{"id":129607,"date":"2023-07-31T19:10:38","date_gmt":"2023-07-31T22:10:38","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=129607"},"modified":"2023-07-31T19:10:38","modified_gmt":"2023-07-31T22:10:38","slug":"projeto-da-ufpel-investiga-o-pomerano-e-bilinguismo-na-regiao-da-serra-dos-tapes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/projeto-da-ufpel-investiga-o-pomerano-e-bilinguismo-na-regiao-da-serra-dos-tapes\/","title":{"rendered":"Projeto da UFPel investiga o pomerano e bilinguismo na regi\u00e3o da Serra dos Tapes"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Falantes de pomerano podem contribuir com as pesquisas da Institui\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em><\/h3>\n<p>A Serra dos Tapes, no Rio Grande do Sul, recebe especial aten\u00e7\u00e3o dos projetos da\u00a0Universidade Federal de Pelotas\u00a0(UFPel) mobilizados para a preserva\u00e7\u00e3o da riqueza hist\u00f3rica e sociocultural de uma l\u00edngua brasileira, de origem germ\u00e2nica, que se mant\u00e9m viva entre gera\u00e7\u00f5es. O local, entre os munic\u00edpios de Cangu\u00e7u, Pelotas e S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul, concentra o maior n\u00famero de falantes de\u00a0pomerano\u00a0no Estado. Uma dessas iniciativas, abertas a contribui\u00e7\u00f5es da comunidade, investiga, desde 2018,\u00a0o uso da L\u00edngua Pomerana e o bilinguismo\u00a0nessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A UFPel, h\u00e1 mais de 20 anos, realiza projetos sobre a l\u00edngua e a cultura de descendentes dos imigrantes da Pomer\u00e2nia, regi\u00e3o situada entre os atuais territ\u00f3rios da Alemanha e da Pol\u00f4nia. A pesquisa sobre pomerano e bilinguismo na regi\u00e3o da Serra dos Tapes \u00e9 desenvolvida no Laborat\u00f3rio de Psicolingu\u00edstica, L\u00ednguas Minorit\u00e1rias e Multilinguismo (<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Laplimm<\/a>), vinculado ao curso de Licenciatura em\u00a0<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/clc\/2014\/09\/02\/alemao-basico-i-tera-turma-unica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Letras \u2013 Portugu\u00eas e Alem\u00e3o<\/a>. \u201cPesquisas e a\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o sobre o pomerano e o bilinguismo podem ajudar a criar estrat\u00e9gias de manuten\u00e7\u00e3o da l\u00edngua\u201d, explica o coordenador do projeto, Bernardo Limberger.<\/p>\n<p>O estudo da UFPel j\u00e1 mobilizou cerca de 100 entrevistas e observa\u00e7\u00f5es. O objetivo \u00e9 investigar os contextos de uso das l\u00ednguas minorit\u00e1ria (pomerano) e dominante (portugu\u00eas), a leitura de pomerano e a influ\u00eancia na aprendizagem de ingl\u00eas e alem\u00e3o. Os resultados parciais das pesquisas, segundo o pesquisador, mostram que o padr\u00e3o nas comunidades de origem pomerana da Serra dos Tapes \u00e9 o bilinguismo: ambas as l\u00ednguas, portugu\u00eas e pomerano, t\u00eam sido usadas de forma alternada. O pomerano ainda predomina nos contextos familiares, mas tem sido, recentemente, menos transmitido a jovens e crian\u00e7as. Essa realidade, relata, leva \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o, por parte de falantes de pomerano, acerca da sobreviv\u00eancia da l\u00edngua.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Facilidade na aprendizagem\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p>O pomerano possui particularidades, mas diversas semelhan\u00e7as com as l\u00ednguas inglesa e alem\u00e3. Em raz\u00e3o dessa proximidade, indica Bernardo, o conhecimento de pomerano pode ajudar na aprendizagem de qualquer l\u00edngua de origem germ\u00e2nica.<\/p>\n<p>Pesquisa desenvolvida na UFPel com aprendizes de ingl\u00eas demonstrou o aux\u00edlio do pomerano no processamento e na aprendizagem de palavras em ingl\u00eas. Em rela\u00e7\u00e3o ao alem\u00e3o, os estudos revelam que palavras semelhantes entre pomerano e alem\u00e3o s\u00e3o processadas com mais facilidade. Para explorar esse potencial de aprendizagem, o\u00a0<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Laplimm<\/a>\u00a0tamb\u00e9m trabalha no desenvolvimento de materiais de ensino de alem\u00e3o para falantes de pomerano.