{"id":118790,"date":"2022-05-26T13:43:50","date_gmt":"2022-05-26T16:43:50","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=118790"},"modified":"2022-05-26T13:43:50","modified_gmt":"2022-05-26T16:43:50","slug":"musica-e-memoria-no-projeto-preto-de-sapato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/musica-e-memoria-no-projeto-preto-de-sapato\/","title":{"rendered":"M\u00fasica e mem\u00f3ria no  projeto Preto de Sapato"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>S\u00e1bado das 15h \u00e0s 18h, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e a arte de Eduardo Freda<\/strong><\/p>\n<p>Por Carlos Cogoy<\/p>\n<div id=\"attachment_118792\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-118792\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-118792\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-freda-300x154.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"154\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-freda-300x154.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-freda-150x77.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-freda-768x395.jpg 768w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-freda.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-118792\" class=\"wp-caption-text\">Compositor Eduardo Freda apresenta dez m\u00fasicas sobre o passado e presente da negritud<\/p><\/div>\n<p>Preto de Sapato \u00e9 refer\u00eancia \u00e0 distin\u00e7\u00e3o entre os negros no Brasil escravista. Os negros descal\u00e7os ainda eram cativos. J\u00e1 aqueles com sapatos, estavam alforriados. A designa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m identifica a oficina, que ser\u00e1 realizada s\u00e1bado \u00e0 tarde na Pra\u00e7a Cel. Pedro Os\u00f3rio. Em caso de chuva, ser\u00e1 transferido para domingo. Aprovado no Pr\u00eamio Palmares de Arte, edital de 2021, da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares, o projeto \u201cPreto de Sapato\u201d re\u00fane m\u00fasica, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, capoeira e bonecas negras. Numa grande roda, intera\u00e7\u00e3o entre as hist\u00f3rias, que ser\u00e3o narradas pelo professor Caiu\u00e1 Al-Alam (UNIPAMPA), m\u00fasicas autorais de Eduardo Freda, bonecas \u201cabayomis\u201d, criadas por Emily Passarinho, e a roda de capoeira com o mestre Jarr\u00e3o. A comunidade est\u00e1 sendo convidada a participar desse encontro, que evoca o passado e presente da negritude.<\/p>\n<div id=\"attachment_118793\" style=\"width: 255px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-118793\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-118793\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-emily-passarinho-245x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-emily-passarinho-245x300.jpeg 245w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-emily-passarinho-122x150.jpeg 122w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-emily-passarinho.jpeg 489w\" sizes=\"(max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><p id=\"caption-attachment-118793\" class=\"wp-caption-text\">Emily cria \u201cAbayomis\u201d<\/p><\/div>\n<p><strong>PRA\u00c7A &#8211;<\/strong> O evento na Pra\u00e7a Cel. Pedro Os\u00f3rio, ser\u00e1 gravado pela cineasta Cintia Langie, docente da UFPel, que contar\u00e1 com a paticipa\u00e7\u00e3o de Jackeline Nunes. Organizadores acrescentam: \u201cA pra\u00e7a foi palco de viol\u00eancias e mortes de centenas de escravizados. Ao centro, onde atualmente est\u00e1 o chafariz franc\u00eas, ficava o antigo pelourinho. O espa\u00e7o \u00e9 considerado, por conta do paisagismo e arquitetura, um dos principais pontos tur\u00edsticos de Pelotas. No entanto, sua real hist\u00f3ria \u00e9 desconhecida da maior parte da popula\u00e7\u00e3o. O desconhecimento se d\u00e1 pela pol\u00edtica do embranquecimento que, na mesma medida em que constr\u00f3i a hist\u00f3ria