{"id":126046,"date":"2023-03-06T09:09:34","date_gmt":"2023-03-06T12:09:34","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=126046"},"modified":"2023-03-06T09:09:34","modified_gmt":"2023-03-06T12:09:34","slug":"mais-de-18-milhoes-de-mulheres-sofreram-violencia-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/mais-de-18-milhoes-de-mulheres-sofreram-violencia-em-2022\/","title":{"rendered":"Mais de 18 milh\u00f5es de mulheres sofreram viol\u00eancia em 2022"},"content":{"rendered":"<p>Mais um ano em que\u00a0a viol\u00eancia contra as brasileiras t\u00eam sido crescente no pa\u00eds. \u00c9 o que mostra a quarta edi\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/visiveleinvisivel-2023-relatorio.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pesquisa Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: a Vitimiza\u00e7\u00e3o de Mulheres no Brasil<\/a>. Realizado\u00a0pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, o levantamento permite estimar que cerca de 18,6 milh\u00f5es de mulheres brasileiras foram vitimizadas em 2022, o equivale a um est\u00e1dio de futebol com capacidade para 50 mil pessoas lotado todos os dias. Em m\u00e9dia, as mulheres que foram v\u00edtimas de viol\u00eancia relataram ter sofrido quatro agress\u00f5es ao longo do ano, mas entre as divorciadas a m\u00e9dia foi de nove vezes.<img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1513898&amp;o=node\" \/><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1513898&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>A pesquisa traz dados in\u00e9ditos sobre diferentes formas de viol\u00eancia f\u00edsica, sexual e psicol\u00f3gica sofridas pelas brasileiras no ano passado. Em compara\u00e7\u00e3o com as edi\u00e7\u00f5es anteriores, todas as formas de viol\u00eancia contra a mulher apresentaram crescimento acentuado no ano passado. Segundo o levantamento, 28,9% das brasileiras sofreram algum\u00a0tipo de viol\u00eancia de g\u00eanero em 2022, a maior preval\u00eancia j\u00e1 verificada na s\u00e9rie hist\u00f3rica, 4,5 pontos percentuais acima do resultado da pesquisa anterior.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os dados da pesquisa s\u00e3o realmente bem tristes, mas, quando olhamos para as viol\u00eancias sofridas pelas mulheres no Brasil, comparado com as pesquisas que a gente fez anteriormente, todas as modalidades de viol\u00eancia foram acentuadas nesse \u00faltimo ano. Ent\u00e3o as mulheres est\u00e3o sofrendo cada vez mais viol\u00eancia. H\u00e1 aumento de 4 pontos percentuais sobre as mulheres que sofreram algum tipo de viol\u00eancia ou agress\u00e3o no \u00faltimo ano, comparado com a pesquisa anterior. Esse \u00e9 um dado que choca bastante\u201d, lamenta a a pesquisadora do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica\u00a0Amanda Lagreca.<\/p>\n<p>A pesquisa ouviu 2.017 pessoas, entre homens e mulheres, em 126 munic\u00edpios brasileiros, no per\u00edodo de 9 a 13 de janeiro de 2023, e foi realizada Instituto Datafolha e com apoio da Uber.<\/p>\n<p>Os dados de feminic\u00eddios e homic\u00eddios dolosos de mulheres do ano de 2022 ainda n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis, mas o crescimento agudo de formas graves de viol\u00eancia f\u00edsica, que podem resultar em morte a qualquer momento, \u00e9 um sinal, diz a diretora executiva do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Samira Bueno. \u201cN\u00e3o ser\u00e1 surpresa se nos depararmos com o crescimento de ambas as modalidades de viol\u00eancia letal contra as mulheres. Infelizmente, o Brasil ficou mais inseguro para todas n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa mostraram que 11,6% das mulheres entrevistadas foram v\u00edtimas de viol\u00eancia f\u00edsica no ano passado, o que representa um universo de cerca de 7,4 milh\u00f5es de brasileiras. Isso significa que 14 mulheres foram agredidas com tapas, socos e pontap\u00e9s por minuto.<\/p>\n<p>Entre as outras formas de viol\u00eancia citadas, as mais frequentes foram as ofensas verbais (23,1%), persegui\u00e7\u00e3o (13,5%), amea\u00e7as de viol\u00eancias f\u00edsicas (12,4%), ofensas sexuais (9%), espancamento ou tentativa de estrangulamento (5,4%), amea\u00e7a com faca ou arma de fogo (5,1%), les\u00e3o provocada por algum objeto que foi atirado nelas (4,2%) e esfaqueamento ou tiro (1,6%).