{"id":111801,"date":"2021-08-27T09:22:57","date_gmt":"2021-08-27T12:22:57","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=111801"},"modified":"2021-08-27T09:22:57","modified_gmt":"2021-08-27T12:22:57","slug":"ibge-mulheres-somavam-522-da-populacao-no-brasil-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/ibge-mulheres-somavam-522-da-populacao-no-brasil-em-2019\/","title":{"rendered":"IBGE: Mulheres somavam 52,2% da popula\u00e7\u00e3o no Brasil em 2019"},"content":{"rendered":"<p>As mulheres correspondiam, em 2019, a 52,2% (109,4 milh\u00f5es) da popula\u00e7\u00e3o residente no Brasil, al\u00e9m de serem maioria entre a popula\u00e7\u00e3o idosa (56,7%). \u00c9 o que revela a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade 2019 (PNS), divulgada nesta quinta (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A sondagem foi realizada em parceria com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Foram entrevistadas mulheres de 15 anos ou mais de idade na pesquisa. Em 2013, o alvo da sondagem foram mulheres a partir de 18 anos de idade.<\/p>\n<h2>Preventivo de c\u00e2ncer<\/h2>\n<p>O exame preventivo de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, conhecido como Papanicolau, foi feito por 81,3% das mulheres de 25 a 64 anos de idade h\u00e1 menos de tr\u00eas anos da data da entrevista; e em 2013, foram 78,7%. Os maiores percentuais foram encontrados nas regi\u00f5es Sul (84,8%) e Sudeste (84,1%), enquanto as regi\u00f5es Norte (79%), Centro-Oeste (78,8%) e Nordeste (76,4%) ficaram abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>O percentual nacional\u00a0foi maior para as mulheres com ensino superior completo (90,4%) do que para o grupo sem instru\u00e7\u00e3o at\u00e9 o n\u00edvel fundamental incompleto (72,5%). Pela an\u00e1lise do rendimento, a pesquisa apurou que o percentual de mulheres que fizeram o exame variou de 72,9% (sem rendimento at\u00e9 um quarto do sal\u00e1rio m\u00ednimo) at\u00e9 93,8% (mais de cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos).<\/p>\n<p>Entre as mulheres de 25 a 64 anos de idade, 6,1% revelaram nunca\u00a0ter\u00a0feito o exame preventivo, 45,1% declararam n\u00e3o achar necess\u00e1rio, 14,8% disseram n\u00e3o terem sido orientadas a fazer o exame e 13,1% declararam\u00a0ter\u00a0vergonha de faz\u00ea-lo. Outras 7,3% das entrevistadas afirmaram n\u00e3o\u00a0ter\u00a0feito o exame por dificuldades em rela\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de sa\u00fade.<\/p>\n<div id=\"attachment_111802\" style=\"width: 691px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-111802\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-111802\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mulheres.jpg\" alt=\"\" width=\"681\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mulheres.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mulheres-300x180.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mulheres-150x90.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/mulheres-768x460.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 681px) 100vw, 681px\" \/><p id=\"caption-attachment-111802\" class=\"wp-caption-text\">Dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade divulgada nesta quinta pelo instituto<\/p><\/div>\n<h2>Mamografia<\/h2>\n<p>Cerca de 58,3% das mulheres de 50 a 69 anos fizeram mamografia h\u00e1 menos de dois anos da data da entrevista, percentual mais alto que o de 2013 (54,3%). Metade destas\u00a0fez o exame no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>O maior percentual de mulheres que realizaram o exame de mamografia foi encontrado no Sudeste (65,2%), resultado semelhante ao de 2013. Em contrapartida, a PNS constatou que apesar da melhora frente a 2013, nas regi\u00f5es Norte (43,2%) e Nordeste (49,5%), menos de 50% das mulheres de 50 a 69 anos haviam realizado a mamografia no per\u00edodo de menos de dois anos. O percentual de mulheres dessa faixa et\u00e1ria que fizeram mamografia aumenta conforme a renda \u00e9 maior: 83,7% para renda acima de cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, contra 42,9% para mulheres sem rendimento at\u00e9 um quarto do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Entre as mulheres sexualmente ativas nos \u00faltimos 12 meses, de 15 a 49 anos de idade, cerca de 80,5% usavam algum m\u00e9todo para evitar gravidez. Dessas, 40,6% usavam p\u00edlula como m\u00e9todo mais eficaz, 20,4% a camisinha masculina, 17,3% haviam feito laqueadura, 9,8% usavam inje\u00e7\u00e3o, 5,6% adotavam a vasectomia do parceiro, 4,4% DIU, 1,2% usavam tabelinha ou outro m\u00e9todo anticonceptivo tradicional, como coito interrompido, e 0,6% adotavam outro m\u00e9todo moderno, como a camisinha feminina, por exemplo.<\/p>\n<p>As mulheres que disseram querer engravidar ou n\u00e3o se incomodavam de engravidar na faixa et\u00e1ria de 15 a 49 anos de idade somavam, em 2019, percentual de 47,3%.<\/p>\n<p>No Brasil, 4,7 milh\u00f5es de mulheres de 15 anos ou mais de idade deram \u00e0 luz entre\u00a029 de julho\u00a0de 2017 e\u00a027 de julho\u00a0de 2019. No parto, 87,2% delas foram atendidas por m\u00e9dico(a), 10,4% por enfermeiros(as) e 1% por parteiras. Do total, 98,2% afirmaram\u00a0ter\u00a0realizado consulta pr\u00e9-natal, o que corresponde a 4,6 milh\u00f5es de gestantes que tiveram consulta pr\u00e9-natal\u00a0durante a gravidez, mostrou o IBGE.