{"id":104512,"date":"2020-12-08T08:55:02","date_gmt":"2020-12-08T11:55:02","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=104512"},"modified":"2020-12-08T09:14:33","modified_gmt":"2020-12-08T12:14:33","slug":"rio-grande-do-sul-registra-queda-no-numero-de-novos-casos-de-aids","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/rio-grande-do-sul-registra-queda-no-numero-de-novos-casos-de-aids\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul registra queda no n\u00famero de novos casos de aids"},"content":{"rendered":"<p>Entre 2007 e 2018, o Rio Grande do Sul consolidou uma tend\u00eancia acentuada de queda no n\u00famero de novos casos de aids. Em 2018, foram 3.083 notifica\u00e7\u00f5es no Estado, sendo 1.845 homens e 1.238 mulheres. Em 2007, primeiro ano analisado, foram 5.077 novos casos.<\/p>\n<p>Apesar da queda, o Estado ainda mant\u00e9m a taxa de detec\u00e7\u00e3o de casos de aids acima da m\u00e9dia nacional. Enquanto no Brasil a taxa, em 2019, foi de 17,8 casos por 100 mil habitantes, no RS o n\u00famero chegou a 27,2 novos casos para cada 100 mil pessoas. O indicador segue elevado, mas tamb\u00e9m em tend\u00eancia de queda quando comparado com 2008, ano em que a taxa era de 45,8 novos casos a cada 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade por aids no RS segue superior a do pa\u00eds, de 10 \u00f3bitos por 100 mil habitantes em 2018 ante 5,3 \u00f3bitos no Brasil.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros sobre a epidemia est\u00e3o no estudo produzido pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica, vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (DEE\/SPGG), divulgado nesta ter\u00e7a-feira (8\/12), que faz um panorama sobre as metas fixadas pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para garantir melhor sa\u00fade e bem-estar da popula\u00e7\u00e3o. O chamado Objetivo do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) 3 \u2013 Sa\u00fade e Bem-Estar \u2013 tem nove metas a serem alcan\u00e7adas at\u00e9 2030, que servem como base para analisar a evolu\u00e7\u00e3o dos resultados.<\/p>\n<p>Desenvolvida pelos analistas pesquisadores do DEE\/SPGG, Guilherme Risco e Marilene Dias, a avalia\u00e7\u00e3o inclui dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, em sua maioria, atualizados at\u00e9 2018 sobre mortalidade materna, neonatal e na inf\u00e2ncia, doen\u00e7as transmiss\u00edveis e n\u00e3o transmiss\u00edveis, acidentes em estradas, acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade, entre outros.<\/p>\n<p>&#8220;Embora v\u00e1rias metas estabelecidas pela ONU n\u00e3o sejam de compet\u00eancia dos governos locais, as gest\u00f5es do Estado e dos munic\u00edpios podem fazer muito para que elas sejam cumpridas ao final do prazo&#8221;, destaca Risco.<\/p>\n<p><strong>Mortalidade infantil<\/strong><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 mortalidade neonatal (zero a 27 dias de vida), o RS registrou 7,1 mortes por 1 mil nascidos em 2018, n\u00famero constante nos \u00faltimos anos e menor do que o registrado no in\u00edcio da s\u00e9rie, em 2000, quando era de 9,5 mortes por 1 mil nascidos. No Brasil, a taxa caiu de 13,6 em 2000 para 8,5 em 2018. A meta estabelecida pela ONU para 2030 \u00e9 de, no m\u00e1ximo, cinco mortes por 1 mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>Quando se considera a mortalidade de crian\u00e7as menores de cinco anos, cuja meta no ODS \u00e9 de, no m\u00e1ximo, oito mortes por 1 mil nascidos vivos, o Estado registrou 11,4 mortes por 1 mil nascidos vivos em 2018, o segundo melhor desempenho do pa\u00eds, atr\u00e1s somente de Santa Catarina (10,8) e abaixo da m\u00e9dia nacional (14,2).<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 meta relacionada com a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da mulher na gesta\u00e7\u00e3o e no parto, o Rio Grande do Sul estava em 2018 pr\u00f3ximo dos valores estabelecidos pela ONU como referencial. No \u00faltimo ano analisado, o Estado registrou taxa de mortalidade materna de 36,4 por 100 mil nascidos vivos, contra 56,3 por 100 mil nascidos vivos no pa\u00eds. A meta do ODS \u00e9 de, no m\u00e1ximo, 30 mortes por 100 mil nascidos vivos at\u00e9 2030.<\/p>\n<p><strong>Suic\u00eddios<\/strong><\/p>\n<p>Entre as causas de morte prematura na popula\u00e7\u00e3o adulta (20 a 59 anos) por doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis (cardiovasculares, neoplasia, doen\u00e7as infecciosas, entre outras), as neoplasias (tumores) foram a causa de 41,2 mortes a cada 100 mil habitantes na idade indicada, seguida das doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (28,3), doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio (9,5) e digestivo (9,4). Com exce\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, que registraram tend\u00eancia forte de queda, passando de 47,1 mortes para cada 100 mil pessoas em 2000 para o patamar mais recente, as demais causas apresentaram estabilidade ao longo do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Relacionado \u00e0 sa\u00fade mental, o suic\u00eddio registra n\u00fameros preocupantes no RS, com a mais alta taxa do pa\u00eds. Em 2018, ocorreram 10,9 mortes por suic\u00eddio a cada 100 mil habitantes no Estado, contra taxa de 6,1 no Brasil. O n\u00famero no RS foi mais alto em 2017 (11,9), mas, ainda assim, a taxa registrada em 2018 foi a segunda maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica analisada, iniciada em 2000.<\/p>\n<p><strong>Acidentes de tr\u00e2nsito<\/strong><\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul registrou em 2018 a menor taxa da s\u00e9rie hist\u00f3rica na meta que avalia mortes por acidentes de tr\u00e2nsito. No ano, o Estado chegou a 15,5 mortes por 100 mil habitantes, taxa pr\u00f3xima da obtida pelo pa\u00eds (15,6). Das 1.757 v\u00edtimas desses acidentes no RS, a maioria \u00e9 de ocupantes de autom\u00f3veis, com 37% do total. Em seguida, v\u00eam motociclistas (22%) e pedestres (20%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2007 e 2018, o Rio Grande do Sul consolidou uma tend\u00eancia acentuada de queda no n\u00famero de novos casos de aids. 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