{"id":108925,"date":"2021-05-19T09:03:09","date_gmt":"2021-05-19T12:03:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=108925"},"modified":"2021-05-19T09:03:09","modified_gmt":"2021-05-19T12:03:09","slug":"livro-autocontrole-como-desafio-para-superar-a-dependencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/livro-autocontrole-como-desafio-para-superar-a-dependencia\/","title":{"rendered":"LIVRO : Autocontrole como desafio  para superar a depend\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Em \u201cVai dar tudo certo\u201d, o relato de Wagner Dieguez para vencer a coca\u00edna<\/strong><\/p>\n<p>Por Carlos Cogoy<\/p>\n<p>Na fase aguda da depend\u00eancia, o designer e publicit\u00e1rio Wagner Dieguez (37 anos), consumia coca\u00edna at\u00e9 tr\u00eas dias sem parar. Ele interrompia o ritmo durante alguns dias, mas logo retomava com intensidade. Essa jornada, entre os 29 e 34 anos, levou a quatro interna\u00e7\u00f5es, e demiss\u00f5es em Novo Hamburgo e Pelotas. Ele menciona sobre o sofrimento: \u201cH\u00e1 dois anos e meio, eu quis pela primeira vez, parar de uma forma sincera. Foi a primeira vez que consegui a decis\u00e3o de parar de fato. Quando pensei em me matar, entrei em p\u00e2nico e senti vergonha, como nunca havia sentido antes. Foi a primeira vez que senti compaix\u00e3o por mim. A f\u00e9 que podia superar essa ang\u00fastia, uma dimens\u00e3o espiritualizada capaz de me resgatar do lugar escuro no qual havia me metido. Ela foi um \u00faltimo recurso, pois n\u00e3o queria me internar outra vez. Essa mudan\u00e7a foi j\u00e1 num terceiro dia, no qual eu observava o sol que batia na mesma janela. Enquanto eu via as pessoas logo cedo, do outro lado da cal\u00e7ada, indo trabalhar, me questionava por que eu n\u00e3o conseguia levar uma vida normal. Cheirava e chorava ao mesmo tempo. Foi a\u00ed que abri a gaveta onde guardava o dinheiro, para sair e comprar uma arma. Por sorte havia cheirado tudo\u201d. A hist\u00f3ria de Wagner, atualmente casado com Liz Dias e pai de Ragnar \u2013 completa quatro meses no dia 23 -, est\u00e1 no livro \u201cVai dar tudo certo \u2013 voltando para casa\u201d (198 p\u00e1ginas). A obra j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel em E-book, com o pre\u00e7o de R$14,90. A publica\u00e7\u00e3o impressa ainda depende de editora. Saiba mais no site: vaidartudocerto.art.br<\/p>\n<div id=\"attachment_108927\" style=\"width: 279px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-108927\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-108927\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro-wagner-dieguez-e-ragnar-269x300.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro-wagner-dieguez-e-ragnar-269x300.jpg 269w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro-wagner-dieguez-e-ragnar-134x150.jpg 134w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/livro-wagner-dieguez-e-ragnar.jpg 537w\" sizes=\"(max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><p id=\"caption-attachment-108927\" class=\"wp-caption-text\">Autor Wagner Dieguez e o filho Ragnar<\/p><\/div>\n<p><strong>ARMADILHA \u2013<\/strong> Egresso da forma\u00e7\u00e3o em design no IFSul, e publicit\u00e1rio h\u00e1 quinze anos, Wagner est\u00e1 \u00e0 frente da WTWO Ag\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o. Vivendo uma nova fase, ele recorda da queda nas drogas: \u201cTudo come\u00e7ou como um meio recreativo, curiosidade, e por anos acreditava que tinha o controle, e poderia voltar assim que quisesse. Mas acredito que uma coisa foi levando a outra. No meu caso acredito ter sido desta forma. Mas n\u00e3o posso dizer que pelo fato de ter me interessado pelo \u00e1lcool acabei me tornando um dependente de coca\u00edna. Penso que a quest\u00e3o \u00e9 mais profunda j\u00e1 que, diante da sensa\u00e7\u00e3o de vazio e ang\u00fastia, surge uma chance para se sentir bem, sentir-se feliz. Tanto o \u00e1lcool quanto as drogas trazem \u00e0 tona, inicialmente pela libera\u00e7\u00e3o de dopaminas, uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar. Por isso algumas pessoas usam