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Para contribuir com o estudo<\/strong><\/h4>\n<p>Falantes de pomerano que quiserem contribuir com as investiga\u00e7\u00f5es podem entrar em contato com a equipe do projeto pelo\u00a0<em>WhatsApp<\/em>\u00a0(53) 99979-0961, pelo\u00a0<em>e-mail<\/em>\u00a0<u>laplimm.ufpel@gmail.com<\/u>\u00a0ou pelos canais em redes digitais (@laplimm_ufpel). A Universidade busca, principalmente, alcan\u00e7ar o p\u00fablico entre 18 a 50 anos. Outras faixas et\u00e1rias, no entanto, s\u00e3o consideradas nas demais atividades do Laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>As pesquisas s\u00e3o realizadas presencialmente na UFPel, c\u00e2mpus Anglo (rua Gomes Carneiro, 1), com o rastreador ocular, uma ferramenta n\u00e3o invasiva que monitora os movimentos dos olhos durante o processo de leitura. \u201cN\u00e3o precisa saber ler.\u00a0 \u00c9 exatamente isso que estamos buscando saber: como ocorre esse processo inicial de leitura\u201d, convida.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-129608 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/falar.jpg\" alt=\"\" width=\"536\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/falar.jpg 536w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/falar-300x194.jpg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/falar-150x97.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Reconhecimento e Preserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>O pomerano est\u00e1 vivo em diversas regi\u00f5es do Pa\u00eds, em suas express\u00f5es oral e escrita. Considera-se uma l\u00edngua minorit\u00e1ria de imigra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o oriunda do Brasil, embora praticamente n\u00e3o esteja mais em uso na Europa. O coordenador do projeto conta que h\u00e1 uma \u201cforte corrente\u201d para a l\u00edngua pomerana ser reconhecida como l\u00edngua brasileira origin\u00e1ria: a falta de vitalidade no contexto Europeu contrasta com, por gera\u00e7\u00f5es, o uso cont\u00ednuo no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para contribuir com a preserva\u00e7\u00e3o da l\u00edngua e da cultura, a UFPel tamb\u00e9m desenvolve o projeto \u201c<a href=\"https:\/\/institucional.ufpel.edu.br\/projetos\/id\/u5054\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pomerano: l\u00edngua viva<\/a>\u201d. A iniciativa consiste na promo\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es, como oficinas em escolas, grupos de estudo sobre escrita e elabora\u00e7\u00e3o de materiais de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde 2023, os\u00a0<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cursosdelinguas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cursos de extens\u00e3o em l\u00ednguas<\/a>\u00a0da UFPel, abertos \u00e0 comunidade em geral, tamb\u00e9m oferecem turma de pomerano. Al\u00e9m dessas frentes de trabalho, o\u00a0<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Laplimm<\/a>\u00a0desenvolve\u00a0<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/clc\/2023\/06\/28\/chamada-para-concurso-de-poemas-e-contos-escritos-em-pomerano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">colet\u00e2nea<\/a>\u00a0de textos escritos em pomerano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falantes de pomerano podem contribuir com as pesquisas da Institui\u00e7\u00e3o\u00a0 A Serra dos Tapes, no Rio Grande do Sul, recebe especial aten\u00e7\u00e3o dos projetos da\u00a0Universidade Federal de Pelotas\u00a0(UFPel) mobilizados para<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":129609,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,149],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129607"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129607"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129607\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":129611,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129607\/revisions\/129611"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/129609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}