{"id":109669,"date":"2021-06-15T08:51:11","date_gmt":"2021-06-15T11:51:11","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=109669"},"modified":"2021-06-15T08:51:11","modified_gmt":"2021-06-15T11:51:11","slug":"estado-tem-aumento-de-mortalidade-materna-e-reducao-de-obitos-infantis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/estado-tem-aumento-de-mortalidade-materna-e-reducao-de-obitos-infantis\/","title":{"rendered":"Estado tem aumento de mortalidade materna e redu\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos infantis"},"content":{"rendered":"<p>De janeiro a abril deste ano, o Rio Grande do Sul registrou 35 \u00f3bitos maternos por covid-19 &#8211; durante todo o ano de 2020, foram seis casos. Os dados integram o Boletim Epidemiol\u00f3gico de Mortalidade Materna e Infantil do Rio Grande do Sul, que traz informa\u00e7\u00f5es sobre mortalidade entre gestantes, pu\u00e9rperas, rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as at\u00e9 1 (um) ano durante a pandemia de coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico Paulo S\u00e9rgio da Silva M\u00e1rio, da Pol\u00edtica da Sa\u00fade da Mulher da Secretaria da Sa\u00fade (SES\/RS), diz que o aumento da mortalidade materna at\u00e9 o momento est\u00e1 diretamente associado ao agravamento da pandemia e ao surgimento, no in\u00edcio deste ano, da variante P1 do coronav\u00edrus \u201co que fez aumentar o n\u00famero de casos, interna\u00e7\u00f5es e letalidade, tanto em gestantes quanto em pu\u00e9rperas em todo o Estado\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele, para conter o avan\u00e7o dos \u00f3bitos \u201ca SES tem trabalhado junto aos servi\u00e7os de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e orientado sobre a necessidade da triagem das gestantes para o diagn\u00f3stico da covid-19, com monitoramento e fluxos de encaminhamento \u00e1geis e adequados\u201d. O m\u00e9dico tamb\u00e9m se referiu aos servi\u00e7os de interna\u00e7\u00e3o onde est\u00e3o sendo feitas capacita\u00e7\u00f5es e atualiza\u00e7\u00f5es para a qualifica\u00e7\u00e3o do manejo no atendimento de gestantes \u201cque necessitam de um servi\u00e7o de interna\u00e7\u00e3o com mais peculiaridades em rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico em geral\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A \u00e1rea de Sa\u00fade da Mulher tamb\u00e9m est\u00e1 orientando que os servi\u00e7os da rede de sa\u00fade adotem o<br \/>\n\u201cManual de recomenda\u00e7\u00f5es para assist\u00eancia \u00e0 gestante e pu\u00e9rpera frente \u00e0 pandemia de covid-19\u201c, publicado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com a finalidade de aprimorar os diferentes n\u00edveis de aten\u00e7\u00e3o \u00e0s gestantes.<\/p>\n<p>O Boletim Epidemiol\u00f3gico foi produzido pelo Departamento de Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria e Pol\u00edticas de Sa\u00fade da Secretaria da Sa\u00fade (DAPPS-SES\/RS) e aponta que, em 2020, o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Gripe (SIVEP -Gripe) registrou 419 interna\u00e7\u00f5es por S\u00edndromes Respirat\u00f3rias Agudas (SRAG) entre gestantes e pu\u00e9rperas no RS. Destas, 199 tiveram confirma\u00e7\u00e3o para covid-19, com 40 interna\u00e7\u00f5es em Unidades de Terapia Intensiva (34 recuperados e seis \u00f3bitos).<\/p>\n<p>Em 2021, considerando apenas o primeiro quadrimestre, o mesmo sistema registrou um total de 406 interna\u00e7\u00f5es entre gestantes e pu\u00e9rperas no Estado. Foram confirmados 323 casos de covid-19, contando aqueles que est\u00e3o em andamento ou encerrados. Entre os casos, h\u00e1 106 interna\u00e7\u00f5es em UTI, sendo que 87 foram finalizadas &#8211; 54 curados e 33 mortes, somados a dois \u00f3bitos sem interna\u00e7\u00e3o em UTI.