{"id":129683,"date":"2023-08-03T18:50:00","date_gmt":"2023-08-03T21:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=129683"},"modified":"2023-08-03T18:50:00","modified_gmt":"2023-08-03T21:50:00","slug":"poemas-sonoros-criados-por-docente-da-ufpel-sao-publicados-na-suecia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/poemas-sonoros-criados-por-docente-da-ufpel-sao-publicados-na-suecia\/","title":{"rendered":"Poemas sonoros criados por docente da UFPel s\u00e3o publicados na Su\u00e9cia"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>O professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Raul Costa d\u2019Avila, teve poemas sonoros de sua cria\u00e7\u00e3o publicados em dois livros lan\u00e7ados pela Faculdade de Belas Artes e Artes C\u00eanicas (Faculty of Fine and Performing Arts) da Universidade de Lund, na Su\u00e9cia<\/em><\/h3>\n<div id=\"attachment_122135\" style=\"width: 348px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-122135\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-122135\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/raul-ufpel-flauta-1.jpg\" alt=\"\" width=\"338\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/raul-ufpel-flauta-1.jpg 403w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/raul-ufpel-flauta-1-202x300.jpg 202w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/raul-ufpel-flauta-1-101x150.jpg 101w\" sizes=\"(max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><p id=\"caption-attachment-122135\" class=\"wp-caption-text\">Professor Raul Costa d\u2019Avila<\/p><\/div>\n<p>O material foi editado pelo professor Anders Ljungar-Chapelon em sua cole\u00e7\u00e3o \u201cO Vademecum dos Flautistas\u201d (<em>The Flautists Vademecum<\/em>), uma colet\u00e2nea de m\u00fasicas para flauta, textos sobre como tocar flauta e exerc\u00edcios t\u00e9cnicos do s\u00e9culo 18 at\u00e9 os dias de hoje, relacionados \u00e0 pesquisa art\u00edstica e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o musical, considerada uma publica\u00e7\u00e3o de muita relev\u00e2ncia no cen\u00e1rio das publica\u00e7\u00f5es para flauta. \u201cFiquei muito honrado\u201d, conta d\u2019Avila.<\/p>\n<p>De acordo com o professor da UFPel, a terminologia \u201cpoemas sonoros\u201d foi adotada por ter mais afinidade com seus sentimentos, nos quais, explica, a inspira\u00e7\u00e3o quase sempre \u00e9 provocada por algo de natureza po\u00e9tica nas suas mais diversas circunst\u00e2ncias. \u201cAssim, dou vaz\u00e3o aos meus sentimentos, inspira\u00e7\u00f5es que, moldadas pelos poss\u00edveis sopros podem receber contornos gerando articula\u00e7\u00f5es, n\u00e3o apenas musicais, mas tamb\u00e9m articula\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas e humanas\u201d, relata.<\/p>\n<p>Na primeira das publica\u00e7\u00f5es, \u201cPoemas Sonoros para Flauta Solo (\u20262020, 2021 e 2022) \u2013 Narrativa por um flautista-compositor (2022)\u201d (<em>Sound Poems for Solo Flute (\u20262020, 2021 and 2022) \u2013 Narration by a flautist-composer (2022)<\/em>), foram publicados nove \u201cPoemas Sonoros\u201d para flauta sem acompanhamento, antecedidos pelo pref\u00e1cio de Chapelon e um ensaio de d\u2019Avila abordando o processo de cria\u00e7\u00e3o dos poemas. Esse desenvolvimento come\u00e7ou no in\u00edcio da pandemia \u2013 at\u00e9 antes dela a produ\u00e7\u00e3o musical do professor da UFPel centrava-se em ensino, performance e pesquisa.<\/p>\n<p>Os \u201cPoemas Sonoros\u201d editados s\u00e3o: \u201cAd\u00fap\u00e9\u201d (Fantasia Seresteira), \u201cAfetos\u201d (Dois mov(e)mentos), \u201cImproviso em forma de Valsa\u201d, \u201cJardim de Nuvens\u201d, \u201cMani \u2013 a lenda\u201d, \u201cOmolu\u201d (Prel\u00fadio), \u201cSingelezas\u201d, \u201cTr\u00eas Meninas\u201d e \u201cVozes de um Rio\u201d.Como editado originalmente em suas partituras, cada \u201cPoema Sonoro\u201d \u00e9 acompanhado de um breve texto \u2013 em portugu\u00eas, espanhol e ingl\u00eas \u2013 onde s\u00e3o apresentadas algumas ideias, curiosidades e elementos quem possam deixar o int\u00e9rprete mais ciente sobre o que o autor imaginou, n\u00e3o havendo qualquer inten\u00e7\u00e3o de interferir ou sugerir uma interpreta\u00e7\u00e3o. \u201cComo, de modo geral, esses textos n\u00e3o s\u00e3o uma pr\u00e1tica comum nas partituras editadas e comercializadas, considero tamb\u00e9m como uma forma de aproxima\u00e7\u00e3o entre compositor e o poss\u00edvel int\u00e9rprete\u201d, observou. Assim, a ideia foi mantida, nas vers\u00f5es portugu\u00eas e ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos textos, o livro cont\u00e9m imagens de flautistas de Candido Portinari (1903-1962), cujo uso foi autorizado pela Funda\u00e7\u00e3o Portinari. Cada poema \u00e9 acompanhado de uma imagem. \u201cAs imagens, al\u00e9m de promover um encantamento especial \u00e0 publica\u00e7\u00e3o, integram cultura e afinidades\u201d, ressalta d\u2019Avila.