{"id":100563,"date":"2020-07-17T09:57:57","date_gmt":"2020-07-17T12:57:57","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=100563"},"modified":"2020-07-17T09:58:17","modified_gmt":"2020-07-17T12:58:17","slug":"a-transformacao-de-um-lixao-com-um-milhao-de-toneladas-de-residuos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/a-transformacao-de-um-lixao-com-um-milhao-de-toneladas-de-residuos\/","title":{"rendered":"A transforma\u00e7\u00e3o de um lix\u00e3o com um milh\u00e3o de toneladas de res\u00edduos"},"content":{"rendered":"<p>Se algu\u00e9m te dissesse que, hoje, em plena \u00e1rea urbana de\u00a0<strong>Pelotas\u00a0<\/strong>h\u00e1 mais de\u00a0<strong>um milh\u00e3o de toneladas de lixo<\/strong>\u00a0concentrado em um mesmo local, voc\u00ea acreditaria? Se a resposta fosse sim, logo, viria \u00e0 mente a preocupa\u00e7\u00e3o sobre os efeitos de tantos res\u00edduos s\u00f3lidos acumulados no mesmo espa\u00e7o, por v\u00e1rias d\u00e9cadas, e as consequ\u00eancias disso ao meio ambiente, \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e \u00e0 sustentabilidade.<\/p>\n<p>Pensando nisso, h\u00e1 quase oito anos, o\u00a0<strong>Sanep\u00a0<\/strong>prova que, sim, \u00e9 poss\u00edvel manter milhares de toneladas de res\u00edduos no centro urbano de Pelotas, alojadas em c\u00e9lulas (onde ficam dispostos os lixos), sem que elas se tornem um problema ambiental ou um transtorno na vida dos moradores.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a realidade do aterro localizado na zona norte de Pelotas, com 10 hectares, desativado desde junho de 2012. Desde ent\u00e3o, mais de R$ 10,5 milh\u00f5es j\u00e1 foram investidos pela autarquia \u2013 cerca de R$ 1,5 milh\u00e3o por ano \u2013 para manter a estrutura e conserv\u00e1-la com os cuidados apropriados, que respaldam a transforma\u00e7\u00e3o deste antigo lix\u00e3o em uma \u00e1rea controlada diariamente por profissionais especializados.<\/p>\n<p>Por isso, quem v\u00ea de fora n\u00e3o imagina o que j\u00e1 foi feito para deixar o lugar como est\u00e1 agora, sem catadores, cheiro ruim, roedores ou insetos, ou seja, sem nada que possa lembrar o dep\u00f3sito de lixo que ficou no passado. Diversas foram as opera\u00e7\u00f5es realizadas para mudar a configura\u00e7\u00e3o do local, como a impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo, constru\u00e7\u00f5es para tratamento do chorume (l\u00edquido resultado da decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica, que pode ser prejudicial ao len\u00e7ol fre\u00e1tico), controle dos gases emitidos, como o metano, manuten\u00e7\u00e3o dos taludes, que d\u00e3o estabilidade para o aterro, e controle de processos erosivos.<\/p>\n<p>De acordo com a diretora-presidente do Sanep, Michele Alsina, todo o trabalho busca privilegiar o meio ambiente, possibilitando que a \u00e1rea, no futuro, se incorpore ao patrim\u00f4nio p\u00fablico de Pelotas. Com todo o cuidado e investimento aplicado de forma eficiente e segura, a expectativa \u00e9 de que ela possa se tornar pass\u00edvel de visita e de uso comum para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_100565\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-100565\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-100565\" alt=\"H\u00e1 quase uma d\u00e9cada, o Sanep investe mais de R$ 1,5 milh\u00e3o todos os anos para manter a estrutura \" src=\"http:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terreno-lixao-03-300x164.jpg\" width=\"300\" height=\"164\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terreno-lixao-03-300x164.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terreno-lixao-03-150x82.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terreno-lixao-03.