<\/p>\n<p>Os dados de 2020 ainda s\u00e3o parciais, pois para finalizar o banco nacional de mortalidade materna \u00e9 realizada uma investiga\u00e7\u00e3o minuciosa dos casos, e o processo pode se estender por at\u00e9 1 ano e 2 meses at\u00e9 a defini\u00e7\u00e3o do n\u00famero total de casos. At\u00e9 a data da publica\u00e7\u00e3o do boletim, o sistema de informa\u00e7\u00e3o de mortalidade havia identificado 44 \u00f3bitos maternos, uma raz\u00e3o de 33,7 \u00f3bitos por 100 mil nascidos vivos. O perfil de maior mortalidade encontra-se em mulheres com 30 anos ou mais, negras, e com menos de sete anos de escolaridade. As principais causas de morte, em 2020 foram: hemorragias (25%), pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia (25%), seguidas de outros (18%), S\u00edndromes Respirat\u00f3rias Agudas n\u00e3o especificado (7%), covid-19 (11%), HIV (4%), doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (5%) e doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio (5%).<\/p>\n<p>Em 2019, o RS apresentou a quarta menor raz\u00e3o de mortalidade materna nacional, com uma taxa de 36,5 \u00f3bitos para cada 100 mil nascidos vivos, ficando atr\u00e1s do Distrito Federal (21,2), Santa Catarina (30,6) e Amap\u00e1 (32,6).<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-82070\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bebe-prematuro-300x164.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"164\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bebe-prematuro-300x164.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bebe-prematuro-150x82.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bebe-prematuro.jpg 583w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>MORTALIDADE INFANTIL REDUZIU EM 2020<\/strong><\/p>\n<p>Quanto aos \u00f3bitos em menores de um ano, o boletim identifica com dados preliminares que a taxa em 2020 atingiu o menor valor da hist\u00f3ria do RS, com 8,61 \u00f3bitos para o cada 1.000 nascidos vivos, superando, portanto, a meta pactuada de 9,75 \u00f3bitos\/1000 nascidos vivos para o ano. Comparando os anos de 2019 e 2020, observa-se ainda que a maioria dos \u00f3bitos est\u00e3o relacionados \u00e0s causas perinatais e com predom\u00ednio do \u00f3bito neonatal precoce de zero a seis dias de vida.<\/p>\n<p>A pediatra da equipe da Sa\u00fade da Crian\u00e7a da SES\/RS, Andrea Leusin de Carvalho, explica que \u201ca redu\u00e7\u00e3o significativa na mortalidade infantil se deu principalmente no componente p\u00f3s-neonatal, sendo que os \u00f3bitos relacionados \u00e0s doen\u00e7as respirat\u00f3rias tiveram uma redu\u00e7\u00e3o proporcionalmente maior que as outras causas, provavelmente relacionados \u00e0s medidas de preven\u00e7\u00e3o adotadas durante a pandemia\u201d. A m\u00e9dica acrescenta que a mortalidade materna e infantil \u00e9 monitorada semanalmente pela Pol\u00edtica de Sa\u00fade da Mulher e pela Pol\u00edtica de Sa\u00fade da Crian\u00e7a, ambas do Departamento de Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria e Pol\u00edticas de Sa\u00fade da SES\/RS.<\/p>\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Estadual de Preven\u00e7\u00e3o e Enfrentamento da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, com o objetivo de potencializar as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos evit\u00e1veis, por meio de an\u00e1lises aprofundadas e a\u00e7\u00f5es conjuntas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De janeiro a abril deste ano, o Rio Grande do Sul registrou 35 \u00f3bitos maternos por covid-19 &#8211; durante todo o ano de 2020, foram seis casos. 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