{"id":112803,"date":"2021-10-07T10:48:44","date_gmt":"2021-10-07T13:48:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=112803"},"modified":"2021-10-07T10:48:44","modified_gmt":"2021-10-07T13:48:44","slug":"dia-do-doador-de-medula-e-comemorado-com-case-do-hemopel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/dia-do-doador-de-medula-e-comemorado-com-case-do-hemopel\/","title":{"rendered":"Dia do Doador de Medula \u00e9 comemorado com case do HemoPel"},"content":{"rendered":"<p>Aos 18 anos, a estudante Th\u00e1bata Maria Hugo de Mota fez a sua primeira doa\u00e7\u00e3o de sangue, no Hemocentro Regional de Pelotas (HemoPel). A cangu\u00e7uense aproveitou a oportunidade para se cadastrar como doadora volunt\u00e1ria de medula \u00f3ssea. O que ela n\u00e3o esperava \u00e9 que fosse chamada apenas tr\u00eas anos depois e que a doa\u00e7\u00e3o fosse para um beb\u00ea, Rafaela, que completou um ano 12 dias ap\u00f3s o transplante. Neste Dia Nacional do Doador de Medula \u00d3ssea, comemorado no dia 6 de outubro, a estudante tenta sensibilizar mais pessoas a se cadastrarem.<\/p>\n<div id=\"attachment_112804\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-112804\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-112804\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thabata-maria-hugo-de-mota-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thabata-maria-hugo-de-mota-300x201.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thabata-maria-hugo-de-mota-150x101.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thabata-maria-hugo-de-mota.jpg 498w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-112804\" class=\"wp-caption-text\">estudante Th\u00e1bata Maria Hugo de Mota<\/p><\/div>\n<p>O transplante foi feito no Hospital Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo. O local foi escolhido como alternativa mais vi\u00e1vel, j\u00e1 que a doadora morava no Rio Grande do Sul e a receptora em Aparecida de Goi\u00e1s. Ela teve sua primeira interna\u00e7\u00e3o aos dois meses e o diagn\u00f3stico de Imunodefici\u00eancia combinada grave (SCID) foi feito aos seis. A SCID* \u00e9 uma imunodefici\u00eancia que resulta em baixos n\u00edveis de anticorpos (imunoglobulinas) e um n\u00famero baixo ou ausente de c\u00e9lulas T (linf\u00f3citos). Os tratamentos para que as pessoas com essa imunodefici\u00eancia sigam vivas s\u00e3o muitos, mas a \u00fanica possibilidade de cura \u00e9 o transplante.<\/p>\n<div id=\"attachment_112805\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-112805\" loading=\"lazy\" class=\"size-thumbnail wp-image-112805\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/rafaela-amerian-dos-santos-150x106.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"106\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/rafaela-amerian-dos-santos-150x106.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/rafaela-amerian-dos-santos-300x213.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/rafaela-amerian-dos-santos.jpg 474w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><p id=\"caption-attachment-112805\" class=\"wp-caption-text\">Rafaela<\/p><\/div>\n<p>A m\u00e3e de Rafaela, Amerian dos Santos da Paix\u00e3o, conta que ela, hoje com tr\u00eas anos e meio, n\u00e3o usa mais nenhuma medica\u00e7\u00e3o, apenas faz acompanhamento, uma vez por ano, em S\u00e3o Paulo. \u201cO primeiro bolo de anivers\u00e1rio dela foi no hospital com os pais, m\u00e9dicos e enfermeiras. Foi sofrido. Mais gra\u00e7as a Deus agora est\u00e1 tudo bem\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Hoje com 23 anos, Th\u00e1bata diz que n\u00e3o pensaria duas vezes, caso fosse chamada novamente. \u201cAcho que n\u00e3o existem palavras que consigam descrever a satisfa\u00e7\u00e3o que \u00e9 saber que eu salvei uma vida, saber que tem um pedacinho de mim nela\u201d, diz a estudante de terapia ocupacional da UFPel.