<\/p>\n<h2>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A pesquisa investigou tamb\u00e9m os h\u00e1bitos alimentares, vacina\u00e7\u00e3o e exames neonatais de 4,7 milh\u00f5es de crian\u00e7as nascidas entre\u00a029 de julho\u00a0de 2017 e\u00a027 de julho\u00a0de 2019, correspondendo, naquele ano, a 2,26% da popula\u00e7\u00e3o menor de 2 anos de idade.<\/p>\n<p>O levantamento mostrou que 27,8% das crian\u00e7as com idade inferior a 6 meses de idade na data de entrevista, no Brasil, foram alimentadas exclusivamente com leite materno. Apurou ainda que 57,8% das crian\u00e7as com menos de 2 anos de idade comiam \u00e0 \u00e9poca biscoitos, bolachas ou bolo; 25% comiam doces, balas ou outros alimentos com a\u00e7\u00facar; 11,5% tomavam refrigerante e 16,9% haviam ingerido suco artificial.<\/p>\n<p>O teste do pezinho, usado para detectar precocemente doen\u00e7as metab\u00f3licas, gen\u00e9ticas ou infecciosas nos beb\u00eas, realizado por meio da an\u00e1lise de amostras de sangue coletadas do calcanhar da crian\u00e7a, foi efetuado no pa\u00eds, em 2019, por 73% das crian\u00e7as com menos de 2 anos de idade at\u00e9 o quinto dia ap\u00f3s o nascimento. As maiores propor\u00e7\u00f5es ocorreram nas regi\u00f5es Sul (88,5%), Sudeste (83,5%) e Centro-Oeste (78,5%), enquanto as regi\u00f5es Nordeste (57,7%) e Norte (54,9%) apresentaram propor\u00e7\u00f5es abaixo da m\u00e9dia nacional. Na \u00e1rea urbana, a propor\u00e7\u00e3o foi maior (75,6%) do que na \u00e1rea rural (60,1%).<\/p>\n<p>Segundo a PNS 2019, 64,4% das crian\u00e7as com menos de 2 anos de idade receberam tr\u00eas doses da vacina pentavalente, que evita t\u00e9tano, hepatite B, coqueluche, difteria e meningite, e outras infec\u00e7\u00f5es causadas pela bact\u00e9ria\u00a0<em>Haemophilus influenzae<\/em>\u00a0tipo B.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o contra poliomielite, ou paralisia infantil, a PNS estimou que em 2019, 64,2% das crian\u00e7as com menos de dois anos de idade receberam tr\u00eas doses dessa vacina e 42,7% das crian\u00e7as com menos de dois anos de idade tinham tomado uma dose da vacina tr\u00edplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rub\u00e9ola.<\/p>\n<h2>Homens<\/h2>\n<p>Em 2019, cerca de 64,6% dos homens com 15 anos ou mais de idade j\u00e1 eram pais. A\u00a0idade m\u00e9dia deles, quando o primeiro filho nasceu, era de 25,8 anos. Entre os homens de 15 a 29 anos, o percentual de homens com filho foi de 19%. Na\u00a0faixa de 30 a 39 anos, o n\u00famero variou de 67,5%\u00a0na \u00e1rea urbana\u00a0a 76,9%\u00a0na \u00e1rea rural. J\u00e1 nas faixas de idade de 40 a 59 anos e de 60 anos ou mais, o percentual atingiu 85,3% e 91,4%, respectivamente. Entre os homens com 40 anos ou mais de idade, mais de 80% j\u00e1 haviam tido pelo menos um filho, independente da regi\u00e3o onde se encontravam.<\/p>\n<p>O n\u00famero m\u00e9dio de filhos\u00a0foi de 1,7 para os homens que tinham\u00a015 anos ou mais de idade em 2019. Esse valor variou segundo a faixa de idade. Entre os homens com 15 a 29 anos, que est\u00e3o no in\u00edcio da vida reprodutiva, o n\u00famero m\u00e9dio de filhos\u00a0foi de 0,3, subindo para 1,3 filho no grupo de 30 a 39 anos. Para os homens de 40 a 59 anos, a m\u00e9dia foi de 2,1 filhos tidos, com 2 filhos na \u00e1rea urbana e 2,6 filhos na \u00e1rea rural amplia. J\u00e1 os homens com 60 anos ou mais, al\u00e9m de apresentarem o maior n\u00famero m\u00e9dio de filhos (3,6), foram tamb\u00e9m os que apresentaram a maior diferen\u00e7a entre urbano (3,3) e rural (5).<\/p>\n<p>A PNS perguntou sobre a vontade de ser pai aos homens cuja parceira estava gr\u00e1vida ou o \u00faltimo filho tinha menos de 6 anos. No grupo et\u00e1rio dos 15 aos 34 anos, cerca de 27,3% dos consultados afirmaram que gostariam de\u00a0ter\u00a0esperado mais para\u00a0ter\u00a0o filho. Entre aqueles com 35 anos ou mais, 10,4% n\u00e3o queriam\u00a0ter\u00a0filho ou n\u00e3o queriam\u00a0ter\u00a0mais filhos.<\/p>\n<p>As entrevistas para a PNS 2019 foram feitas entre os dias\u00a026 de agosto\u00a0de 2019 e\u00a013 de mar\u00e7o de 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mulheres correspondiam, em 2019, a 52,2% (109,4 milh\u00f5es) da popula\u00e7\u00e3o residente no Brasil, al\u00e9m de serem maioria entre a popula\u00e7\u00e3o idosa (56,7%). \u00c9 o que revela a Pesquisa Nacional<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":111802,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111801"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=111801"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111801\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":111803,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111801\/revisions\/111803"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/111802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=111801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=111801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}