{"id":124050,"date":"2022-12-07T19:38:54","date_gmt":"2022-12-07T22:38:54","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=124050"},"modified":"2022-12-07T19:38:54","modified_gmt":"2022-12-07T22:38:54","slug":"copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-1375-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-1375-ao-ano\/","title":{"rendered":"Copom mant\u00e9m juros b\u00e1sicos da economia em 13,75% ao ano"},"content":{"rendered":"<p>Apesar do repique recente na infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central (BC) n\u00e3o mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) manteve a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 13,75% ao ano. A decis\u00e3o era\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-12\/projecao-de-inflacao-oficial-para-2022-sobe-de-591-para-592\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">esperada pelos analistas financeiros<\/a>.<img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1497369&amp;o=node\" \/><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1497369&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O diretor de Regula\u00e7\u00e3o do Banco Central, Ot\u00e1vio Damaso, n\u00e3o participou da reuni\u00e3o. Ontem (6), o \u00f3rg\u00e3o tinha informado que ele n\u00e3o estaria presente por causa do falecimento de um parente de primeiro grau. Os demais diretores e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, votaram pela manuten\u00e7\u00e3o da taxa.<\/p>\n<p>Assim como nas \u00faltimas vezes, o Copom manteve o aviso que poder\u00e1 voltar a aumentar a Selic caso a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o caia como esperado. Em comunicado, o comit\u00ea citou \u201ca elevada incerteza sobre o futuro do arcabou\u00e7o fiscal do pa\u00eds e est\u00edmulos fiscais adicionais\u201d como fatores que aumentam o risco de a infla\u00e7\u00e3o subir. Em contrapartida, mencionou uma eventual queda no pre\u00e7o das commodities (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional) e uma \u201cdesacelera\u00e7\u00e3o mais acentuada na economia global\u201d como elementos que podem empurrar a infla\u00e7\u00e3o para baixo.<\/p>\n<p>A taxa continua no maior n\u00edvel desde janeiro de 2017, quando tamb\u00e9m estava em 13,75% ao ano. Essa foi a terceira vez seguida em que o BC n\u00e3o mexe na taxa, que permanece nesse n\u00edvel desde agosto. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o a junho do ano passado, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No in\u00edcio de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reuni\u00e3o. Com a alta da infla\u00e7\u00e3o e o agravamento das tens\u00f5es no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro do ano passado at\u00e9 fevereiro deste ano. O Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em mar\u00e7o e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<h2>Infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o\u00a0indicador fechou em 6,47% no acumulado de 12 meses\u00a0. Esse foi o primeiro m\u00eas de infla\u00e7\u00e3o positiva ap\u00f3s tr\u00eas defla\u00e7\u00f5es consecutivas, motivado pela alta no pre\u00e7o dos combust\u00edveis e dos alimentos.<\/p>\n<p>Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o do IPCA de julho a setembro, o valor est\u00e1 acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o. Para 2022, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) fixou meta de infla\u00e7\u00e3o de 3,5%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, n\u00e3o podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.<\/p>\n<p>No\u00a0<em>Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estimava que o IPCA fecharia 2022\u00a0em 5,8% no cen\u00e1rio base. A proje\u00e7\u00e3o, no entanto, pode ser revista dependendo da evolu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o dos combust\u00edveis no trimestre final do ano. A nova vers\u00e3o do relat\u00f3rio ser\u00e1 divulgada no fim de dezembro.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es do mercado est\u00e3o menos otimistas. De acordo com o boletim\u00a0<em>Focus<\/em>, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o\u00a0ano em 5,92%. No in\u00edcio de junho, as estimativas do mercado chegavam a 9%.<\/p>\n<h2>Cr\u00e9dito mais caro<\/h2>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o da taxa Selic ajuda a controlar a infla\u00e7\u00e3o. Isso porque juros maiores encarecem o cr\u00e9dito e desestimulam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recupera\u00e7\u00e3o da economia. No \u00faltimo\u00a0<em>Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o<\/em>, o Banco Central projetava\u00a0crescimento de 2,7%\u00a0para a economia em 2022.