{"id":126353,"date":"2023-03-20T09:32:40","date_gmt":"2023-03-20T12:32:40","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=126353"},"modified":"2023-03-20T09:32:40","modified_gmt":"2023-03-20T12:32:40","slug":"espetaculo-bitch-estreia-em-pelotas-em-curta-temporada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/espetaculo-bitch-estreia-em-pelotas-em-curta-temporada\/","title":{"rendered":"Espet\u00e1culo &#8220;BITCH&#8221; estreia em Pelotas em curta temporada"},"content":{"rendered":"<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">O solo BITCH ter\u00e1 sua estreia em Pelotas, nos dias 24 e 25 de mar\u00e7o e 31 de mar\u00e7o e 1 de abril,\u00a0 na Sala Preta do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O espet\u00e1culo, criado por Alexandra Dias e dan\u00e7ado por Maria Falkembach, tem entrada franca e \u00e9 aberto \u00e0 comunidade em geral.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\"><strong>SINOPSE<\/strong><\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">BITCH \u00e9 um solo criado por Alexandra Dias em 2018 e parte de uma explora\u00e7\u00e3o antropof\u00e1gica no corpo dan\u00e7ante. A antropofagia no solo BITCH acontece por meio de um corpo que \u00e9 aberto \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o do outro a partir da anima\u00e7\u00e3o de todos os seus buracos como espa\u00e7os de entrada e sa\u00edda, assim, partimos da premissa que cada buraco do corpo \u00e9 uma boca. A partir dessa investiga\u00e7\u00e3o de movimento chegamos na BITCH que \u00e9 uma entidade mulher-canina. O trabalho faz uma manobra antropof\u00e1gica que busca reposicionar a palavra \u201ccadela\u201d como um termo que visa atingir mulheres de forma depreciativa. Assim, propomos um encontro entre a antropofagia e a estrat\u00e9gia de invers\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas autorit\u00e1rias proposta pela teoria queer.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">BITCH foi criada durante o doutoramento de Alexandra Dias, processo que focou no esburacamento do corpo como meio de conex\u00e3o com outros corpos, contextos e culturas. O corpo-antropof\u00e1gico criado ali \u00e9 antes de tudo desejante de conex\u00e3o e compartilhamento, se conecta \u00e0 cosmologias do Povo \u00cdndio para se tornar m\u00e1quina devoradora e transmissora. Assim, o solo BITCH, agora dan\u00e7ado por Maria Falkembach, atravessa o corpo de outra mulher, tornando a antropofagia devorada por uma, a ferramenta de outra. O formato solo se torna coletivo.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">Assim, a int\u00e9rprete-criadora Maria Falkembach realiza um processo de devora\u00e7\u00e3o do trabalho de Alexandra Dias. Nesse movimento, que transforma e atualiza o espet\u00e1culo, ela realiza ainda o devorar da performance de uma porta-bandeira, questionando qual a bandeira que carregamos como mulheres na contemporaneidade. Hoje, carregar a bandeira do Brasil e faz\u00ea-la passar por nossos buracos, \u00e9 um modo de tornar essa bandeira parte do corpo. Bandeira essa que foi aviltada nos \u00faltimos anos, assim como nosso corpo de mulher, artista, professora.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">E ainda, no caso de BITCH, o corpo produzido se coloca no entre o ser humano e o bicho, \u00e9 o corpo entre a mulher e a cadela. Um corpo entre-lugar? Um corpo esburacado que permite ao p\u00fablico tamb\u00e9m se perceber nesse entre.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\"><strong>CONCEP\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">BITCH \u00e9 um solo concebido por Alexandra Dias partindo de um estudo sobre a antropofagia no corpo. Para compor o trabalho, a artista fez uma jornada que considerou os te\u00f3ricos e artistas interessados em atualizar ideias antropof\u00e1gicas, criando importantes deriva\u00e7\u00f5es do conceito. S\u00e3o refer\u00eancias fundamentais deste trabalho Jota Momba\u00e7a, Grada Kilomba e Denilson Baniwa. O que se prop\u00f5e em BITCH \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o de vias para a anima\u00e7\u00e3o da antropofagia de forma encarnada, ou seja, m\u00e9todos que v\u00e3o tornar essa met\u00e1fora operante no corpo dan\u00e7ante. O