<\/p>\n<p>A pesquisa apresentou um dado in\u00e9dito: uma em cada tr\u00eas brasileiras com mais de 16 anos sofreu viol\u00eancia f\u00edsica e sexual provocada por parceiro \u00edntimo ao longo da vida. S\u00e3o mais de 21,5 milh\u00f5es de mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia f\u00edsica ou sexual por parte de parceiros \u00edntimos ou ex-companheiros, representando 33,4% da popula\u00e7\u00e3o feminina do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Se considerado os casos de viol\u00eancia psicol\u00f3gica, 43% das mulheres brasileiras j\u00e1 foram v\u00edtimas do parceiro \u00edntimo. Mulheres negras, de baixa escolaridade, com filhos e divorciadas s\u00e3o as principais v\u00edtimas, revelou a pesquisa.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuando a gente olha esse dado de 33,4%, comparado com m\u00e9dia global da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, de 27%, o que estamos vendo \u00e9 que no Brasil esse n\u00famero \u00e9 mais elevado do que o n\u00famero um estimado pela OMS\u201d, lamenta\u00a0Amanda Lagreca.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para a pesquisadora, outro dado chocante \u00e9 com rela\u00e7\u00e3o ao autor da viol\u00eancia. Pela primeira vez, o estudo apontou o ex-companheiro como o principal autor da viol\u00eancia (31,3%),\u00a0seguido pelo atual parceiro \u00edntimo (26,7%).<\/p>\n<p>O autor da viol\u00eancia \u00e9 conhecido da v\u00edtima na maior parte dos casos (73,7%). O que mostra que o lugar menos seguro para as mulheres \u00e9 a pr\u00f3pria casa \u2013 53,8% relataram que o epis\u00f3dio mais grave de agress\u00e3o dos \u00faltimos 12 meses aconteceu dentro de casa. Esse n\u00famero \u00e9 maior do que o registrado na edi\u00e7\u00e3o de 2021 da pesquisa (48,8%), que abrangeu o auge do isolamento social durante a pandemia de covid-19.<\/p>\n<p>Outros lugares onde houve epis\u00f3dio de viol\u00eancia foram a rua (17,6%), o ambiente de trabalho (4,7%) e os bares ou baladas (3,7%). Sobre a rea\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, a maioria (45%) das mulheres disse que n\u00e3o fez nada. Em pesquisas anteriores, em 2017 e 2019, esse n\u00famero foi de 52%.<\/p>\n<p>O n\u00famero de v\u00edtimas que foi at\u00e9 uma Delegacia da Mulher aumentou em rela\u00e7\u00e3o a 2021, passando de 11,8% para 14% em 2022. Outras formas de den\u00fancia foram: ligar para a Pol\u00edcia Militar (4,8%), fazer um registro eletr\u00f4nico (1,7%) ou entrar em contato com a Central de Atendimento \u00e0 Mulher pelo Disque 180 (1,6%).<\/p>\n<h2>Ass\u00e9dio sexual<\/h2>\n<p>A pesquisa mostrou que 46,7% das brasileiras sofreram ass\u00e9dio sexual em 2022, um crescimento de quase 9 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2021, quando a preval\u00eancia de ass\u00e9dio foi de 37,9%.<\/p>\n<p>Com a pesquisam pode-se estimar que 30 milh\u00f5es de mulheres que relataram ter sofrido algum tipo de ass\u00e9dio; 26,3 milh\u00f5es de mulheres ouviram cantadas e coment\u00e1rios desrespeitosos na rua (41,0%) ou no ambiente de trabalho (18,6% &#8211; 11,9 milh\u00f5es), foram assediadas fisicamente no transporte p\u00fablico (12,8%) ou abordadas de maneira agressiva em uma festa (11,2%).<\/p>\n<p><em>Da EBC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um ano em que\u00a0a viol\u00eancia contra as brasileiras t\u00eam sido crescente no pa\u00eds. \u00c9 o que mostra a quarta edi\u00e7\u00e3o da\u00a0pesquisa Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: a Vitimiza\u00e7\u00e3o de Mulheres no<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":85888,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126046"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126046"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126046\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":126047,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126046\/revisions\/126047"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}