{"id":115695,"date":"2022-02-07T08:55:04","date_gmt":"2022-02-07T11:55:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=115695"},"modified":"2022-02-07T08:55:04","modified_gmt":"2022-02-07T11:55:04","slug":"sociedades-medicas-apoiam-vacinacao-infantil-contra-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/sociedades-medicas-apoiam-vacinacao-infantil-contra-a-covid-19\/","title":{"rendered":"Sociedades m\u00e9dicas apoiam vacina\u00e7\u00e3o infantil contra a covid-19"},"content":{"rendered":"<p>Iniciada em meados de janeiro, a vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de 5 a 11 anos conta no Rio Grande do Sul com o apoio de diversas entidades m\u00e9dicas. As sociedades ga\u00fachas de Pediatria e Infectologia e as sociedades brasileiras de Imuniza\u00e7\u00e3o e Gen\u00e9tica M\u00e9dica e Gen\u00f4mica expressam, todas, a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o nesta idade.<\/p>\n<p>At\u00e9 esta quinta-feira (03\/02), cerca de 71 mil crian\u00e7as desta faixa j\u00e1 foram vacinadas contra o coronav\u00edrus no Estado. A covid-19, nesta faixa et\u00e1ria, j\u00e1 causou centenas de hospitaliza\u00e7\u00f5es no RS e a morte de nove crian\u00e7as de 5 a 11 anos.<\/p>\n<p>Membro da Sociedade de Pediatria do RS, o m\u00e9dico Jos\u00e9 Paulo Ferreira, ressalta que mesmo ap\u00f3s dois anos de pandemia, o atual momento \u00e9 delicado. \u201cO coronav\u00edrus continua a\u00ed se espalhando, continua com muitos casos e essa variante \u00d4micron est\u00e1 passando pra muita gente e est\u00e1 passando para muita crian\u00e7a\u201d, destaca. \u201cE n\u00f3s n\u00e3o sabemos como vai ser daqui a dez, quinze, vinte, trinta anos. As crian\u00e7as que est\u00e3o pegando agora v\u00e3o ficar com sequelas? N\u00e3o sabemos. Ent\u00e3o, qual \u00e9 a \u00fanica arma que n\u00f3s temos nesse momento com seguran\u00e7a para tentar acabar com essa pandemia? Vacina\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n<div id=\"attachment_115696\" style=\"width: 645px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-115696\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-115696\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/vacinacao-infantil.jpg\" alt=\"\" width=\"635\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/vacinacao-infantil.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/vacinacao-infantil-300x169.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/vacinacao-infantil-150x84.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/vacinacao-infantil-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><p id=\"caption-attachment-115696\" class=\"wp-caption-text\">VACINA\u00c7\u00c3O come\u00e7ou em janeiro para as crian\u00e7as entre 5 e 11 anos de idade. &#8211; Foto: Cristine Rochol-PMPA<\/p><\/div>\n<p>Ele comenta tamb\u00e9m sobre todas as etapas de valida\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a por quais essas doses passaram antes de serem aprovadas no pa\u00eds. \u201cCrian\u00e7as de cinco a onze anos j\u00e1 t\u00eam duas vacinas liberadas: a Pfizer e a Coronavac. S\u00e3o vacinas que foram testadas, j\u00e1 foram feitas em milh\u00f5es de crian\u00e7as nos Estados Unidos, China e Chile, principalmente, onde foram testadas e aprovadas\u201d, explica o m\u00e9dico pediatra. \u201cVoc\u00ea que \u00e9 pai ou m\u00e3e de crian\u00e7as de cinco a onze anos, se encorajem, converse com o seu pediatra, tire suas d\u00favidas e fa\u00e7am as vacinas nas suas crian\u00e7as. \u00c9 uma maneira de proteg\u00ea-las, proteger a nossa comunidade e tentar acabar essa pandemia que j\u00e1 dura mais tempo que n\u00f3s temos condi\u00e7\u00f5es de suportar\u201d, afirma Jos\u00e9 Paulo.