{"id":129350,"date":"2023-07-19T10:16:39","date_gmt":"2023-07-19T13:16:39","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=129350"},"modified":"2023-07-19T10:16:39","modified_gmt":"2023-07-19T13:16:39","slug":"composicao-da-fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-mudou-drasticamente-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/composicao-da-fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-mudou-drasticamente-aponta-pesquisa\/","title":{"rendered":"Composi\u00e7\u00e3o da fauna aqu\u00e1tica da costa sul do Brasil mudou drasticamente, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo realizado com a participa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) indica que a sobrepesca e outras pr\u00e1ticas insustent\u00e1veis mudaram drasticamente a composi\u00e7\u00e3o da fauna aqu\u00e1tica na costa sul do Brasil, onde as comunidades ind\u00edgenas por milhares de anos desfrutaram de ecossistemas marinhos abundantes e diversos, repletos de peixes grandes e predadores que desempenharam um papel importante em sua seguran\u00e7a alimentar. \u2060<\/p>\n<p>O trabalho arqueol\u00f3gico, liderado por Thiago Fossile, da Universidade Aut\u00f4noma de Barcelona (ICTA-UAB), com a parceria da UFPel, comparou restos de peixes que datam de 9,5 mil anos com as popula\u00e7\u00f5es de peixes atuais, encontrando uma diminui\u00e7\u00e3o significativa em muitas das esp\u00e9cies, principalmente tubar\u00f5es e raias. \u2060<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-129353\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-02-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-02-300x225.jpeg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-02-150x113.jpeg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-02-768x576.jpeg 768w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-02.jpeg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A pesquisa tem o objetivo de conhecer os recursos e a biodiversidade explorada pelas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas do passado, antes da chegada dos europeus, para entender que aspectos v\u00eam se perdendo hoje em termos de biodiversidade. De acordo com o professor Rafael Milheira, da UFPel, esse \u00e9 o mote da arqueologia contempor\u00e2nea. \u201cA gente mostra um cen\u00e1rio de riqueza ambiental, as tecnologias sustent\u00e1veis utilizadas pelas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, e mostra o nosso cen\u00e1rio atual, de decl\u00ednio\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Partindo de uma compila\u00e7\u00e3o de dados contidos em in\u00fameros trabalhos publicados a partir dos anos 1960 de diferentes arque\u00f3logos sobre a costa sul brasileira, o estudo traz dados sobre a fauna dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos pr\u00e9-coloniais, com destaque especial para os peixes, para compreender a biodiversidade marinha e lacustre explorada pelas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas do passado comparada \u00e0 atual. A avalia\u00e7\u00e3o foi feita considerando o litoral dos estados do Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Foram analisados mais de 50 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, de culturas ind\u00edgenas diferentes, de grupos pescadores \u2013 sambaquis, construtores de cerritos e guaranis \u2013, dos quais foi poss\u00edvel extrair informa\u00e7\u00f5es sobre a alimenta\u00e7\u00e3o desses grupos no per\u00edodo de 9 mil anos atr\u00e1s at\u00e9 o per\u00edodo da coloniza\u00e7\u00e3o europeia.<\/p>\n<p>As principais esp\u00e9cies presentes em todos os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos estudados foram a corvina, a miraguaia e o bagre, o que evidencia a disponibilidade desses peixes e o gosto dos povos em consumi-los. A tainha, por exemplo, ligada \u00e0 pesca atual, n\u00e3o era consumida com tanta frequ\u00eancia pelas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas do passado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-129352\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-03-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-03-300x225.jpeg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-03-150x113.jpeg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-03-768x576.jpeg 768w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-03.jpeg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Com a chegada dos europeus, por\u00e9m, h\u00e1 uma mudan\u00e7a de comportamento em rela\u00e7\u00e3o aos recursos marinhos e lacustres na costa brasileira, com um mercado internacional que se abre. E ent\u00e3o a tainha come\u00e7a a receber mais aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\">Mudan\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, apesar de n\u00e3o estarem extintas, nota-se uma mudan\u00e7a de ocupa\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies \u2013 elas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o encontradas na regi\u00e3o como eram antigamente. \u201cNo ambiente passado, h\u00e1 cinco, tr\u00eas mil anos, as esp\u00e9cies ocorriam com mais frequ\u00eancia nessa regi\u00e3o do que hoje\u201d, destaca Fossile.<\/p>\n<p>Diminui\u00e7\u00e3o de peso e tamanho tamb\u00e9m foram apontadas. \u201cAs esp\u00e9cies foram t\u00e3o exploradas que n\u00e3o conseguem mais adentrar nos ambientes que adentravam antigamente\u201d, ressalta Milheira, ao referenciar relatos de miraguaias de mais de um metro encontradas na praia do Laranjal nos anos 1970 e 1980 \u2013 que se ocorrem hoje, \u00e9 em propor\u00e7\u00f5es menores. \u201cA biodiversidade n\u00e3o necessariamente diminuiu, porque essas esp\u00e9cies ainda existem, mas ela n\u00e3o est\u00e1 sendo consumida para fins alimentares pelas popula\u00e7\u00f5es modernas\u201d, aponta o professor da UFPel.<\/p>\n<p>O estu\u00e1rio da Lagoa dos Patos, por exemplo, \u00e9 considerado um ber\u00e7\u00e1rio de esp\u00e9cies marinhas, como a miraguaia e a corvina, que adentram em \u00e9poca reprodutiva, desovam, passam alguns meses e voltam para o mar. \u201cN\u00e3o h\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o da biodiversidade. H\u00e1 diferen\u00e7as na posi\u00e7\u00e3o em que esses animais conseguem procriar e viver, porque est\u00e3o sendo explorados. A cada ano a quantidade de peixes pescados na Lagoa dos Patos \u00e9 menor\u201d, indica Milheira.