<\/p>\n<p><strong>Doadores cadastrados<\/strong><\/p>\n<p>O Hemopel tem cerca de 27 mil dos mais de 5,4 milh\u00f5es de volunt\u00e1rios cadastrados no pa\u00eds. Em m\u00e9dia s\u00e3o 850 pacientes que procuram um doador fora da fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Busca pelo doador<\/strong><\/p>\n<p>Como n\u00e3o tinha doadores compat\u00edveis na fam\u00edlia da Rafaela, os m\u00e9dicos entraram em contato com a equipe do Registro Nacional de Doadores Volunt\u00e1rios de Medula \u00d3ssea (Redome). Apesar de ser um processo bastante complexo para a ci\u00eancia, com muitos testes at\u00e9 encontrar pessoas compat\u00edveis, para o doador \u00e9 muito simples.<\/p>\n<p>Th\u00e1bata voltou a Pelotas para fazer a contraprova, ou seja, novos exames para confirmar a compatibilidade, que foi de 98%. Depois foram marcados uma consulta e outros 35 exames no Hospital Albert Einstein em S\u00e3o Paulo. Todas as despesas foram arcadas pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), \u00fanico respons\u00e1vel por qualquer transplante em territ\u00f3rio nacional: t\u00e1xi de Cangu\u00e7u pra Pelotas, voo de Pelotas a Porto Alegre e de Porto Alegre a S\u00e3o Paulo \u2013 na volta da mesma forma \u2013 e hospedagem para ela e para um acompanhante.<\/p>\n<p>Dois dias depois ela voltou para Cangu\u00e7u onde esperou uma semana pela confirma\u00e7\u00e3o de que suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas estavam inteiramente adequadas para fazer a doa\u00e7\u00e3o sem se expor a riscos desnecess\u00e1rios. Ela voltou a S\u00e3o Paulo, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es da primeira vez, e fez a cirurgia. De acordo com a pr\u00f3pria Th\u00e1bata, a recupera\u00e7\u00e3o foi muito r\u00e1pida. Por usar anestesia geral \u2013 uma das possibilidades de coleta da medula, e a escolhida pela doadora \u2013 precisou passar a noite no hospital e no dia seguinte teve alta. Mais dois dias no hotel e j\u00e1 pode voltar pra casa. Ela conta que a sensa\u00e7\u00e3o era que tinha se batido num m\u00f3vel, um leve desconforto, e 24 horas ap\u00f3s a cirurgia j\u00e1 aproveitava pra fazer compras em um shopping de S\u00e3o Paulo. A medula do doador demora cerca de 15 dias para se recuperar totalmente.<\/p>\n<p>O Redome libera as informa\u00e7\u00f5es do doador e do receptor, um ao outro, apenas 18 meses ap\u00f3s o transplante, e caso os dois concordem. Desde o fim de 2020 Th\u00e1bata e a Amerian se comunicam por WhatsApp e j\u00e1 combinam uma visita da ga\u00facha \u00e0 fam\u00edlia de Rafaela quando a pandemia acabar. Para quem ainda n\u00e3o \u00e9 doador, Amerian \u00e9 direta ao dizer o que espera: \u201cQue passe a ser um doador. Um doador salva vidas. \u00c9 gra\u00e7as a um doador que a minha filha hoje est\u00e1 viva e com muita sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Quem pode doar<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, para fazer o cadastro, os volunt\u00e1rios precisam ter entre 18 e 35 anos, mas todos os j\u00e1 cadastrados, com bom estado de sa\u00fade, podem ser chamados a doar at\u00e9 os 60 anos.<\/p>\n<p>O cadastro pode ser feito nos Hemocentros, no caso da regi\u00e3o de Pelotas no Hemopel, onde receber\u00e1 informa\u00e7\u00f5es, assinar\u00e1 um termo de consentimento e deixar\u00e1 uma amostra de sangue. Caso seja compat\u00edvel com algu\u00e9m que precisa, \u00e9 contatado diretamente pelo Redome.<\/p>\n<p><strong>Manuten\u00e7\u00e3o do cadastro<\/strong><\/p>\n<p>T\u00e3o importante quanto se cadastrar \u00e9 manter os dados atualizados no Redome, para que possa ser encontrado caso seja necess\u00e1rio. Cada vez que o endere\u00e7o ou telefone mudar, \u00e9 imprescind\u00edvel que sejam atualizados em http:\/\/redome.inca.gov.br\/doador-atualize-seu-cadastro\/<\/p>\n<p>O Hemocentro fica na avenida Bento Gon\u00e7alves, 4.569, pr\u00f3ximo ao Col\u00e9gio Municipal Pelotense. O telefone para outras informa\u00e7\u00f5es \u00e9 o 53.3222-3002, ou pelo Whatsapp 53.98156-1209.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 18 anos, a estudante Th\u00e1bata Maria Hugo de Mota fez a sua primeira doa\u00e7\u00e3o de sangue, no Hemocentro Regional de Pelotas (HemoPel). 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