{"id":100032,"date":"2020-07-01T13:56:39","date_gmt":"2020-07-01T16:56:39","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=100032"},"modified":"2020-07-01T13:56:39","modified_gmt":"2020-07-01T16:56:39","slug":"memoria-a-literatura-escavada-no-silencio-da-multidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/memoria-a-literatura-escavada-no-silencio-da-multidao\/","title":{"rendered":"MEM\u00d3RIA : A literatura escavada  no sil\u00eancio da multid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><b>Falecido h\u00e1 uma semana, Mairo Cavalheiro deixou obras in\u00e9ditas <\/b><\/p>\n<p><b>Por Carlos Cogoy<\/b><\/p>\n<p><b>P<\/b>ublicado em 1997, o livro de estreia \u201cMalhado e a Fada Volcana \u2013 uma hist\u00f3ria poss\u00edvel\u201d (193 p\u00e1ginas), come\u00e7ou a ser escrito em 1983, hibernou at\u00e9 ser reiniciado em 1991, e est\u00e1 consagrado como s\u00edmbolo do talento liter\u00e1rio do autor pelotense Manoel \u201cMairo\u201d Cavalheiro. O escritor, que tamb\u00e9m publicou \u201cDr Xico Silva \u2013 o homem que curava brincando\u201d, filho do jornalista Hernani Cavalheiro, faleceu aos 63 anos no dia 25 de junho.<\/p>\n<p><b>OBRA<\/b> &#8211; No longo poema \u201cMalhado&#8230;\u201d &#8211; os 2.158 versos est\u00e3o numerados -, Mairo exp\u00f5e a crueza da inf\u00e2ncia abandonada. Como autor, escava a dana\u00e7\u00e3o de quem sobrevive ap\u00f3s nascer num lix\u00e3o. J\u00e1 em \u201cDr Xico Silva\u201d, narrou a biografia do m\u00e9dico cuja generosidade e irrever\u00eancia, marcaram gera\u00e7\u00f5es de pelotenses. Mas, prospectando o talento de Mairo, no sil\u00eancio dos anos, alguns textos permaneceram engavetados.<\/p>\n<p><b>IN\u00c9DITOS<\/b> \u2013 No volume \u201cMalhado&#8230;\u201d, o autor expressa que se trata do \u201c(&#8230;) primeiro dos quatro poemas que a reflex\u00e3o determinou-me a escrever\u201d. Vinte anos depois, cabe a curiosidade sobre a sequ\u00eancia da cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Al\u00e9m disso, \u00e0 \u00e9poca do lan\u00e7amento, o autor mencionou que havia obras ainda in\u00e9ditas. O livro \u201cContesta\u00e7\u00e3o dos deuses e outros poemas\u201d, escrito aos 21 anos, teria linguagem cifrada por conta do regime militar na d\u00e9cada de setenta. O segundo livro \u201cO fuzil e o beijo\u201d, conclu\u00eddo em 1989, foi escrito na ent\u00e3o Tchecoslov\u00e1quia \u2013 atual Rep\u00fablica Tcheca -, onde Mairo durante dois anos, trabalhou na R\u00e1dio Praga Internacional.<\/p>\n<div id=\"attachment_100033\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-100033\" loading=\"lazy\" class=\"size-thumbnail wp-image-100033\" alt=\"Jornalista e escritor Manoel \u201cMairo\u201d Cavalheiro\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mairo-cavalheiro-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mairo-cavalheiro-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mairo-cavalheiro-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mairo-cavalheiro.jpg 540w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><p id=\"caption-attachment-100033\" class=\"wp-caption-text\">Jornalista e escritor Manoel \u201cMairo\u201d Cavalheiro<\/p><\/div>\n<p><b>JORNALISTA<\/b> com passagens pelo DP, Jornal de Bras\u00edlia, Correio Braziliense, Folha de S\u00e3o Paulo e Zero Hora, \u00e9 lembrado pelo senso cr\u00edtico e texto qualificado. O jornalista ga\u00facho Andr\u00e9 Petry, ex-editor de Veja, e atual diretor da revista Piau\u00ed recorda: \u201cTive a sorte de conhecer Mairo Cavalheiro, \u2018o Manoel\u2019, para os mais chegados, quando eu ainda cursava jornalismo na Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas. Logo viramos amigos muito pr\u00f3ximos, t\u00ednhamos longas conversas madrugada adentro nos bares que ficavam na vizinhan\u00e7a do jornal onde trabalh\u00e1vamos. Foram anos decisivos na minha forma\u00e7\u00e3o. Cavalheiro foi um profissional completo, era rep\u00f3rter investigativo dos bons, capaz de jogar luz onde havia sombra, e era tamb\u00e9m um grande redator, com excelente dom\u00ednio da palavra escrita, al\u00e9m de ser uma figura humana singular, af\u00e1vel e generoso. Far\u00e1 muita falta aos amigos, e far\u00e1 muita falta ao jornalismo\u201d. Mairo e Andr\u00e9 publicaram \u201cO Arsenal\u201d, jornal dedicado a sindicatos e associa\u00e7\u00f5es de bairro.<\/p>\n<p><b><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-100035\" alt=\"Mairo livro Dr. Xico\" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mairo-livro-dr-xico-300x209.jpg\" width=\"300\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mairo-livro-dr-xico-300x209.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mairo-livro-dr-xico-150x104.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/mairo-livro-dr-xico.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>SAUDADE<\/b> \u2013 O texto e o esp\u00edrito irrequieto, tamb\u00e9m s\u00e3o lembrados pelo poeta Alvaro Barcelos, comunicador R\u00e9gis Oliveira da R\u00e1dio COM 104.5, autor Ad\u00e3o Monquelat, jornalista Clayton Rocha. Na trajet\u00f3ria, in\u00fameros desafios, como a persegui\u00e7\u00e3o que sofreu, enquanto estudante de direito na UFPel \u2013 amea\u00e7a de ter a matr\u00edcula trancada -, por conta do\u00a0 trabalho cr\u00edtico como assessor de imprensa na Adufpel. Maduro, tamb\u00e9m enfrentou o preconceito ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o em concurso para servidor do IFSul. Num dos exames de admiss\u00e3o, foi considerado \u201cvelho\u201d. Mas venceu a batalha, e atualmente ainda estava vinculado. Afastado somente por conta da pandemia. A saudade \u00e9 expressa pelos irm\u00e3os Fernando, Afonso, F\u00e1bio, Laura e Ana Lucia, a ex-companheira Pietra Dolamita, e os filhos Hernani e Anna Karenina &#8211; homenagem ao russo Tolst\u00f3i.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falecido h\u00e1 uma semana, Mairo Cavalheiro deixou obras in\u00e9ditas Por Carlos Cogoy Publicado em 1997, o livro de estreia \u201cMalhado e a Fada Volcana \u2013 uma hist\u00f3ria poss\u00edvel\u201d (193 p\u00e1ginas),<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":100033,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100032"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100032"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100032\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":100036,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100032\/revisions\/100036"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/100033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}