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca pr\u00e9-colonial, h\u00e1 quatro ou cinco mil anos, as esp\u00e9cies maiores eram mais frequentes em captura, se comparado ao per\u00edodo moderno. As diferen\u00e7as ao longo do tempo apontam para a redu\u00e7\u00e3o, tanto em tamanho, quanto em quantidade e locais onde os animais aparecem. \u201cS\u00e3o cada vez mais raros e menores. A gente associa toda essa diferen\u00e7a com a degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente e a sobrepesca\u201d, alerta Fossile.<\/p>\n<p>Os pesquisadores destacam ainda que, conforme a preserva\u00e7\u00e3o de material encontrado, as regi\u00f5es central e norte de Santa Catarina t\u00eam mais diversidade de esp\u00e9cies identificadas do que a Lagoa dos Patos, o que pode indicar que as popula\u00e7\u00f5es sulistas eram mais seletivas do que as do litoral catarinense.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-129354\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-04.jpeg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-04.jpeg 800w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-04-300x225.jpeg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-04-150x113.jpeg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/fauna-aquatica-da-costa-sul-do-brasil-04-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\">Entender o passado para preservar o futuro<\/strong><\/p>\n<p>Para os autores, o estudo evidencia o papel da arqueologia para discuss\u00f5es contempor\u00e2neas, formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, promo\u00e7\u00e3o do bem-estar social, redu\u00e7\u00e3o da pobreza e seguridade alimentar. \u201cCom esse trabalho a gente consegue contribuir contando a hist\u00f3ria da pesca e das mudan\u00e7as nos \u00faltimos cinco mil e quinhentos anos, principalmente, e trazer isso a p\u00fablico, ao planejamento, \u00e0 gest\u00e3o da pesca e \u00e0 gest\u00e3o do ecossistema\u201d, ressalta Fossile.<\/p>\n<p>Com as an\u00e1lises, \u00e9 poss\u00edvel indicar \u00e1reas consideradas\u00a0<em style=\"font-weight: inherit;\">hotspots<\/em>\u00a0\u2013 lugares com maior biodiversidade \u2013 e orientar, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, lugares que deveriam estar sendo preservados por excel\u00eancia, ou mesmo indica\u00e7\u00e3o de locais onde pescar ou n\u00e3o para que se preserve a biodiversidade do litoral brasileiro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de enfatizar a import\u00e2ncia de incorporar dados arqueol\u00f3gicos nos debates sobre conserva\u00e7\u00e3o no Brasil, o estudo refor\u00e7a a necessidade da preserva\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos para o conhecimento da hist\u00f3ria das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas sul-americanas e para a compreens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis entre humanos e ambientes costeiros.\u2060<\/p>\n<p>A arqueologia \u00e9 uma das poucas fontes de informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis para elucidar a distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e abund\u00e2ncia relativa no passado, particularmente em pa\u00edses com defici\u00eancia de dados como o Brasil.\u2060 Os resultados fornecem a evid\u00eancia mais direta de quais esp\u00e9cies foram submetidas a esfor\u00e7os de pesca de longo prazo e s\u00e3o essenciais para informar os esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o marinha.\u2060 \u201cTemos basicamente 50 anos de estudos de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos que contam uma hist\u00f3ria da pesca nessa regi\u00e3o, principalmente dos \u00faltimos cinco mil e quinhentos anos. A compila\u00e7\u00e3o dos dados se torna uma ferramenta \u00fatil, al\u00e9m dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, para essa discuss\u00e3o da arqueologia contempor\u00e2nea, ao contribuir para quest\u00f5es de pol\u00edtica p\u00fablica, conserva\u00e7\u00e3o de meio ambiente, de esp\u00e9cies, biodiversidade, cultura, em uma \u00e1rea muito importante para compreendermos esses aspectos no \u00e2mbito da Am\u00e9rica Latina\u201d, pontuou Fossile.<\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\">Participa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho integra o projeto de pesquisa liderado por Andr\u00e9 Colonese, tamb\u00e9m da UAB, que desenvolve pesquisas arqueol\u00f3gicas com interesses ambientais em toda a costa brasileira, com recursos do Conselho Europeu de Pesquisas, ligado \u00e0 Unesco.<\/p>\n<p>A UFPel foi parceira do projeto atrav\u00e9s do\u00a0<a style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/lepaarq\/\">Laborat\u00f3rio de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia<\/a>\u00a0(LEPPARQ), que enviou v\u00e1rios tipos de amostras para serem analisadas na Espanha, como ossos e restos de peixes. Tamb\u00e9m colaborou na interpreta\u00e7\u00e3o de dados referentes \u00e0 pesca das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas pr\u00e9-coloniais.<\/p>\n<p>O trabalho foi publicado na revista acad\u00eamica\u00a0<a style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\" href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/371082207_Bridging_archaeology_and_marine_conservation_in_the_Neotropics\">Plos One<\/a>. \u2060O estudo tamb\u00e9m conta com a colabora\u00e7\u00e3o da Rheinische Friedrich-Wilhelms-Universit\u00e4t (Alemanha), Universidade de S\u00e3o Paulo, Universidade Federal do Rio Grande, Universidade da Regi\u00e3o de Joinville e Universidade Federal de Santa Maria.\u2060<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo realizado com a participa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) indica que a sobrepesca e outras pr\u00e1ticas insustent\u00e1veis mudaram drasticamente a composi\u00e7\u00e3o da fauna aqu\u00e1tica na costa sul<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":129351,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[27],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129350"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129350"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129350\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":129355,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129350\/revisions\/129355"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/129351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}