{"id":122869,"date":"2022-10-26T09:12:49","date_gmt":"2022-10-26T12:12:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=122869"},"modified":"2022-10-26T09:12:49","modified_gmt":"2022-10-26T12:12:49","slug":"rs-supera-patamar-pre-pandemia-na-realizacao-de-mamografias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/rs-supera-patamar-pre-pandemia-na-realizacao-de-mamografias\/","title":{"rendered":"RS supera patamar pr\u00e9-pandemia na realiza\u00e7\u00e3o de mamografias"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s dois anos de redu\u00e7\u00e3o, em 2022 o Rio Grande do Sul superou o patamar pr\u00e9-pandemia de mamografias realizadas por mulheres adultas. Entre janeiro e julho deste ano, o n\u00famero m\u00e9dio de exames em mulheres adultas no Estado por m\u00eas foi de 19.082, aumento de 8,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, que registrou 17.631 mamografias mensais. A eleva\u00e7\u00e3o ocorre ap\u00f3s as quedas observadas em 2020 e 2021, afetados pelo impacto das repercuss\u00f5es da pandemia da covid-19, anos que tiveram um n\u00famero m\u00e9dio mensal de 12.145 e 16.000 mamografias realizadas, respectivamente.<\/p>\n<div id=\"attachment_67530\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-67530\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-67530\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mamografia-cancer-300x203.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mamografia-cancer-300x203.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mamografia-cancer-150x101.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/mamografia-cancer.jpg 745w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-67530\" class=\"wp-caption-text\">Dados est\u00e3o em estudo do DEE\/SPGG sobre a realiza\u00e7\u00e3o de mamografias nos \u00faltimos anos no Estado<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">A redu\u00e7\u00e3o em 2020 em rela\u00e7\u00e3o com o ano pr\u00e9-pandemia chegou a 31,1% e em 2021, na mesma compara\u00e7\u00e3o, a queda foi de 9,3%. Os dados sobre a realiza\u00e7\u00e3o de mamografias no RS fazem parte do estudo &#8220;C\u00e2ncer de mama: mamografias durante a pandemia de covid-19 no Rio Grande do Sul (2020-2022)&#8221; divulgado nesta quarta-feira (26\/10) pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica, vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (DEE\/SPGG).<\/span><br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O material, elaborado pela pesquisadora Marilyn Agranonik, usa dos dados dispon\u00edveis no Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de C\u00e2ncer (SISCAN) do Departamento de Inform\u00e1tica do SUS (DataSUS) \u2013 vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e mostra ainda os n\u00fameros de exames por faixa et\u00e1ria, a periodicidade na realiza\u00e7\u00e3o das mamografias e traz a compara\u00e7\u00e3o com os dados do Brasil. O SISCAN foi escolhido como fonte de dados por incluir informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o presentes em outras bases de dados do DATASUS, como tipo de mamografia, periodicidade e tempo entre solicita\u00e7\u00e3o e resultado do exame.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">No pa\u00eds, entre janeiro e julho de 2022, foram realizadas 251.049 mamografias por m\u00eas, n\u00famero ainda 1,6% abaixo da m\u00e9dia de 2019, que foi de 255.163 exames. Em 2020, a queda no Brasil chegou a 39,1% e, em 2021, de 12,7%, sempre comparados com o \u00faltimo ano pr\u00e9-pandemia da covid-19.<\/span><br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">&#8220;Com a chegada da pandemia de covid-19 no Brasil, em mar\u00e7o de 2020, diversas rotinas dos servi\u00e7os de sa\u00fade foram modificadas. Avaliar os dados sobre a realiza\u00e7\u00e3o de mamografias diante deste cen\u00e1rio \u00e9 fundamental para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas que contribuam para uma detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer de mama, possibilitando maiores chances de cura&#8221;, destaca Marilyn.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><strong>P\u00fablico-alvo<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade considera as mulheres entre 50 a 69 anos o grupo priorit\u00e1rio para a realiza\u00e7\u00e3o das mamografias, exame fundamental para a detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer de mama, o tipo de c\u00e2ncer com maior incid\u00eancia no mundo. No Rio Grande do Sul, entre 2019 e 2022, a maior parte das mamografias foi realizada por mulheres na faixa et\u00e1ria de 50 a 59 anos (36,8%), seguida pelo grupo de 40 a 49 anos (26,2%) e de 60 a 69 anos (26,1%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Quanto ao tipo de paciente, pacientes da chamada popula\u00e7\u00e3o-alvo (mulheres de 50 a 69 anos) corresponderam a 58% do p\u00fablico que realizou o exame entre 2019 e 2022, ante 61% no Brasil. Quanto \u00e0 periodicidade das mamografias, o material mostrou um maior espa\u00e7amento na realiza\u00e7\u00e3o do exame em fun\u00e7\u00e3o da pandemia no Estado. Em 2019, 79,2% dos exames eram de realizados em dois anos ou menos, tempo recomendado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, enquanto em 2022 a propor\u00e7\u00e3o era de 63,0%. No Brasil a propor\u00e7\u00e3o era de 75,8%, em 2019, e de 56,0%, em 2022.<\/span><br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao tempo entre a realiza\u00e7\u00e3o do exame e a libera\u00e7\u00e3o do laudo, 29,5% dos exames eram disponibilizados em at\u00e9 30 dias em 2022, contra 35,1% em 2019 no Rio Grande do Sul. No Brasil, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 47,3% liberados em at\u00e9 30 dias, em 2020, ante 46,0%, em 2019.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><strong>Sobre o c\u00e2ncer de mama<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o c\u00e2ncer com maior incid\u00eancia no mundo, com aproximadamente 2,1 milh\u00f5es de casos novos estimados em 2018, o que representa 11,6% do total. No Brasil, exclu\u00eddo o c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma, a neoplasia de mama \u00e9 a mais corriqueira em mulheres em todas as regi\u00f5es. O Rio Grande do Sul apresenta a segunda maior taxa de \u00f3bitos por c\u00e2ncer de mama entre as mulheres com mais de 20 anos no Brasil, atr\u00e1s apenas do Rio de Janeiro. O estado ga\u00facho mostrou um aumento de aproximadamente 13%, passando de 28,5 \u00f3bitos por 100.000 mulheres, em 2010, para 32,3 \u00f3bitos por 100.000 mulheres, em 2019. No Brasil, essa taxa cresceu 22,5%, passando de 19,3 para 23,6 por 100.000 mulheres no mesmo per\u00edodo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s dois anos de redu\u00e7\u00e3o, em 2022 o Rio Grande do Sul superou o patamar pr\u00e9-pandemia de mamografias realizadas por mulheres adultas. 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