<\/p>\n<p>O mercado projeta crescimento maior. Segundo a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim\u00a0<em>Focus<\/em>, os analistas econ\u00f4micos preveem\u00a0expans\u00e3o de 3,05%\u00a0do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) neste ano.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n<div id=\"attachment_100492\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-100492\" loading=\"lazy\" class=\"size-thumbnail wp-image-100492\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gilberto-porcello-petry-150x99.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"99\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gilberto-porcello-petry-150x99.jpg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gilberto-porcello-petry-300x199.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gilberto-porcello-petry.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><p id=\"caption-attachment-100492\" class=\"wp-caption-text\">Gilberto Petry<\/p><\/div>\n<p class=\"x_Default\" style=\"text-align: left;\" align=\"center\" data-ogsc=\"\"><strong>Presidente da FIERGS, Gilberto Petry analisa a decis\u00e3o do Copom<\/strong><\/p>\n<p class=\"x_Default\" style=\"text-align: left;\" align=\"center\" data-ogsc=\"\"><i>\u00a0<\/i>\u00a0Incertezas quanto ao cen\u00e1rio econ\u00f4mico para os pr\u00f3ximos meses no Pa\u00eds explicam a decis\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75%. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), ap\u00f3s a reuni\u00e3o do Copom, nesta quarta-feira (7). \u201cNos \u00faltimos 45 dias, as expectativas de infla\u00e7\u00e3o apresentaram trajet\u00f3ria de alta para o m\u00e9dio prazo. As indefini\u00e7\u00f5es quanto ao desenho or\u00e7ament\u00e1rio de 2023 e, principalmente, sobre o tamanho da ren\u00fancia fiscal para o pr\u00f3ximo ano, trouxeram efeitos imediatos sobre a curva de juros e colocaram em xeque as expectativas de infla\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio da redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic para os pr\u00f3ximos seis meses\u201d, explica o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.<\/p>\n<p class=\"x_Default\" style=\"text-align: left;\" data-ogsc=\"\">A sinaliza\u00e7\u00e3o sobre a condu\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablica no ano que vem e o tamanho dos gastos, comandar\u00e1 a intensidade, bem como o in\u00edcio do ciclo de cortes dos juros. \u201cApenas a manuten\u00e7\u00e3o da uma postura respons\u00e1vel com as contas p\u00fablicas, uma \u00e2ncora fiscal cr\u00edvel e a continuidade de uma agenda que possibilite o crescimento da atividade no longo prazo, garantir\u00e3o a estabilidade da economia e juros mais baixos\u201d, destaca Petry.<\/p>\n<div id=\"attachment_46372\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-46372\" loading=\"lazy\" class=\"size-thumbnail wp-image-46372\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/LUIZ-Carlos-Bohn-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><p id=\"caption-attachment-46372\" class=\"wp-caption-text\">LUIZ Carlos Bohn, presidente da Fecom\u00e9rcio-RS<\/p><\/div>\n<p data-ogsc=\"\"><strong>Presidente da Fecom\u00e9rcio-RS, Luiz Carlos Bohn<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com o que j\u00e1 era esperado pelo mercado, o Copom decidiu manter, mais uma vez, a taxa b\u00e1sica de juros em 13,75% a.a.. No cen\u00e1rio externo, as altas nas taxas de juros internacionais e a maior sensibilidade dos mercados a fundamentos fiscais permanecem como elementos a tornar o ambiente mais desafiador para economias emergentes. E justamente s\u00e3o as incertezas do lado fiscal da economia que vem deteriorando as expectativas de infla\u00e7\u00e3o para 2023. Al\u00e9m disso, o desempenho do mercado de trabalho, ainda que desacelerando, refor\u00e7a um cen\u00e1rio que possa vir a pressionar pre\u00e7os no curto prazo. Depois de tr\u00eas meses de IPCA registrando varia\u00e7\u00e3o negativa, a infla\u00e7\u00e3o de outubro mostrou que o efeito das redu\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias j\u00e1 se exauriu e continua necess\u00e1ria a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva. Quanto mais frouxa a pol\u00edtica fiscal se mostrar nos pr\u00f3ximos meses, mais ser\u00e1 exigido da condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria. Nessa conjuntura \u00e9 esperado que a taxa de juros real permane\u00e7a no campo contracionista por um longo per\u00edodo, tornando a tomada de cr\u00e9dito e as d\u00edvidas indexadas \u00e0 Selic mais caras, impactando negativamente a atividade produtiva.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong><em>Com informa\u00e7\u00f5es da EBC<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do repique recente na infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central (BC) n\u00e3o mexeu nos juros. 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