por curiosidade e seguem normalmente suas vidas, sem nunca entrar na barca furada. Pessoas como eu, cheias de traumas e com tend\u00eancias depressivas, t\u00eam muito mais probabilidade de passar da curiosidade, enveredar pela estrada das drogas, e ficar presas. Provavelmente se a coca\u00edna tivesse cruzado meu caminho aos dezesseis anos, num quadro depressivo agudo, e antes do \u00e1lcool, teria ficado dependente mais cedo. Aos 24 anos me foi dada uma \u00fanica carreira numa quantidade muito pequena e n\u00e3o lembro de sentir grandes efeitos, talvez por ser misturada demais. J\u00e1 aos 29 anos em Novo Hamburgo, quando experimentei pela segunda vez, foi tudo diferente, e houve um pico muito alto de euforia, numa sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar. Foi como se tivesse sido arrancado da depress\u00e3o, sendo levado direto ao topo do mundo. Cinco minutos ap\u00f3s cheirar, senti que todos os meus problemas haviam sumido. Tive a n\u00edtida sensa\u00e7\u00e3o de que acabara de encontrar o que procurava h\u00e1 anos, me sentir bem\u201d.<\/p>\n<p><strong>SA\u00cdDA &#8211;<\/strong> \u00c1lcool, maconha, haxixe, Ecstazy, LSD e medica\u00e7\u00f5es como ritalina e Rivotril. Na trajet\u00f3ria de Wagner, houve variadas tentativas para alcan\u00e7ar o bem-estar. Nas interna\u00e7\u00f5es, deparou-se com a dram\u00e1tica realidade dos adictos (dependentes). O escritor observa: \u201cForam tentativas iniciais que n\u00e3o deram muito certo, por ainda haver uma parte de mim que negava tudo aquilo. Mas, por outro lado, deram certo como processo evolutivo, e poder avaliar a situa\u00e7\u00e3o de um \u00e2ngulo melhor, vendo que atingia muitas pessoas. Dentro das cl\u00ednicas conheci desde banc\u00e1rio, dentista, neurocientista, psiquiatra, homens e mulheres das mais variadas classes sociais, e todos l\u00e1 perderam o controle. Muitos jogaram fora casas, apartamentos, fam\u00edlias e relacionamentos de uma vida inteira. E mesmo assim todos, como eu, negavam a depend\u00eancia. Mesmo estando dentro da cl\u00ednica. Vi pessoas receberem alta numa sexta-feira e, na segunda-feira, internarem por causa da reca\u00edda. Mas as cl\u00ednicas ajudam e s\u00e3o importantes, pois l\u00e1 dentro \u00e9 mais f\u00e1cil cair a ficha por identifica\u00e7\u00e3o, saca? Al\u00e9m disso, ajudam na desintoxica\u00e7\u00e3o, d\u00e3o um respiro para colocar a cabe\u00e7a no lugar e reavaliar a vida. \u00c9 muito dif\u00edcil tu reavaliar e organizar tua vida, tr\u00eas dias socado num quarto cheirando coca\u00edna, entende? Fora isso a ajuda, compreens\u00e3o e apoio da fam\u00edlia \u00e9 crucial para sair dessa. Posso dizer, por mim, que embora me incomodasse a sensa\u00e7\u00e3o de ser pressionado e alertado pela minha ex-esposa, no fundo eu gostava de ser cuidado. Acredito, posso estar enganado, que todo adicto em fase grave, como a que vivi, est\u00e1 pedindo socorro a n\u00edvel inconsciente. \u00c9 algu\u00e9m que quer ser cuidado, e est\u00e1 tentando chamar a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua maneira\u201d.<\/p>\n<p><strong>VIDEOS \u2013<\/strong> No Facebook, Wagner tem divulgado v\u00eddeos com depoimentos e reflex\u00f5es. Ele compartilha sua experi\u00eancia e interage com o p\u00fablico. A ideia possivelmente migre para canal no Youtube. Outro projeto, para o per\u00edodo p\u00f3s-pandemia, \u00e9 realizar palestras sobre o livro e sua experi\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em \u201cVai dar tudo certo\u201d, o relato de Wagner Dieguez para vencer a coca\u00edna Por Carlos Cogoy Na fase aguda da depend\u00eancia, o designer e publicit\u00e1rio Wagner Dieguez (37 anos),<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":108926,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108925"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108925"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108925\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":108928,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108925\/revisions\/108928"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}