{"id":107928,"date":"2021-04-14T08:46:30","date_gmt":"2021-04-14T11:46:30","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=107928"},"modified":"2021-04-14T14:17:00","modified_gmt":"2021-04-14T17:17:00","slug":"solidariedade-sobrevivente-da-covid-19-lanca-campanha-de-apoio-a-beneficencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/solidariedade-sobrevivente-da-covid-19-lanca-campanha-de-apoio-a-beneficencia\/","title":{"rendered":"SOLIDARIEDADE :  Sobrevivente da Covid-19 lan\u00e7a  campanha de apoio \u00e0 Benefic\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Por Carlos Cogoy<\/p>\n<p>No dia 9 de mar\u00e7o ela come\u00e7ou a sentir febre. Em poucos dias, o estado agravou-se, com as dores se intensificando pelo corpo. Residente no interior do munic\u00edpio, a professora Jara Louren\u00e7o da Fontoura (FURG), observou que o corpo enfraquecia. Com a ajuda de familiares e amigos, realizou o teste para Covid-19. Pouco depois, foi avisada por uma das irm\u00e3s que a m\u00e3e Nilza Rita Louren\u00e7o da Fontoura, havia recebido o resultado do exame realizado em Rio Grande, e estava infectada. Diante da not\u00edcia, a professora percebeu que o mal-estar possivelmente fosse consequ\u00eancia do coronav\u00edrus, j\u00e1 que ela havia, durante algumas semanas, cuidado da m\u00e3e de 83 anos. E o resultado do teste comprovou a suspeita, ela tamb\u00e9m estava com a Covid-19. Como os sintomas pioravam o estado de sa\u00fade, e o tratamento com antibi\u00f3ticos j\u00e1 n\u00e3o surtia efeito, houve a interna\u00e7\u00e3o na UTI da Unimed. Posteriormente, seguiu para a Benefic\u00eancia Portuguesa, onde permaneceu durante sete dias. Enquanto estava internada, a professora Jara Fontoura soube do falecimento da m\u00e3e. Sem poder se despedir, teve a solidariedade e carinho da equipe da Benefic\u00eancia. At\u00e9 a alta, no entanto, ela foi observando que havia in\u00fameras dificuldades para o trabalho cotidiano dos profissionais. Assim, ela divulga campanha para sensibilizar a popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Benefic\u00eancia. Conforme a professora constatou, nem sempre h\u00e1 materiais suficientes, em especial sabonetes, \u00e1lcool, luvas, m\u00e1scaras, \u00e1gua e material de limpeza.<\/p>\n<div id=\"attachment_107929\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-107929\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-107929 size-medium\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/covid-nilza-e-jara-furg-300x244.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/covid-nilza-e-jara-furg-300x244.jpeg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/covid-nilza-e-jara-furg-150x122.jpeg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/covid-nilza-e-jara-furg.jpeg 576w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-107929\" class=\"wp-caption-text\">Nilza Rita Louren\u00e7o da Fontoura (esquerda) foi patrona da Feira do Livro da Furg em 2005.<\/p><\/div>\n<p><strong>CORREDOR DA MORTE \u2013<\/strong> \u201cHospitalizada, sentia muita febre, dores nas pernas, n\u00e1useas constantes, dificuldades para respirar. Do\u00eda para ir ao banheiro, e cora\u00e7\u00e3o estava batendo diferente. As pernas e os bra\u00e7os foram afinando, e recebi muitas inje\u00e7\u00f5es, para evitar que o sangue coagulasse. Como a Covid tira a fome, n\u00e3o conseguia comer. Naquele corredor era poss\u00edvel sentir o cheiro da morte, devido \u00e0 infec\u00e7\u00e3o dos pacientes. \u00c0s veze escutava gritos, e sabia de tentativas de fuga dos quartos. Diante de tanta dor, alguns enfermeiros choravam. Nunca imaginei que iria sentir isso, num processo hospitalar, mas era o cheiro da morte\u201d, relata a professora.<\/p>\n<p><strong>CURA<\/strong> \u2013 A ambientalista e pesquisadora, menciona que a cura aconteceu gradativamente. Assim, diariamente contava com a compaix\u00e3o da enfermeira Marli, e a equipe que foi sendo identificada como o m\u00e9dico \u201cp\u00e1ssaro azul\u201d, fisioterapeuta \u201cbeija-flor\u201d e a enfermeira \u201cborboleta da esperan\u00e7a\u201d. Os apelidos afetuosos, decorrem do cotidiano na \u00e1rea rural. A professora destaca o v\u00ednculo estabelecido num momento delicado. E ao poucos ela foi conhecendo um pouco mais a equipe, os enfermeiros, e suas hist\u00f3rias de vida. A cura, no entanto, conforme recorda, ocorreu numa noite na qual um grupo de volunt\u00e1rios, na \u00e1rea externa do hospital, entoou cantos de f\u00e9 e esperan\u00e7a. A energia da m\u00fasica, estimulou a motiva\u00e7\u00e3o pela recupera\u00e7\u00e3o. Para Jara Fontoura, a cura tamb\u00e9m est\u00e1 no acolhimento e amor, proporcionados pelos profissionais do setor que atende infectados pelo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>M\u00c3E Nilza<\/strong> \u2013 nascida em Pelotas &#8211; foi o grande exemplo para a professora, que se emociona ao lembrar do falecimento enquanto estava internada na Benefic\u00eancia. Ex-docente na FURG, Nilza Rita Louren\u00e7o da Fontoura foi patrona da Feira do Livro da Furg em 2005. Aos noventa anos, estava com sintomas de Alzheimer quando, em fevereiro foi contaminada na visita de uma neta. A menina estava assintom\u00e1tica, e os familiares desconheciam que era portadora do coronav\u00edrus. Jara frisa que a m\u00e3e foi uma lutadora, incans\u00e1vel, amorosa com os filhos, estimulando a todos para que n\u00e3o desistissem diante das adversidades. No Natal de 2020, a senhora Nilza enviou aos filhos: \u201cMais uma vez celebraremos o nascimento do JESUS, ocorrido h\u00e1 2020, numa manjedoura em Bel\u00e9m. Que presentes trocaremos neste Natal? Covid! Isolamento! Solid\u00e3o! Com\u00e9rcio fechado! Hospitais lotados! Sepulturas abertas! Cora\u00e7\u00f5es feridos!&#8230; Infelizmente, tudo isso \u00e9 verdade, mas tamb\u00e9m um recado de Deus. ELE nos pede que redescubramos e vivenciemos a FRATERNIDADE! Com ternura, Nilza Fontoura\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carlos Cogoy No dia 9 de mar\u00e7o ela come\u00e7ou a sentir febre. Em poucos dias, o estado agravou-se, com as dores se intensificando pelo corpo. 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