{"id":120486,"date":"2022-07-29T09:01:10","date_gmt":"2022-07-29T12:01:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=120486"},"modified":"2022-07-29T09:01:10","modified_gmt":"2022-07-29T12:01:10","slug":"incidencia-de-covid-19-grave-e-ate-3-vezes-maior-entre-nao-vacinados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/incidencia-de-covid-19-grave-e-ate-3-vezes-maior-entre-nao-vacinados\/","title":{"rendered":"Incid\u00eancia de covid-19 grave \u00e9 at\u00e9 3 vezes maior entre n\u00e3o vacinados"},"content":{"rendered":"<p>A prote\u00e7\u00e3o conferida pelas doses de refor\u00e7o das vacinas contra a covid-19 foi capaz de reduzir ainda mais a incid\u00eancia das s\u00edndromes respirat\u00f3rias agudas graves (SRAG) causadas pelo novo coronav\u00edrus (SARS-CoV-2) em todas as faixas et\u00e1rias, segundo estimativa divulgada ontem, no Rio de Janeiro, pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz).<\/p>\n<p>O estudo indica que os casos graves de covid-19 incidiram at\u00e9 tr\u00eas vezes mais na popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o vacinada, se comparada com a que completou o esquema b\u00e1sico e ainda recebeu ao menos a primeira dose de refor\u00e7o.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte do Boletim InfoGripe, divulgado nesta semana, atualizado com dados de 17 a 23 de julho. Coordenador do estudo, Marcelo Gomes disse que o ponto central \u00e9 que fica evidente a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A gente observa uma efetividade, uma diminui\u00e7\u00e3o desse risco de interna\u00e7\u00e3o em todas as faixas et\u00e1rias. E quando a gente olha a dose de refor\u00e7o, melhora ainda mais a prote\u00e7\u00e3o. Os dados deixam claro o quanto a vacina \u00e9 fundamental para se ter uma realidade distinta no enfrentamento da covid-19&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>E acrescentou: &#8220;se algu\u00e9m ainda tem alguma d\u00favida, n\u00e3o precisa ter. A vacina \u00e9 simplesmente fundamental. A diferen\u00e7a \u00e9 gritante entre quem n\u00e3o se vacinou, quem iniciou o esquema vacinal e quem j\u00e1 est\u00e1 com dose de refor\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<h2>FAIXAS ET\u00c1RIAS<\/h2>\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, a taxa de incid\u00eancia da SRAG causada pela covid-19 \u00e9 muito maior entre os idosos de idade avan\u00e7ada. Na popula\u00e7\u00e3o com 80 anos ou mais, houve 208,05 pessoas com casos graves de covid-19 para cada 100 mil habitantes n\u00e3o vacinados. Entre os que tomaram ao menos uma dose, mas n\u00e3o chegaram ao refor\u00e7o, a incid\u00eancia cai para 124,68 casos por 100 mil habitantes, e, com a dose de refor\u00e7o, cai ainda mais, para 111,21\/100 mil.<\/p>\n<p>Entre os outros idosos, as quedas s\u00e3o de ordens semelhantes. O agravamento incidiu sobre os sem vacina na propor\u00e7\u00e3o de 62,88\/100 mil, entre os de 70 a 79 anos, e na de 27,11\/100 mil, para os de 60 a 69 anos. Com esquema completo, esses valores caem para 45,69\/100 mil e 16,44\/100 mil, e, com a de refor\u00e7o, para 31,0\/100 mil e 11,04\/100 mil.<\/p>\n<p>&#8220;A dose de refor\u00e7o entra para compensar a perda de mem\u00f3ria imunol\u00f3gica que infelizmente a gente tem observado na popula\u00e7\u00e3o e especialmente nas faixas et\u00e1rias mais avan\u00e7adas&#8221;, observou.<\/p>\n<p>Na popula\u00e7\u00e3o adulta, a incid\u00eancia da SRAG causada pela covid-19 apresenta uma queda ainda maior quando s\u00e3o comparados os vacinados e os n\u00e3o vacinados, que sofrem de agravamento com uma frequ\u00eancia tr\u00eas vezes maior.<\/p>\n<p>&#8220;Quanto mais jovem, h\u00e1 uma diferen\u00e7a ainda maior. A popula\u00e7\u00e3o mais nova tem uma resposta ainda melhor. A diferen\u00e7a fica mais importante, e isso era algo que os estudos j\u00e1 mostravam, que havia uma diferen\u00e7a entre o p\u00fablico de idade mais avan\u00e7ada e o mais jovem, em termos de efetividade, mas todos se beneficiam&#8221;, detalhou.<\/p>\n<h2>TAXA DE INCID\u00caNCIA<\/h2>\n<p>Na popula\u00e7\u00e3o de 50 a 59 anos, a taxa de incid\u00eancia cai de 14,75\/100 mil entre os n\u00e3o vacinados para 7,10\/100 mil entre quem se vacinou sem refor\u00e7o. Para quem tomou ao menos a primeira dose de refor\u00e7o nessa faixa et\u00e1ria, o agravamento incidiu na propor\u00e7\u00e3o de 4,76 casos por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>Tomar a vacina tamb\u00e9m fez a incid\u00eancia da SRAG ser tr\u00eas vezes menor entre quem tem 18 a 49 anos. Na faixa et\u00e1ria de 40 a 49 anos, a incid\u00eancia entre quem n\u00e3o se vacinou \u00e9 de 9,82 casos por 100 mil, o que\u00a0\u00e9 reduzido pela vacina\u00e7\u00e3o com refor\u00e7o para 2,39 por 100 mil. Entre quem tem 30 a 39 anos, a queda \u00e9 de 6,25\/100 mil para 2,02 por 100 mil. J\u00e1 nos mais jovens, de 18 a 29 anos, a diminui\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4,43\/100 mil para 1,53 por 100 mil.<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou, tamb\u00e9m, que os adolescentes foram o p\u00fablico com a maior redu\u00e7\u00e3o proporcional dos casos de SRAG quando a vacina entra em cena. Quem tem 12 a 17 anos e n\u00e3o se vacinou teve uma incid\u00eancia de 5,54 casos graves por 100 mil habitantes, enquanto quem tomou a primeira dose de refor\u00e7o sofreu de SRAG numa propor\u00e7\u00e3o de 0,51 caso por 100 mil.<\/p>\n<p>Mesmo com conclus\u00f5es t\u00e3o positivas a favor da vacina\u00e7\u00e3o, Marcelo Gomes ponderou que o efeito dos imunizantes ainda pode estar subestimado por limita\u00e7\u00f5es nos bancos de dados que serviram de base para o estudo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um resultado que tem uma s\u00e9rie de limita\u00e7\u00f5es pela natureza desses dados. \u00c9 uma estimativa que tende a subestimar o impacto da vacina. O efeito real \u00e9 ainda maior do que esse que a gente est\u00e1 reportando, e ainda assim a gente j\u00e1 observa o impacto&#8221;, detalhou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prote\u00e7\u00e3o conferida pelas doses de refor\u00e7o das vacinas contra a covid-19 foi capaz de reduzir ainda mais a incid\u00eancia das s\u00edndromes respirat\u00f3rias agudas graves (SRAG) causadas pelo novo coronav\u00edrus<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":120487,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,150],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120486"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120486"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":120488,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120486\/revisions\/120488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}