{"id":124443,"date":"2022-12-21T11:55:01","date_gmt":"2022-12-21T14:55:01","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=124443"},"modified":"2022-12-21T11:55:01","modified_gmt":"2022-12-21T14:55:01","slug":"gaucha-supera-cancer-osseo-e-apos-amputacao-entra-para-o-esporte-com-uso-de-protese-na-perna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/gaucha-supera-cancer-osseo-e-apos-amputacao-entra-para-o-esporte-com-uso-de-protese-na-perna\/","title":{"rendered":"Ga\u00facha supera c\u00e2ncer \u00f3sseo e, ap\u00f3s amputa\u00e7\u00e3o, entra para o esporte com uso de pr\u00f3tese na perna"},"content":{"rendered":"<p>Osteossarcoma. O nome, que por si s\u00f3 j\u00e1 assusta, designa um tipo de c\u00e2ncer agressivo que atinge os ossos principalmente nas crian\u00e7as e adolescentes, mas que tamb\u00e9m pode afetar adultos. E em cerca de 30% dos casos, a doen\u00e7a evolui de tal forma que \u00e9 necess\u00e1ria a amputa\u00e7\u00e3o de membros e a utiliza\u00e7\u00e3o de pr\u00f3teses para reabilita\u00e7\u00e3o dos pacientes, conforme dados divulgados pela Revista Rede C\u00e2ncer, publica\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA). O desenvolvimento de pr\u00f3teses com tecnologia cada vez mais avan\u00e7ada permite que os pacientes que passaram pelo procedimento retomem as atividades di\u00e1rias com mais seguran\u00e7a.<\/p>\n<div id=\"attachment_124444\" style=\"width: 179px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-124444\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-124444\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fisioterapeuta-stefani-malinski-169x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"169\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fisioterapeuta-stefani-malinski-169x300.jpeg 169w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fisioterapeuta-stefani-malinski-85x150.jpeg 85w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fisioterapeuta-stefani-malinski.jpeg 338w\" sizes=\"(max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><p id=\"caption-attachment-124444\" class=\"wp-caption-text\">Fisioterapeuta Stefani Malinski, que mora em Porto Alegre, passou por tratamento contra osteossarcoma, c\u00e2ncer \u00f3sseo que leva a amputa\u00e7\u00e3o em 30% dos casos<\/p><\/div>\n<p>Este foi o caso da fisioterapeuta Stefanie Malinski, de 26 anos, que mora em Porto Alegre (RS). Em 2011 ela iniciou o tratamento de quimioterapia contra o c\u00e2ncer que atingiu o joelho e a t\u00edbia esquerda (osso que faz parte da canela). Os m\u00e9dicos, a princ\u00edpio, realizaram uma cirurgia que resultou na implanta\u00e7\u00e3o de uma pr\u00f3tese interna na paciente, em uma tentativa de evitar a amputa\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, a limita\u00e7\u00e3o nos movimentos e as constantes dores em Stefanie tornaram a decis\u00e3o pela retirada do membro mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>&#8220;Foram seis anos dif\u00edceis de limita\u00e7\u00e3o. Quando o m\u00e9dico me recomendou a amputa\u00e7\u00e3o eu concordei rapidamente e minha fam\u00edlia me apoiou. Eu entendi que seria melhor para mim considerando que as tecnologias dispon\u00edveis s\u00e3o avan\u00e7adas e poderiam me ajudar na mobilidade&#8221;, explica a fisioterapeuta. Em abril de 2017 ela realizou a retirada do membro e dois meses depois fez sua primeira protetiza\u00e7\u00e3o (processo de implanta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3tese) na cl\u00ednica da Ottobock de Porto Alegre, empresa alem\u00e3 refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o desses equipamentos.<\/p>\n<p><strong>Novo joelho, mais independ\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Em junho de 2022, a fisioterapeuta, que j\u00e1 utilizava pr\u00f3teses havia cinco anos, foi convidada pela empresa para a protetiza\u00e7\u00e3o de um novo joelho: o Dynion, lan\u00e7ado oficialmente durante a ABOTEC, evento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ortopedia T\u00e9cnica, realizado este ano em Foz do Igua\u00e7u. Apesar da diferen\u00e7a natural que acontece na troca de uma pr\u00f3tese por outra, Stefanie realizou testes e se adaptou bem ao novo equipamento. &#8220;Sinto mais seguran\u00e7a ao caminhar, descer rampas e escadas, mesmo que a pr\u00f3tese antiga tenha sido bastante importante para minha rotina. A tecnologia que uso agora \u00e9 bastante avan\u00e7ada e permite que eu realize as atividades sem preocupa\u00e7\u00e3o com a distribui\u00e7\u00e3o do peso corporal sobre a pr\u00f3tese. Isso me d\u00e1 mais independ\u00eancia na hora da caminhada, por exemplo&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O joelho mec\u00e2nico que a fisioterapeuta utiliza possui um mecanismo hidr\u00e1ulico de rota\u00e7\u00e3o integrado. Gra\u00e7as a essa tecnologia, os usu\u00e1rios podem lidar com velocidades diferentes na hora de andar e com diversos tipos de solo. O equipamento ainda possui um modo ciclismo, que permite \u00e0 pessoa andar de bicicleta. O joelho ainda conta com uma trava manual, que fornece suporte para que o usu\u00e1rio possa permanecer em \u00e1reas \u00famidas ou ficar de p\u00e9 por um per\u00edodo prolongado. O equipamento tamb\u00e9m \u00e9 resistente \u00e0 \u00e1gua, o que permite sua utiliza\u00e7\u00e3o no chuveiro, na \u00e1gua do mar ou em piscinas, por exemplo.