{"id":110710,"date":"2021-07-20T09:02:12","date_gmt":"2021-07-20T12:02:12","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=110710"},"modified":"2021-07-20T09:02:12","modified_gmt":"2021-07-20T12:02:12","slug":"estudo-da-ufpel-atividade-fisica-reduz-o-risco-para-demencia-em-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/estudo-da-ufpel-atividade-fisica-reduz-o-risco-para-demencia-em-idosos\/","title":{"rendered":"ESTUDO DA UFPEL : Atividade f\u00edsica reduz o risco para dem\u00eancia em idosos"},"content":{"rendered":"<p>O fator de risco mais forte para dem\u00eancia \u00e9 o envelhecimento. Em m\u00e9dia, a partir dos 50 anos, para cada ano a mais de idade o risco para dem\u00eancia aumenta em 11%, de acordo com dados do Estudo Longitudinal de Sa\u00fade dos Idosos Brasileiros. Ainda, a preval\u00eancia de dem\u00eancia \u00e9 at\u00e9 14x maior em idosos com 80 anos ou mais comparado com adultos entre 50 e 69 anos. A dem\u00eancia \u00e9 comumente precedida por casos de comprometimento cognitivo leve, caracterizado por um preju\u00edzo da fun\u00e7\u00e3o cognitiva. Em m\u00e9dia, pessoas com comprometimento cognitivo leve t\u00eam risco aumentado para dem\u00eancia em 10 vezes. No entanto, sabemos da import\u00e2ncia de manter um estilo de vida saud\u00e1vel para reduzir o risco de diversos tipos de dem\u00eancia, como a doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p>Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e da The University de Queensland (Austr\u00e1lia), mostrou que idosos de 80 anos ou mais com comprometimento cognitivo leve que faziam atividade f\u00edsica tinham o mesmo risco de desenvolver dem\u00eancia comparado com adultos de idade entre 50 e 69 anos, inativos, e com este comprometimento. Esses achados foram publicados em julho no Journal of Psychiatric Research. A amostra deste estudo foi composta por 521 adultos com idade igual ou superior a 50 anos e participantes do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA). Os participantes tinham comprometimento cognitivo leve, moravam na Inglaterra, e foram acompanhados entre 2002 e 2018.<\/p>\n<p>Ainda, o mesmo grupo utilizou os dados desta mesma coorte para verificar os efeitos da atividade f\u00edsica no risco de dem\u00eancia em uma amostra maior (8.270 adultos com 50 anos ou mais). Quando a amostra n\u00e3o foi formada somente por pessoas com comprometimento cognitivo leve, os pesquisadores viram que idosos com 80 anos ou mais que faziam atividade f\u00edsica tinham risco 50% menor de desenvolver dem\u00eancia comparado com adultos de idade entre 50 e 69 anos e inativos. Os achados deste estudo ser\u00e3o apresentados dia 26 de julho de 2021, no Alzheimer\u2019s Association International Conference 2021.<\/p>\n<p>Os autores lembram que um em cada tr\u00eas idosos no Brasil n\u00e3o atingiam as recomenda\u00e7\u00f5es de atividade f\u00edsica em 2016. Al\u00e9m de aumentar o surgimento de novos casos de dem\u00eancia, a inatividade f\u00edsica esta fortemente associada \u00e0 alta carga econ\u00f4mica desta doen\u00e7a no sistema de sa\u00fade brasileiro. Assim, os achados deste estudo mostram a import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o da promo\u00e7\u00e3o de atividade f\u00edsica em todas as idades, inclusive entre idosos. O estudo, liderado pelo professor Natan Feter, fez parte de sua tese de doutorado em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (PPGEF\/UFPel).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fator de risco mais forte para dem\u00eancia \u00e9 o envelhecimento. 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