido de carbono (CO2), luminosidade e umidade relativa do ar.
De acordo com o professor Luis Ávila, o Fitotron é um equipamento muito versátil: “Permite que seja cultivada qualquer planta”. Sua atribuição básica é para pesquisas relacionadas ao crescimento de plantas. No entanto, no contexto do grupo de pesquisa, o foco será como se dá tal desenvolvimento em um contexto de mudanças climáticas. “O nível de CO2 é sinal do aquecimento global e qualquer alteração nesse nível altera o funcionamento da planta”, explica Ávila, ao apontar a funcionalidade do equipamento que controla essa variável.
As pesquisas nesse âmbito poderão ser potencializadas a partir da inauguração, visto que, com o novo Fitotron, há 12 metros quadrados disponíveis para cultivo, divididos em três câmaras independentes; anteriormente a unidade dispunha de aparelho semelhante, mas com área de apenas 0,8 m²: ou seja, a Universidade contará com um espaço 15 vezes maior para experimentos desse tipo.