corpo-antropof\u00e1gico, tal como formulado, \u00e9 esburacado, aberto \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o do outro atrav\u00e9s do avivamento de todos os seus buracos numa perspectiva que visa tirar da boca, e, portanto, da palavra, o lugar de protagonista do postulado antrop\u00f3fago. BITCH parte do procedimento de esburacar o corpo, o qual acena \u00e0 chegada de um ser trans-espec\u00edfico que se localiza entre a pessoa e o animal. O solo BITCH, primeiramente dan\u00e7ado por sua autora, explora uma no\u00e7\u00e3o xam\u00e2nica que permitiu transitar entre a mulher e a cadela. O trabalho quer reposicionar a palavra \u201cbitch\u201d como um termo depreciativo, aproximando a antropofagia da estrat\u00e9gia de invers\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas autorit\u00e1rias proposta pela teoria queer.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">O processo de transmiss\u00e3o do trabalho para o corpo de outra bailarina se relaciona com as ideias de exnova\u00e7\u00e3o (no lugar e inova\u00e7\u00e3o) e outroria (ao inv\u00e9s de autoria) propostas pela OUTRO Dances.\u00a0 A transmiss\u00e3o do trabalho evidencia o solo como formato aberto \u00e0 alteridade, transfer\u00edvel e acess\u00edvel, tal como a proposta antropof\u00e1gica que conduz a cria\u00e7\u00e3o de BITCH. Isso quer desafiar uma concep\u00e7\u00e3o de autoria (enclausurada, eg\u00f3ica ou individualista) comumente associada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o-solo.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">BITCH \u00e9 o trabalho que inaugura a Trilogia Antropof\u00e1gica desenvolvida por Alexandra Dias na Cia OUTRO Dances que \u00e9 sucedida pelos espet\u00e1culos C\u00c3ES e ANIMAL NOTURNO que estrearam em 2022 em Pelotas.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">O espet\u00e1culo C\u00c3ES explora as quest\u00f5es antropof\u00e1gicas propostas em BITCH nos corpos masculinos. O espet\u00e1culo ANIMAL NOTURNO encerra a trilogia trazendo um corpo selvagem-animal na condi\u00e7\u00e3o de clausura e sufocamento, refletindo o per\u00edodo de isolamento causado pela pandemia da COVID-19. V\u00e3o acontecer temporadas dos dois trabalhos em Pelotas ainda este ano.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-126354\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/bitch-300x199.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/bitch-300x199.png 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/bitch-150x99.png 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/bitch.png 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>SOBRE AS CRIADORAS<\/strong><\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">Alexandra Dias \u00e9 artista da dan\u00e7a e professora da Universidade Federal de Pelotas\/RS. \u00c9 PhD em Dan\u00e7a pela University of Roehampton (Reino Unido). Seu trabalho se baseia em processos de pr\u00e1tica-como-pesquisa, tendo como \u00eanfase o estudo da antropofagia no corpo e os processos contempor\u00e2neos de composi\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica. Recebeu o Pr\u00eamio Funarte Petrobras Klauss Vianna de Dan\u00e7a e o Pr\u00eamio A\u00e7orianos de Melhor Produ\u00e7\u00e3o pelo espet\u00e1culo Instru\u00e7\u00f5es para Abrir o Corpo em Caso de Emerg\u00eancia. Foi diretora da Cia. Olhar do Outro de Pelotas com a qual realizou os espet\u00e1culos Olhar do Outro e Palco de Feiras. Em 2018 fundou a OUTRO Dan\u00e7as, um grupo que tem como interesse a pesquisa em torno da aventura antropof\u00e1gica, criando trabalhos que transitam entre a dan\u00e7a, o teatro, o cinema e a performance. A antropofagia se desenvolve principalmente a partir de uma investiga\u00e7\u00e3o de movimento que parte dos buracos do corpo por meio de estrat\u00e9gias de composi\u00e7\u00e3o que incluem a exnova\u00e7\u00e3o (ao inv\u00e9s de inova\u00e7\u00e3o) e a outroria (ao inv\u00e9s de autoria), al\u00e9m de outras bastardiza\u00e7\u00f5es. A OUTRO tem sede na cidade de Pelotas e \u00e9 formada por dan\u00e7arinos de \u00e1reas diversas do movimento, tais como, as dan\u00e7as de rua, o teatro, a capoeira, a arte de performance, a dan\u00e7a cl\u00e1ssica, entre outros. Desde 2019, a OUTRO Dances se dedica na cria\u00e7\u00e3o do que denominamos de Trilogia Antropof\u00e1gica, composta pelas obras BITCH, C\u00c3ES, e ANIMAL NOTURNO.