<\/p>\n<p>O presidente da Sociedade Riograndense de Infectologia, o m\u00e9dico Alessandro Pasqualotto lembra que, apesar de n\u00e3o apresentar formas graves na maioria das crian\u00e7as, a covid-19 possui mesmo assim riscos significativos nessas idades. \u201cAlgumas crian\u00e7as t\u00eam sim a doen\u00e7a de forma bem grave, precisam ir para o hospital, t\u00eam doen\u00e7as inflamat\u00f3rias graves, acometendo o cora\u00e7\u00e3o, o c\u00e9rebro e a pele, inclusive com mais de 300 mortes j\u00e1 ocorridas no pa\u00eds nesta faixa dos 5 aos 11 anos\u201d, explica. \u201c\u00c9 dif\u00edcil acreditar que algu\u00e9m possa morrer de uma doen\u00e7a pass\u00edvel de preven\u00e7\u00e3o com vacina. Por qu\u00ea? Porque existe uma cren\u00e7a de muitos que as vacinas n\u00e3o s\u00e3o seguras. Bobagem, pessoal! As vacinas foram comparadas com placebo, e elas foram t\u00e3o seguras quanto a inje\u00e7\u00e3o de uma solu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e sal\u201d, diz o presidente da entidade, comentando sobre o processo que \u00e9 feito nas etapas de testes cl\u00ednicos, antes da aprova\u00e7\u00e3o. \u201cElas s\u00e3o seguras, elas funcionam, elas previnem a covid. Elas v\u00e3o prevenir morte, v\u00e3o prevenir infe\u00e7\u00e3o grave. \u00c9 isso que nos importa\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Pasqualotto tamb\u00e9m pondera a quest\u00e3o coletiva proporcionada pela vacina\u00e7\u00e3o. \u201cVamos com isso ter menos transmiss\u00e3o de covid entre as crian\u00e7as. Um ambiente mais seguro nas escolas, em casa, para os av\u00f3s\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O pediatra ga\u00facho Juarez Cunha \u00e9 o presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm), uma das principais entidades na defesa pela vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adultos no pa\u00eds. \u201c\u00c9 importante salientar que n\u00f3s temos dados que nos mostram que as crian\u00e7as t\u00eam internado e t\u00eam morrido por covid, que \u00e9 uma doen\u00e7a imunopreven\u00edvel, ou seja, preven\u00edvel por vacina\u201d, afirma. \u201cS\u00e3o mais de 300 \u00f3bitos e seis mil hospitaliza\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as no Brasil nesses dois anos de pandemia s\u00f3 na faixa et\u00e1ria de cinco a onze anos\u201d, detalha Juarez. Al\u00e9m de tamb\u00e9m refor\u00e7ar a seguran\u00e7a que as duas vacinas dispon\u00edveis j\u00e1 comprovaram, ele frisa ainda que elas demostraram ser eficazes contra casos graves da doen\u00e7a. E, independente de aplicar ou n\u00e3o as vacinas, Cunha destaca que as outras medidas de preven\u00e7\u00e3o ainda precisam ser mantidas, em especial, o uso de m\u00e1scaras, lavagem de m\u00e3os e evitar aglomera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica presidente da Sociedade Brasileira de Gen\u00e9tica M\u00e9dica e Gen\u00f4mica (SBGM), T\u00eamis Maria F\u00e9lix, acrescenta ainda um importante lembrete: de ter uma maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0quelas crian\u00e7as com alguma doen\u00e7a de base, situa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o de maior risco em caso de cont\u00e1gio. \u201cConclamamos a todos pais a levarem seus filhos para tomar a vacina, ela \u00e9 importante para proteger a todos, principalmente aqueles com comorbidades\u201d, aponta. \u201cE entre essas crian\u00e7as, destacamos a import\u00e2ncia de vacinar aquelas com condi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas e aquelas com doen\u00e7as raras\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Outras perguntas e repostas sobre a vacina\u00e7\u00e3o infantil podem ser conferidas no site\u00a0<a href=\"https:\/\/coronavirus.rs.gov.br\/vacinacaoinfantil\">coronavirus.rs.gov.br\/vacinacaoinfantil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciada em meados de janeiro, a vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de 5 a 11 anos conta no Rio Grande do Sul com o apoio de diversas entidades m\u00e9dicas. 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