{"id":123807,"date":"2022-12-01T13:29:48","date_gmt":"2022-12-01T16:29:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=123807"},"modified":"2022-12-01T13:30:54","modified_gmt":"2022-12-01T16:30:54","slug":"servidor-da-ufpel-e-agraciado-pela-dedicacao-a-reparacao-da-memoria-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/servidor-da-ufpel-e-agraciado-pela-dedicacao-a-reparacao-da-memoria-negra\/","title":{"rendered":"Servidor da UFPel \u00e9 agraciado pela dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 repara\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria negra"},"content":{"rendered":"<p>A sensibilidade para \u201cescavar o esquecido\u201d, como define o servidor da\u00a0<strong>Universidade Federal de Pelotas<\/strong>\u00a0(UFPel) Matheus Cruz, resultou no reconhecimento de seu trabalho, pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.icom.org.br\/?p=2132\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rede Museologia Kilombola<\/a>. O muse\u00f3logo e egresso da UFPel recebeu em 7 de novembro, no\u00a0<a href=\"https:\/\/museudasfavelas.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Museu das Favelas<\/a>, em S\u00e3o Paulo, a\u00a0<strong>1\u00aa Medalha pela Repara\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria Negra na Museologia<\/strong>, escolhido pelo voto popular.<\/p>\n<div id=\"attachment_123808\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-123808\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-123808\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/matheus-cruz-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/matheus-cruz-200x300.jpg 200w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/matheus-cruz-100x150.jpg 100w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/matheus-cruz.jpg 267w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><p id=\"caption-attachment-123808\" class=\"wp-caption-text\">Condecora\u00e7\u00e3o, da Rede Museologia Kilombola, destaca o trabalho desenvolvido na UFPel<\/p><\/div>\n<p>O pr\u00eamio leva o nome de Neyde Gomes de Oliveira, identificada pela Rede como \u201ca primeira muse\u00f3loga negra em exerc\u00edcio do Brasil\u201d. Neyde concluiu a sua forma\u00e7\u00e3o no Museu Hist\u00f3rico Nacional, no Rio de Janeiro, curso considerado inacess\u00edvel \u00e0 \u00e9poca \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o, e desempenhou suas atividades profissionais nos Museus Castro Maya.<\/p>\n<p>Apesar de sua produ\u00e7\u00e3o relevante, os seus aportes, conta o muse\u00f3logo da UFPel, foram esquecidos pela academia. A condecora\u00e7\u00e3o, ao valorizar e reparar a hist\u00f3ria, busca, assim, destacar quem contribui nessa \u00e1rea para as intersec\u00e7\u00f5es entre os saberes acad\u00eamicos e populares.<\/p>\n<p><b>Representa\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato pol\u00edtico<\/b><\/p>\n<p>O servidor da UFPel dedica-se desde 2012 ao projeto que viria a se tornar o\u00a0Museu do Doce, projeto gerido pela Universidade em edifica\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo 19, no entorno da Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio. Da hist\u00f3ria esquecida do espa\u00e7o onde atua, laborat\u00f3rio para os estudantes dos cursos de Hist\u00f3ria, Antropologia, Museologia e Conserva\u00e7\u00e3o e Restauro, o muse\u00f3logo conta que sempre empresta ao trabalho a sua subjetividade e sensibilidade para a representa\u00e7\u00e3o da realidade negra.<\/p>\n<div id=\"attachment_85903\" style=\"width: 616px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-85903\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-85903\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/museu-do-doce.jpg\" alt=\"\" width=\"606\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/museu-do-doce.jpg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/museu-do-doce-150x99.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/museu-do-doce-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 606px) 100vw, 606px\" \/><p id=\"caption-attachment-85903\" class=\"wp-caption-text\">O servidor da UFPel dedica-se desde 2012 ao projeto que viria a se tornar o\u00a0Museu do Doce<\/p><\/div>\n<p>Diversos s\u00e3o os \u201cestremecimentos\u201d, avalia, que proporciona \u201cpara a mudan\u00e7a no cen\u00e1rio de compreens\u00e3o dos referenciais culturais\u201d. Ao contextualizar , por exemplo, as marcas nas madeiras de sustenta\u00e7\u00e3o, talhadas a machado, Matheus sempre lembra a visitantes e acad\u00eamicos a origem da for\u00e7a de trabalho, escravizada, que sustenta a constru\u00e7\u00e3o. \u201cOs posicionamentos em museus s\u00e3o pol\u00edticos. A gente tem que compreender que identidade \u00e9 um ato pol\u00edtico, que os efeitos do racismo s\u00e3o atos pol\u00edticos. Afinal, a gente trabalha com representa\u00e7\u00e3o, com ideia da realidade\u201d, explica.<\/p>\n<p>O seu trabalho para a repara\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria centra-se ascens\u00e3o dos negros na academia, processo que contribui para a diversidade dentro da Universidade e outras formas de compreender e produzir o conhecimento. O servidor da UFPel atualmente desenvolve pesquisa sobre o impacto da extens\u00e3o universit\u00e1ria da UFPel no cen\u00e1rio patrimonial de Pelotas. A sua proposta \u00e9 avaliar o engajamento da popula\u00e7\u00e3o, as contribui\u00e7\u00f5es para o turismo e as pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sensibilidade para \u201cescavar o esquecido\u201d, como define o servidor da\u00a0Universidade Federal de Pelotas\u00a0(UFPel) Matheus Cruz, resultou no reconhecimento de seu trabalho, pela\u00a0Rede Museologia Kilombola. 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