{"id":111067,"date":"2021-08-03T09:08:00","date_gmt":"2021-08-03T12:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=111067"},"modified":"2021-08-03T09:08:00","modified_gmt":"2021-08-03T12:08:00","slug":"uma-ode-a-beleza-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/uma-ode-a-beleza-humana\/","title":{"rendered":"Uma Ode \u00e0 Beleza Humana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Por: Vernihu Oswaldo<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Editor do Canal All\u00edmpico<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Durante uma olimp\u00edada milhares de momentos hist\u00f3ricos ocorrem. Pensei muito nisso: qual m\u00e1gica \u00e9 necess\u00e1ria para tornar um instante eterno? A resposta? A beleza! A beleza inerente aos humanos. As olimp\u00edadas gregas marcavam o \u00e1pice corporal, com homens de corpos \u201cperfeitos\u201d, que detinham a miss\u00e3o de realizar grandes feitos f\u00edsicos. O tempo passou e o conceito de beleza sofreu in\u00fameras transforma\u00e7\u00f5es. Atualmente ainda contemplamos o f\u00edsico, mas come\u00e7amos a perceber outras belezas&#8230; E a Olimp\u00edada de T\u00f3quio est\u00e1 a\u00ed para nos dar essa li\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_111068\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-111068\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-111068\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/03-08-foto-3-rebeca-300x202.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/03-08-foto-3-rebeca-300x202.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/03-08-foto-3-rebeca-150x101.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/03-08-foto-3-rebeca.jpg 639w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-111068\" class=\"wp-caption-text\">REBECA Andrade: primeira brasileira com duas medalhas ganhas na mesma Olimp\u00edada: ela \u00e9 a hist\u00f3ria<br \/>Foto: Ricardo Bufolin \/ CBG<\/p><\/div>\n<p>Como n\u00e3o sorrir ao olhar para Rebeca Andrade? O rosto de menina, a impressionante calma e o onipresente sorriso. A campe\u00e3 ol\u00edmpica tem muita beleza. E o que dizer do experiente Robert Scheidt, no alto dos seus 48 anos? Ele nasceu 12 anos antes do segundo velejador mais velho de sua classe. Impass\u00edvel. Tra\u00e7os duros. Olhar de crian\u00e7a. Quem v\u00ea nem imagina que ali est\u00e1 o Pel\u00e9 das \u00e1guas, o maior medalhista da hist\u00f3ria do Brasil em Olimp\u00edada. Rebeca e Robert. Dois dos maiores atletas brasileiros. Opostos. Mas igualmente lindos.<\/p>\n<p>A beleza n\u00e3o acontece s\u00f3 com os brasileiros. Mutaz Essa Barshim, do Catar, e Gianmarco Tamberi da It\u00e1lia. Um negro e um branco, origens distintas. Decidiram, juntos, em um acordo de cavalheiros, parar de saltar e dividir a medalha de ouro no salto em altura. E mais, comemoraram juntos, como dois irm\u00e3os de sangue e de alma, no degrau mais alto do p\u00f3dio. Certeza que os deuses ol\u00edmpicos sorriram. Como esquecer nossa linda fadinha do skate, ou nossa f\u00eanix do taekwondo: Rayssa e Milena. E as l\u00e1grimas de Mayra Aguiar, dona de tr\u00eas medalhas ol\u00edmpicas em tr\u00eas Olimp\u00edadas. Ou Luiza e Laura, donas da medalha mais inesperada da nossa hist\u00f3ria: bronze no t\u00eanis por duplas.<\/p>\n<p>A beleza n\u00e3o est\u00e1 apenas em corpos perfeitos ou em sorrisos alinhados. A beleza mora em cada passo, em cada erro, em cada acerto, em cada trajet\u00f3ria. Cada vez que um atleta chora, o que escorre por seu rosto s\u00e3o gotas de beleza. O suor. O riso. O grito. Seja de choro, seja de alegria. N\u00e3o importa.<\/p>\n<p>O que importa \u00e9 que as olimp\u00edadas s\u00e3o o maior espet\u00e1culo da Terra! Um lugar no qual a beleza ressoa, onde a cultura ecoa e o ser humano atinge seu \u00e1pice.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Vernihu Oswaldo Editor do Canal All\u00edmpico Durante uma olimp\u00edada milhares de momentos hist\u00f3ricos ocorrem. Pensei muito nisso: qual m\u00e1gica \u00e9 necess\u00e1ria para tornar um instante eterno? A resposta? 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