{"id":112454,"date":"2021-09-24T09:28:31","date_gmt":"2021-09-24T12:28:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=112454"},"modified":"2021-09-24T09:28:31","modified_gmt":"2021-09-24T12:28:31","slug":"monquelat-no-tabuleiro-do-passado-as-entrelinhas-do-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/monquelat-no-tabuleiro-do-passado-as-entrelinhas-do-presente\/","title":{"rendered":"MONQUELAT :  No tabuleiro do passado,  as entrelinhas do presente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>O livreiro e autor Ad\u00e3o Monquelat foi sepultado dia 23<\/strong><\/p>\n<p>O livreiro que escrevia livros. Um narrador que ligava passado e presente. Servindo o mate, agu\u00e7ava o olhar e perscrutava o labirinto do tempo. Entre as prateleiras abarrotadas de volumes, recepcionava os frequentadores mais ins\u00f3litos. A prosa flu\u00eda com os amigos de d\u00e9cadas, bem como as novas gera\u00e7\u00f5es que adentravam na Livraria Monquelat. A placa informando sobre a compra, venda e troca, de livros antigos e modernos, n\u00e3o revelava tudo. Afinal, o t\u00e9rreo de pr\u00e9dio \u00e0 rua General Telles, tamb\u00e9m era uma catedral. Mas, ao inv\u00e9s de ora\u00e7\u00f5es, a comunh\u00e3o acontecia em torno de leituras em andamento, poss\u00edveis fontes questionando a hist\u00f3ria oficial, aquele deslize de determinado autor, ou at\u00e9 algum dubl\u00ea de historiador, que passou a publicar obras repletas de obviedades. \u00c0 frente do encontro ecum\u00eanico, o pelotense Ad\u00e3o Fernando Monquelat, que se notabilizou como bibli\u00f3filo, boa prosa e muitos admiradores.<\/p>\n<div id=\"attachment_112455\" style=\"width: 258px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-112455\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-112455\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/monquelat-despedida-248x300.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/monquelat-despedida-248x300.jpg 248w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/monquelat-despedida-124x150.jpg 124w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/monquelat-despedida.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><p id=\"caption-attachment-112455\" class=\"wp-caption-text\">Acompanhado de \u201cJojo\u201d no passeio<\/p><\/div>\n<p>Nesta semana, repentinamente, o Monquelat \u2013 origem italiana e n\u00e3o francesa, como pode sugerir a grafia -, faleceu na quarta-feira. O sepultamento ocorreu ontem. Mas, se o Ad\u00e3o da Livraria, j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 mais encontrado, passeando com a cachorrinha Jojo, seguramente permanecer\u00e1 presente junto \u00e0queles que conviveram com o seu perfil curioso, sagaz e generoso. Em especial, a companheira Noris, filho Pablo, e enteadas Carolina e Raquel.<\/p>\n<p>O \u201csebo\u201d Lobo da Costa, que homenageava o poeta pelotense &#8211; nascido em 1853, e falecido em 1888 -, surgiu nos anos oitenta \u00e0 rua D. Pedro II, e foi convertendo clientes em amigos,. No in\u00edcio da d\u00e9cada seguinte, Monquelat descobriu exemplar do romance \u201cA Divina Pastora\u201d, autoria de Caldre e Fi\u00e3o, e originalmente publicado em 1847. A obra, objeto de desejo de muitos bibli\u00f3filos, era considerada desaparecida. Mas, o livreiro pelotense encontrou exemplar no Uruguai. A descoberta repercutiu, houve publica\u00e7\u00e3o em 1992, e Monquelat passou a identificar a livraria com o seu sobrenome \u2013 uma dica do jornalista e escritor Carlos Reverbel (1912\/1997). Para Reverbel, principal respons\u00e1vel pela redescoberta e valoriza\u00e7\u00e3o da obra de Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto (1865\/1916), Monquelat havia se tornado uma grife.<\/p>\n<p>Percorrendo a Bibliotheca P\u00fablica Pelotense, Monquelat foi reunindo informa\u00e7\u00f5es de jornais do s\u00e9culo dezenove. O trabalho foi gerando livros como: \u201cAs Pra\u00e7as de Pelotas e suas Hist\u00f3rias\u201d (S\u00e9culo XIX); \u201cNotas \u00e0 margem da hist\u00f3ria da escravid\u00e3o\u201d; \u201cSenhores da carne (charqueadores, saladeristas y esclavistas\u201d; \u201cPelotas dos exclu\u00eddos (subs\u00eddios para uma hist\u00f3ria do cotidiano\u201d; \u201cO desbravamento do sul e a ocupa\u00e7\u00e3o castelhana\u201d \u2013 parceria com V. Marcolla; \u201cPelotas no tempo dos chafarizes\u201d \u2013 coautoria com Guilherme Pinto de Almeida. Tamb\u00e9m foi um colaborador regular e qualificado do <strong>DI\u00c1RIO DA MANH\u00c3.<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_112456\" style=\"width: 455px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-112456\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-112456\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/monquelat-despedida-3.jpg\" alt=\"\" width=\"445\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/monquelat-despedida-3.jpg 445w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/monquelat-despedida-3-223x300.jpg 223w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/monquelat-despedida-3-111x150.jpg 111w\" sizes=\"(max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><p id=\"caption-attachment-112456\" class=\"wp-caption-text\">Monquelat colaborava com o DM<\/p><\/div>\n<p>(C0G0Y)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livreiro e autor Ad\u00e3o Monquelat foi sepultado dia 23 O livreiro que escrevia livros. 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