{"id":127698,"date":"2023-05-10T08:13:49","date_gmt":"2023-05-10T11:13:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=127698"},"modified":"2023-05-10T08:13:49","modified_gmt":"2023-05-10T11:13:49","slug":"indice-que-mede-envelhecimento-da-populacao-do-rio-grande-do-sul-tem-alta-de-74-em-11-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/indice-que-mede-envelhecimento-da-populacao-do-rio-grande-do-sul-tem-alta-de-74-em-11-anos\/","title":{"rendered":"\u00cdndice que mede envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul tem alta de 74% em 11 anos"},"content":{"rendered":"<p>No per\u00edodo entre 2010 e 2021, o \u00edndice que mede o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 74%. Em 2010, para cada cem pessoas com at\u00e9 15 anos de idade, viviam no Estado 43 habitantes com 65 anos ou mais, enquanto em 2021 a propor\u00e7\u00e3o passou a ser de 75. Para 2060, a estimativa \u00e9 de que para cada cem moradores do Rio Grande do Sul com menos de 15 anos haja 207 habitantes com 65 anos ou mais.<\/p>\n<p>Os dados trazidos no estudo\u00a0<em>Popula\u00e7\u00e3o Idosa do RS\u00a0\u2013 2010-2021<\/em>, produzido pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica (DEE), vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (SPGG), mostram que a idade mediana da popula\u00e7\u00e3o do Estado passou de 32,66 anos em 2010 para 37,10 em 2021\u00a0\u2013\u00a0n\u00famero que deve alcan\u00e7ar os 47,89 anos em 2060. No Brasil, a idade mediana passou de 29,20 anos em 2010 para 33,81 em 2021\u00a0\u2013\u00a0e deve chegar a 45,62 em 2060.<\/p>\n<p>Elaborado pela pesquisadora Marilene Dias Bandeira, o material teve como fonte dados provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), do pr\u00f3prio DEE, do Departamento de Inform\u00e1tica do SUS (DataSUS) \u2013 vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u2013 e da Secretaria da Sa\u00fade (SES) do Rio Grande do Sul. Os n\u00fameros mostram que, no per\u00edodo avaliado, enquanto a popula\u00e7\u00e3o em geral do Estado apresentou crescimento de 5,1% no per\u00edodo (passando de 10,91 para 11,47 milh\u00f5es de pessoas), a popula\u00e7\u00e3o idosa, com 60 anos ou mais, teve alta de 50% (passando de 1,48 milh\u00f5es para 2,22 milh\u00f5es de pessoas). Em 2021, a popula\u00e7\u00e3o com 60 anos ou mais representava 19,4% do total do Estado (13,6% em 2010) e os habitantes de 0 a 14 anos eram 18,1% (21,4% em 2010).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul de 60 a 64 anos, enquanto em 2010 era estimado que os homens dessa faixa et\u00e1ria vivessem mais 19,66 anos, e as mulheres, 23,75 anos, em 2021 a estimativa saltou para 21,37 anos para os homens e 25,64 anos para as mulheres. Na contram\u00e3o da alta na expectativa de vida, a taxa de fecundidade (que representa o n\u00famero de filhos por mulher) estava estimada em 1,68 em 2021, abaixo do n\u00edvel de reposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, de aproximadamente 2,1 filhos por mulher.<\/p>\n<p>&#8220;Essa combina\u00e7\u00e3o de fatores faz com que exista um crescente envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, impactando a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas dedicadas a esse segmento populacional nos mais variados aspectos, como as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, lazer e equipamentos urbanos, por exemplo&#8221;, ressalta Marilene.<\/p>\n<p><strong>Faixa et\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Considerando a distribui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o idosa por faixa et\u00e1ria no Rio Grande do Sul, houve um incremento, entre 2010 e 2021, da propor\u00e7\u00e3o das pessoas com 80 anos ou mais, passando de 13,8% do total em 2010 para 15,3% em 2021. A faixa et\u00e1ria de 60 a 64 anos teve uma queda na participa\u00e7\u00e3o, de 31,9% no primeiro ano avaliado para 29,7% em 2021.<\/p>\n<p>Na distribui\u00e7\u00e3o por sexo, o estudo mostra uma predomin\u00e2ncia da presen\u00e7a de mulheres entre os idosos. Na faixa entre 60 e 64 anos, para cada cem pessoas do sexo feminino, o n\u00famero de homens \u00e9 de 87,6 \u2013 propor\u00e7\u00e3o que permaneceu inalterada entre 2010 e 2021. Com o avan\u00e7ar da idade, a presen\u00e7a masculina vai caindo, chegando ao menor patamar na faixa et\u00e1ria de 80 anos ou mais, em que para cada cem mulheres viviam 54,8 homens no Rio Grande do Sul em 2021 \u2013 pequena alta na compara\u00e7\u00e3o com 2010, quando a propor\u00e7\u00e3o era de 50,5 homens para cada cem mulheres.<\/p>\n<p><strong>Indicadores de mortalidade<\/strong><\/p>\n<p>Em 2021, dos 117.158 \u00f3bitos de moradores do Estado, 87.017 foram de pessoas de 60 anos ou mais, o que representa 74,3% do total. Impactada pela pandemia da covid-19, a taxa de mortalidade de idosos passou de 32,5 \u00f3bitos a cada mil pessoas em 2019 para 39,2 por mil em 2021. A taxa \u00e9 maior entre os idosos do sexo masculino (45,2 por mil) do que entre as mulheres da mesma faixa et\u00e1ria (34,6 por mil).<\/p>\n<p>Entre as causas das mortes da popula\u00e7\u00e3o com 60 anos ou mais, as doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias (que incluem as mortes por covid-19) ficaram no topo do ranking em 2021, representando 23,9% do total. A seguir, est\u00e3o as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (23,1%), neoplasias (17,5%) e doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio (8,6%). Em 2010, as doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias representavam 2,3% das causas das mortes, enquanto as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio eram 36% do total.<\/p>\n<p>O estudo d\u00e1 destaque \u00e0s mortes da popula\u00e7\u00e3o com 60 anos ou mais provocadas por causas externas, em decorr\u00eancia, por exemplo, de acidentes, homic\u00eddios, suic\u00eddios e quedas \u2013 que, em 2021, vitimaram 2.426 idosos, sendo 1.488 homens e 937 mulheres. Os \u00f3bitos em fun\u00e7\u00e3o de quedas representaram 42% do total (1.018 mortes); j\u00e1 os suic\u00eddios, 19% (461 mortes). Na compara\u00e7\u00e3o com 2010, os \u00f3bitos por queda tiveram aumento de 181,2%, seguido de acr\u00e9scimo de 88,2% nos suic\u00eddios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No per\u00edodo entre 2010 e 2021, o \u00edndice que mede o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 74%. 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