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">Maria Falkembach \u00e9 artista do corpo, Prof. Dra. do Curso de Dan\u00e7a \u2013 Licenciatura da UFPel. Radicada em Pelotas, desde 2009, quando criou o grupo Tat\u00e1, no qual montou 5 trabalhos c\u00eanicos. Fundadora do grupo Dep\u00f3sito de Teatro, de Porto Alegre, em 1997, onde integrou o elenco de oito obras \u2013 tr\u00eas delas ganharam o A\u00e7orianos de Melhor Espet\u00e1culo. Bailarina em ORLANDO\u2019S e em DAS TRIPAS SENTIMENTO, ambos ganhadores de \u00a0A\u00e7orianos de Melhor Espet\u00e1culo de Dan\u00e7a. Atuou em PEN\u00c9LOPE BLOOM, co-produ\u00e7\u00e3o Brasil-Costa Rica, recebeu o Pr\u00eamio Myrian Muniz-FUNARTE. Concebeu e atuou em duas obras c\u00eanicas solo: AD\u00c9LIAS, MARIAS, FRANCISCAS\u2026 e DESTECENDO PEN\u00c9LOPE BLOOM, esta \u00faltima com dire\u00e7\u00e3o de J\u00falia Rodrigues. Dirigiu o espet\u00e1culo infantil MANDINHO, indicado ao A\u00e7orianos de Melhor Espet\u00e1culo Musical. Tamb\u00e9m atuou em LAMA \u2013 uma performance, e na webs\u00e9rie SHIRLEY &amp; DEIS\u00ca.<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\"><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">Dire\u00e7\u00e3o: Alexandra Dias<br aria-hidden=\"true\" \/>Int\u00e9rprete-criadora: Maria Falkembach<br aria-hidden=\"true\" \/>Trilha sonora pesquisada: Alexandra Dias e Maria Falkembach<br aria-hidden=\"true\" \/>Samba-enredo: Leandro Maia e Maria Falkembach<br aria-hidden=\"true\" \/>M\u00fasica Bad\u00eabau\u00eara: Adriana Deffenti e Nico Nicolaievski<br aria-hidden=\"true\" \/>Figurino e cen\u00e1rio: Alexandra Dias<br aria-hidden=\"true\" \/>Bandeira: Maria Falkembach<br aria-hidden=\"true\" \/>Costureira: Heloisa Helena Sanches Batista<br aria-hidden=\"true\" \/>Desenho de luz: Alexandra Dias<br aria-hidden=\"true\" \/>Material gr\u00e1fico: Natali Taschetti e Beatriz Brum<br aria-hidden=\"true\" \/>Produ\u00e7\u00e3o de palco \/ Montagem de som e luz: Alliyellow e Denilsson Cosseres<br aria-hidden=\"true\" \/>M\u00eddias sociais: Laura Concei\u00e7\u00e3o<br aria-hidden=\"true\" \/>Audiovisual: Maria do Carmo Vieira<br aria-hidden=\"true\" \/>Fotos: J\u00e9ssica Porci\u00fancula<br aria-hidden=\"true\" \/>Produ\u00e7\u00e3o: Natali Taschetti e Bianca Ascari<br aria-hidden=\"true\" \/>Realiza\u00e7\u00e3o: OUTRO Dances e Tat\u00e1 N\u00facleo de Dan\u00e7a-Teatro<br aria-hidden=\"true\" \/>Projetos vinculados \u00e0 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS<br aria-hidden=\"true\" \/>Indica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria: 16 anos<\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\"><strong>\u00a0SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n<p data-ogsc=\"rgb(51, 51, 51)\">ESTREIA DO ESPET\u00c1CULO BITCH EM PELOTAS<br aria-hidden=\"true\" \/>Local: Sala Preta do Centro de Artes da UFPel<br aria-hidden=\"true\" \/>Endere\u00e7o: R. Cel. Alberto Rosa, 62 \u2013 Centro, Pelotas \u2013 RS, 96010-770<br aria-hidden=\"true\" \/>Dias: 24 e 25 de mar\u00e7o \u2013 31 de mar\u00e7o e 1 de abril (sextas e s\u00e1bados)<br aria-hidden=\"true\" \/>Hor\u00e1rio: 20h<br aria-hidden=\"true\" \/>Ingresso: GRATUITO<br aria-hidden=\"true\" \/>Nome na lista pelo formul\u00e1rio:\u00a0<a id=\"LPlnk896831\" href=\"https:\/\/forms.gle\/cbpsTcKgnCYKh6yK7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-ogsc=\"\" data-linkindex=\"0\">https:\/\/forms.gle\/cbpsTcKgnCYKh6yK7<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O solo BITCH ter\u00e1 sua estreia em Pelotas, nos dias 24 e 25 de mar\u00e7o e 31 de mar\u00e7o e 1 de abril,\u00a0 na Sala Preta do Centro de Artes<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":126355,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126353"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126353"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126353\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":126356,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126353\/revisions\/126356"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}