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-124445\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fisioterapeuta-stefani-malinski-02-169x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"169\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fisioterapeuta-stefani-malinski-02-169x300.jpeg 169w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fisioterapeuta-stefani-malinski-02-85x150.jpeg 85w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fisioterapeuta-stefani-malinski-02.jpeg 338w\" sizes=\"(max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/>Das cl\u00ednicas para as piscinas<\/strong><\/p>\n<p>O novo joelho utilizado por Stefanie tamb\u00e9m auxilia em uma atividade que ela come\u00e7ou a praticar alguns anos ap\u00f3s a cirurgia: a nata\u00e7\u00e3o. Ela iniciou no esporte em 2019 e desde ent\u00e3o tem aumentado seus treinos e suas participa\u00e7\u00f5es em competi\u00e7\u00f5es, at\u00e9 mesmo em n\u00edvel nacional. Em 2021, por exemplo, ela participou do Campeonato Brasileiro de Nata\u00e7\u00e3o e, em novembro de 2022, esteve em uma competi\u00e7\u00e3o local em Fortaleza (CE).<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma atividade para a qual tenho me preparado bastante e as pr\u00f3teses me auxiliam nos treinos. Vejo que paratletas est\u00e3o cada vez mais preparados com o uso dessas tecnologias e isso me deixa animada para participar tamb\u00e9m\u201d, comenta. Sobre poss\u00edveis presen\u00e7as em eventos internacionais, ela \u00e9 cautelosa, mas n\u00e3o descarta a possibilidade. \u201cPensar em competi\u00e7\u00f5es fora do Brasil \u00e9 claro que eu penso. Mas sei que existe um caminho longo pela frente, e estou confiante com a minha evolu\u00e7\u00e3o&#8221;, explica.<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancia de quem usa e estuda<\/strong><\/p>\n<p>Stefanie j\u00e1 fazia a faculdade de Fisioterapia antes de precisar da amputa\u00e7\u00e3o, mas o uso da pr\u00f3tese fez com que ela se interessasse mais pelas tecnologias e pela troca de experi\u00eancias com pessoas que precisam utilizar algum equipamento. Ainda que, na rotina di\u00e1ria de trabalho, ela n\u00e3o atue diretamente com pessoas que utilizem pr\u00f3teses, sempre que precisa realizar algum ajuste na cl\u00ednica da Ottobock em Porto Alegre ou quando \u00e9 convidada para algum evento da empresa, a ga\u00facha faz quest\u00e3o de compartilhar o que conhece com outros pacientes.<\/p>\n<p>&#8220;Acho significativo e diferenciado para quem n\u00e3o conhece a teoria ouvir o que os estudos dizem sobre o uso de pr\u00f3teses a partir de algu\u00e9m que atua na \u00e1rea, como \u00e9 o caso da fisioterapia. Participar de congressos em que o assunto \u00e9 abordado tamb\u00e9m \u00e9 bastante importante&#8221;, comenta.<\/p>\n<p><strong>Sobre a Ottobock<\/strong><\/p>\n<p>Fundada em 1919, em Berlin, na Alemanha, a Ottobock \u00e9 refer\u00eancia mundial na reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas amputadas ou com mobilidade reduzida por sua dedica\u00e7\u00e3o em desenvolver tecnologia e inova\u00e7\u00e3o a fim de retomar a qualidade de vida dos usu\u00e1rios. Dentro de um vasto portif\u00f3lio de produtos, a institui\u00e7\u00e3o investe em pr\u00f3teses (equipamentos utilizados por pessoas que passaram por uma amputa\u00e7\u00e3o); \u00f3rteses (quando pacientes possuem mobilidade reduzida devido a traumas e doen\u00e7as ou quando est\u00e3o em processo de reabilita\u00e7\u00e3o); e mobility (cadeiras de rodas para locomo\u00e7\u00e3o, com tecnologia adequada a cada necessidade). A Ottobock chegou ao Brasil em 1975 e atua no mercado da Am\u00e9rica Latina tamb\u00e9m em outros pa\u00edses como M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, Equador, Peru, Uruguai, Argentina, Chile e Cuba, al\u00e9m de territ\u00f3rios da Am\u00e9rica Central. Atualmente, no Brasil, s\u00e3o oito cl\u00ednicas, presentes em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Florian\u00f3polis, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Salvador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Osteossarcoma. 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