Em 2017, quando a barragem-eclusa chegou a 40 anos de funcionamento, a administração da UFPel, através de sucessivas agendas do reitor e do diretor da ALM com administração federal, buscou uma solução para atender as demandas históricas em caráter definitivo, que permitam segurança hídrica aos usuários desse sistema regional. Desde a década de 1990, após a extinção da Superintendência de Desenvolvimento do Sul (Sudesul), a Universidade recebeu a estrutura e ficou responsável pela sua manutenção e operação.
Uma operação de avaliação técnica da situação de degradação das comportas de montante, realizada com apoio de empresa especializada e seus mergulhadores, analisou e avaliou as estruturas de eclusagem, de montante e de jusante. De posse deste diagnóstico, foi realizado um processo licitatório que teve a finalidade de contratar empresa especializada para execução da retirada de todos os mancais de suporte, responsáveis pela movimentação das comportas, as trocas dos parafusos e a restauração de todas essas estruturas e posterior recolocação e testes de operação.
Na sequência dessa obra, foi realizado aditamento da execução primária com o estabelecimento de instalação proteção catódica necessárias para ampliar vida útil de materiais metálicos submersos, sujeito à constante oxidação. Além dessa operação, a empresa contratada está realizando um diagnóstico do estado de conservação das 18 comportas de barramento, disposta ao longo do canal.
Essa é foi uma ação corretiva necessária e, para os próximos meses, a ALM projeta, apoiada pelo Ministério da Integração Nacional, realizar tarefas de manutenção preventivas que permitam segurança aos usuários desse sistema.

DESDE 1990, após a extinção da Sudesul, a UFPel recebeu a estrutura da barragem-eclusa
ESTRUTURA VITAL PARA A REGIÃO
A barragem e a eclusa são estruturas hidráulicas dispostas no Canal São Gonçalo, construídas entre 1974 e 1977, nas quais foram investido recurso de mais de 50 milhões de dólares à época. Sua construção e estabelecimento teve a intenção de impedir a intrusão salina das águas do mar, através da Lagoa dos Patos e Canal São Gonçalo para a Lagoa Mirim. Elas são estruturas indispensáveis ao desenvolvimento regional, que também garantem atividades consolidadas na região, tais como captação de água doce e uso desse recurso para a irrigação.