{"id":128252,"date":"2023-05-29T16:44:53","date_gmt":"2023-05-29T19:44:53","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=128252"},"modified":"2023-05-29T16:44:53","modified_gmt":"2023-05-29T19:44:53","slug":"consumo-de-cigarros-eletronicos-no-brasil-quadruplica-entre-2018-e-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/consumo-de-cigarros-eletronicos-no-brasil-quadruplica-entre-2018-e-2022\/","title":{"rendered":"Consumo de cigarros eletr\u00f4nicos no Brasil quadruplica entre 2018 e 2022"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>6 milh\u00f5es de adultos fumantes de cigarros industrializados j\u00e1 experimentaram cigarro eletr\u00f4nico, um produto ilegal no pa\u00eds.<\/em> <em>No Rio Grande do Sul, a incid\u00eancia subiu de 0,4% para 1%.<\/em><\/h3>\n<p>Os cigarros eletr\u00f4nicos s\u00e3o proibidos pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) desde 2009, mas essa proibi\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede o consumo no pa\u00eds. De acordo com o Ipec &#8211; Intelig\u00eancia em Pesquisa e Consultoria, tem acontecido exatamente o oposto: houve crescimento nos \u00faltimos quatro anos. Os dados, divulgados recentemente, apontam que 2,2 milh\u00f5es de adultos (1,4%) afirmaram ter consumido cigarros eletr\u00f4nicos at\u00e9 30 dias antes de responder a pesquisa. Em compara\u00e7\u00e3o com 2018, primeiro ano em que o levantamento foi feito, o n\u00famero era de 0,3% na popula\u00e7\u00e3o adulta, com menos de 500 mil consumidores. No Rio Grande do Sul, a incid\u00eancia subiu de 0,4% para 1%.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta tamb\u00e9m que cerca de 6 milh\u00f5es de adultos fumantes afirmam que j\u00e1 experimentaram cigarro eletr\u00f4nico, o que representa 25% do total de fumantes de cigarros industrializados, um acr\u00e9scimo de 9 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2019.<\/p>\n<p>Os vaporizadores ou produtos de tabaco aquecido, que s\u00e3o conhecidos popularmente como cigarros eletr\u00f4nicos, n\u00e3o s\u00e3o produtos in\u00f3cuos, mas, quando regulamentados, podem ser considerados alternativas de risco reduzido para adultos fumantes em rela\u00e7\u00e3o aos cigarros convencionais. A experi\u00eancia internacional demonstra que esses dispositivos podem reduzir as consequ\u00eancias associadas ao tabagismo. Em setembro de 2022, o Minist\u00e9rio de Sa\u00fade Ingl\u00eas reafirmou que os vaporizadores s\u00e3o 95% menos prejudiciais do que os cigarros comuns, ou 20 vezes menos nocivos. E em mar\u00e7o de 2023, iniciou o projeto intitulado \u2018trocar para parar\u2019 com fornecimento de vaporizadores para auxiliar 1 milh\u00e3o de adultos fumantes a abandonar o fumo.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 a Su\u00e9cia, que reconheceu os produtos alternativos de entrega de nicotina, por exemplo os cigarros eletr\u00f4nicos, como menos prejudiciais e tamb\u00e9m incentiva que fumantes migrem para os dispositivos. Com essa medida, o pa\u00eds est\u00e1 pr\u00f3ximo de se tornar o primeiro pa\u00eds \u2018livre do tabagismo&#8217; da Europa, com uma taxa abaixo de 5% na incid\u00eancia de fumantes adultos na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto cerca de 80 pa\u00edses, como Estados Unidos, Canad\u00e1, Jap\u00e3o, Nova Zel\u00e2ndia, al\u00e9m de membros do Reino Unido e todos os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, j\u00e1 avan\u00e7aram na regulamenta\u00e7\u00e3o, no Brasil, o assunto segue em discuss\u00e3o na Anvisa. Em entrevista recente, o diretor-presidente da ag\u00eancia reguladora, Ant\u00f4nio Barra Torres, comentou que a decis\u00e3o final deve acontecer ainda no primeiro semestre deste ano.<\/p>\n<p>\u201cEm 2009, quando a ag\u00eancia optou pela proibi\u00e7\u00e3o, foi uma medida cautelosa porque n\u00e3o existiam muitas evid\u00eancias cient\u00edficas. Mas, hoje, temos uma infinidade. E, o que j\u00e1 foi comprovado em v\u00e1rios estudos, \u00e9 que a principal diferen\u00e7a entre o cigarro convencional e o cigarro eletr\u00f4nico \u00e9 que no dispositivo eletr\u00f4nico n\u00e3o h\u00e1 combust\u00e3o e, consequentemente, n\u00e3o h\u00e1 queima do tabaco, portanto as centenas de subst\u00e2ncias potencialmente t\u00f3xicas provenientes da fuma\u00e7a se transformam em menos de cinco no aerossol do vaporizador. Essa diferen\u00e7a discrepante n\u00e3o pode ser ignorada, principalmente por se tratar de um assunto de sa\u00fade p\u00fablica\u201d, explica Alessandra Bastos, farmac\u00eautica, ex-diretora da Anvisa e consultora da BAT Brasil.<\/p>\n<p>Assim como a Anvisa, h\u00e1 alguns anos, a popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o tinha conhecimento suficiente sobre o cigarro eletr\u00f4nico. Mas, ainda com base nas informa\u00e7\u00f5es do Ipec, atualmente quase 90% das pessoas, ou seja, 144 milh\u00f5es de brasileiros, sabem que o cigarro eletr\u00f4nico existe. Em 2021, esse n\u00famero girava em torno de 108 milh\u00f5es (68%).<\/p>\n<p>\u201cA recente pesquisa nacional demonstra que os brasileiros adultos t\u00eam interesse pelo cigarro eletr\u00f4nico, mas enquanto n\u00e3o existir regulamenta\u00e7\u00e3o, mais de 2 milh\u00f5es de consumidores est\u00e3o expostos aos riscos de um produto 100% ilegal, proveniente do contrabando. S\u00f3 com a defini\u00e7\u00e3o de regras claras para fabrica\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o, consumo e comercializa\u00e7\u00e3o, empresas regulares do setor podem oferecer um produto com rigorosos padr\u00f5es de seguran\u00e7a e qualidade\u201d, explica Lauro Anhezini J\u00fanior, chefe de assuntos cient\u00edficos e regulat\u00f3rios da BAT Brasil, que refor\u00e7a que o produto \u00e9 destinado a pessoas acima de 18 anos e que n\u00e3o se trata de um produto isento de riscos, mas de um produto de risco reduzido quando comparado ao cigarro convencional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>6 milh\u00f5es de adultos fumantes de cigarros industrializados j\u00e1 experimentaram cigarro eletr\u00f4nico, um produto ilegal no pa\u00eds. No Rio Grande do Sul, a incid\u00eancia subiu de 0,4% para 1%. 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