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-100565\" class=\"wp-caption-text\">H\u00e1 quase uma d\u00e9cada, o Sanep investe mais de R$ 1,5 milh\u00e3o todos os anos para manter a estrutura<\/p><\/div>\n<h2><strong>ATERRO NA ATUALIDADE<\/strong><\/h2>\n<p>Conforme prev\u00ea a legisla\u00e7\u00e3o, depois de desativado o aterro, o controle da autarquia precisa se estabelecer por 20 anos. Ou seja, o Sanep manter\u00e1 o servi\u00e7o at\u00e9 2032, projetando, pelo menos, mais R$ 18 milh\u00f5es de investimento para a manuten\u00e7\u00e3o do local, que precisa de aten\u00e7\u00e3o di\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estabilidade, poss\u00edveis deforma\u00e7\u00f5es e controle de processos erosivos, por exemplo. O aterro conta com vigil\u00e2ncia 24 horas por dia e a atua\u00e7\u00e3o de 12 profissionais, entre operadores de m\u00e1quina, oper\u00e1rios e engenheiros.<\/p>\n<p>Mesmo com as atividades encerradas h\u00e1 oito anos, o trabalho no espa\u00e7o ainda \u00e9 grande. Al\u00e9m das esta\u00e7\u00f5es de tratamento em opera\u00e7\u00e3o, que precisam ser monitoradas, ainda h\u00e1 o sistema de drenagem pluvial para \u00e1gua da chuva, drenagem de chorume e de g\u00e1s, que precisa ser queimado para n\u00e3o haver contamina\u00e7\u00e3o do ar, e equipes que controlam o sistema erosivo.<\/p>\n<h2><strong>NO PASSADO<\/strong><\/h2>\n<p>H\u00e1 34 anos trabalhando no Sanep, o coordenador do Departamento de Res\u00edduos S\u00f3lidos, Edson Pl\u00e1 Monterosso, foi testemunha do processo transit\u00f3rio do lix\u00e3o para o aterro controlado. Ele explica que at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, a cidade conviveu com o lixo ali depositado causando complica\u00e7\u00f5es em termos ambientais, j\u00e1 que n\u00e3o se tinha nenhuma opera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica na sua execu\u00e7\u00e3o, portanto, o risco era elevado. Exemplo disso \u00e9 que pragas, como ratos e baratas, habitualmente encontradas em cen\u00e1rios como este, s\u00e3o consideradas vetores diretos ou indiretos de doen\u00e7as, j\u00e1 que podem transmiti-las ao entrar em contato com os seres humanos.<\/p>\n<p>\u201cAntes de o Sanep assumir, t\u00ednhamos cenas degradantes, com res\u00edduos expostos, porcos, catadores e muita contamina\u00e7\u00e3o do solo e do ar. Quem conheceu antes, sabe que a transforma\u00e7\u00e3o foi radical. Hoje temos tanto uma estrutura de maquin\u00e1rio quanto de pessoal dedicada a manter o local em bom estado, o que justifica o investimento de mais de um milh\u00e3o por ano\u201d, ressalta o coordenador.<\/p>\n<p>O coordenador registra que foi ainda na d\u00e9cada de 90 que foi constru\u00edda a primeira esta\u00e7\u00e3o de tratamento de efluentes. No in\u00edcio dos anos 2000, a autarquia deu fim ao lix\u00e3o e come\u00e7ou a controlar o aterro, iniciando uma nova fase no local, considerada um marco nesta importante transi\u00e7\u00e3o. Isso porque foi neste per\u00edodo que mais melhorias foram feitas, como a constru\u00e7\u00e3o da segunda esta\u00e7\u00e3o de tratamento de efluentes, com mais um filtro aer\u00f3bio, outro anaer\u00f3bio e duas lagoas facultativas, o que se tinha em n\u00famero reduzido na d\u00e9cada anterior.<\/p>\n<p>Em 25 de junho de 2012, o espa\u00e7o foi desativado e teve suas atividades encerradas \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, cerca de 180 toneladas de lixo chegavam ao local diariamente. A partir da\u00ed, o Sanep passou a enviar todos os res\u00edduos s\u00f3lidos produzidos no munic\u00edpio \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o de Transbordo, que \u00e9 composto por balan\u00e7a rodovi\u00e1ria, p\u00e1tio coberto de descarga e carregamento com piso imperme\u00e1vel, e de onde s\u00e3o encaminhados para o Aterro Sanit\u00e1rio Metade Sul, em Candiota, a 150 quil\u00f4metros de Pelotas.<\/p>\n<p><em>Fotos : Rodrigo Soares\/Especial<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se algu\u00e9m te dissesse que, hoje, em plena \u00e1rea urbana de\u00a0Pelotas\u00a0h\u00e1 mais de\u00a0um milh\u00e3o de toneladas de lixo\u00a0concentrado em um mesmo local, voc\u00ea acreditaria? 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