oficial, tamb\u00e9m apaga a mem\u00f3ria do povo negro, que \u00e9 maioria na cidade. E foram as m\u00e3os e corpos negros, que constru\u00edram Pelotas, tijolo a tijolo, em meio a sangue, viol\u00eancias e resist\u00eancia. Por\u00e9m, essas hist\u00f3rias e personagens, est\u00e3o vivas na mem\u00f3ria do povo negro, e de suas narrativas transmitidas pelas gera\u00e7\u00f5es. Como nas palavras de Ad\u00e3o Fernando Monquelat, livreiro, pesquisador e escritor pelotense: \u2018A Pelotas do exclu\u00eddos, os que fizeram o doce e n\u00e3o comeram, constru\u00edram a pra\u00e7a e n\u00e3o podiam entrar, onde se consolidou o quadril\u00e1tero do poder, o centro hist\u00f3rico\u2019. Preto de Sapato tem produ\u00e7\u00e3o executiva de B\u00e1rbara Hypolito, produ\u00e7\u00e3o musical de Davi Batuka. Apoio do Ponto de Cultura Outro Sul, e Est\u00fadio Batuka Records.<\/p>\n<div id=\"attachment_118791\" style=\"width: 267px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-118791\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-118791\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-caiua-257x300.jpg\" alt=\"\" width=\"257\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-caiua-257x300.jpg 257w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-caiua-129x150.jpg 129w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/preto-de-sapato-caiua.jpg 549w\" sizes=\"(max-width: 257px) 100vw, 257px\" \/><p id=\"caption-attachment-118791\" class=\"wp-caption-text\">Historiador Caiu\u00e1 Al-Alam<\/p><\/div>\n<p>ARTE de Freda no s\u00e1bado, ter\u00e1 m\u00fasicas como \u201cM\u00e3o de Pil\u00e3o\u201d, cuja letra \u00e9 poema de Oliveira Silveira (1941\/2009). J\u00e1 \u201cSinh\u00e1 Maria\u201d, conta a hist\u00f3ria de uma escravizada que, de acordo com o historiador M\u00e1rio Os\u00f3rio Magalh\u00e3es, vendia doces nas proximidades da igreja Matriz. O refr\u00e3o \u00e9 uma fala da vendedora: \u201cSinh\u00e1 Maria t\u00e1 aqui o que sinhozinho esqueceu, rapadurinha de amendoim, batata doce, sinh\u00e1 Maria tem. Se o sinhozinho n\u00e3o quer comprar, n\u00e3o me fa\u00e7a desd\u00e9m\u201d. Em \u201cRebento\u201d, compositor aborda sobre as m\u00e3es que jogavam os filhos no arroio S\u00e3o Gon\u00e7alo, uma forma de evitar que fossem escravizados. Na m\u00fasica \u201cPorongada\u201d, o massacre dos Lanceiros Negros em Pinheiro Machado, quando foram tra\u00eddos por l\u00edderes farroupilhas em novembro de 1844. J\u00e1 em \u201cOy\u00e1\u201d, divulga Freda, a mulher negra e a luta contra a opress\u00e3o dos senhores, a exemplo de Ians\u00e3 que deixou os filhos em casa, e seguiu para lutar ao lado de Ogum. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sonoridade: \u201cAs can\u00e7\u00f5es misturam as origens e ra\u00edzes africanas, \u00e0 m\u00fasica popular brasileira, world music, samba, jazz, m\u00fasica eletr\u00f4nica, beats, sintetizadores e tambores, dentre eles, como protagonista, o sopapo, patrim\u00f4nio da cultura pelotense\u201d.<\/p>\n<p><strong>TRAJET\u00d3RIA<\/strong> do m\u00fasico tem os discos \u201cRa\u00edzes e Cora\u00e7\u00e3o\u201d (2013), e \u201cRoda do Tempo\u201d (2017). Ex-vocalista da Na\u00e7\u00e3o Suburbana, integra os projetos \u201cBe Livin\u201d e \u201cDonna Dinah\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e1bado das 15h \u00e0s 18h, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e a arte de Eduardo Freda Por Carlos Cogoy Preto de Sapato \u00e9 refer\u00eancia \u00e0 distin\u00e7\u00e3o entre os negros no Brasil escravista.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":118792,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118790"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118790"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":118794,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118790\/revisions\/118794"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}