<\/p>\n<p>No pref\u00e1cio da obra, Chapelon destaca que a produ\u00e7\u00e3o do professor da UFPel \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o muito bem-vinda ao repert\u00f3rio para flauta e flautim. \u201cO que torna os Poemas Sonoros atuais t\u00e3o importantes para o flautista europeu \u00e9 \u2013 al\u00e9m de serem poemas po\u00e9ticos maravilhosamente atraentes para flauta solo \u2013 sua conex\u00e3o com a cultura musical brasileira, nem sempre t\u00e3o conhecida na Europa e t\u00e3o bem descrita por Costa d\u2019Avila\u201d, diz. Segundo ele, a intera\u00e7\u00e3o entre os Poemas Sonoros, sua conex\u00e3o com a cultura brasileira e a obra de Portinari d\u00e1 uma abertura muito inspiradora para um mundo maravilhoso da poesia brasileira em sons, obras de arte, explica\u00e7\u00f5es do patrim\u00f4nio brasileiro e, finalmente, um texto cient\u00edfico explicando o processo de trabalho do professor da UFPel.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Seresta Barroca<\/strong><\/h4>\n<p>A segunda publica\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cSeresta Barroca\u201d, para Traverso e Flauta Boehm, fruto da publica\u00e7\u00e3o anterior, j\u00e1 que, a partir daquela, Chapelon convidou d\u2019Avila para escrever um Prel\u00fadio a ele. Al\u00e9m de integrar o repert\u00f3rio, o prel\u00fadio tamb\u00e9m seria registrado em uma grava\u00e7\u00e3o prevista dos 58 Prel\u00fadios para Traverso solo, de Jacques-Martin Hotteterre (1674-1763), prel\u00fadios estes que se encontram em uma publica\u00e7\u00e3o de Hotteterre chamada \u201cA Arte de Preludiar\u201d, publicada em 1719. Hotteterre foi um compositor e flautista franc\u00eas, sendo o mais c\u00e9lebre de uma fam\u00edlia de fabricantes de instrumentos de sopro e int\u00e9rpretes.<\/p>\n<p>O traverso ou flauta transversal barroca \u00e9 um instrumento desenvolvido no final do s\u00e9culo 17, de madeira e com apenas uma chave.<\/p>\n<p>Dentro de seu processo criativo, o docente da UFPel diz ter refletido sobre elementos que pudessem causar interesse e motiva\u00e7\u00e3o, tanto para quem toca quanto para quem escuta. Ap\u00f3s experimentar, escutar, dar uma pausa e retomar a cria\u00e7\u00e3o, d\u2019Avila teve um lampejo: \u201ch\u00e1 tantos temas barrocos que evocam a seresta, n\u00e3o seria interessante criar algo que contemplasse a seresta e o barroco?\u201d, conta.<\/p>\n<p>Tendo a ternura como car\u00e1ter e sem rigor m\u00e9trico, nasceu um prel\u00fadio estruturado em duas pequenas se\u00e7\u00f5es \u2013 uma com ares seresteiros e outra com perfume barroco \u2013 que s\u00e3o reapresentadas devendo ser tocadas com ornamenta\u00e7\u00f5es e tudo mais que couber ao estilo. \u201cFruto das minhas experi\u00eancias musicais, esse prel\u00fadio representa uma comunh\u00e3o de g\u00eaneros\u201d, conta, lembrando que a cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi um gesto de considera\u00e7\u00e3o para celebrar amizade com Chapelon, que j\u00e1 dura 21 anos.<\/p>\n<p>De acordo com o editor, os poemas sonoros de d\u2019Avila para flauta solo apontam para a import\u00e2ncia da flexibilidade em um sentido mais amplo e para a relev\u00e2ncia do momento imprevis\u00edvel da interpreta\u00e7\u00e3o, incluindo elementos de improvisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Amizade e amor \u00e0 m\u00fasica<\/strong><\/h4>\n<p>Chapelon e d\u2019Avila se conheceram em 2002, no 5\u00ba Festival Internacional de Flautistas realizado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Flautistas (ABRAF) em Fortaleza (Cear\u00e1). Ficaram amigos e ao longo destes 21 anos mantiveram contato.<\/p>\n<p>Em 2022, os docentes se reencontraram no 18\u00ba Festival Internacional de Flautistas, realizado tamb\u00e9m pela ABRAF, desta vez em Diamantina (Minas Gerais). Ao se apresentar no concerto de abertura do Festival, o professor da UFPel tocou \u201cMani \u2013 a lenda\u201d, um poema sonoro inspirado na vida de Mani, uma pequena e linda \u00edndia de uma tribo Tupi que integra a comovente lenda pertencente ao folclore brasileiro, que comp\u00f4s para flautim solo.<\/p>\n<p>Ao final do concerto, Chapelon manifestou sua vontade de public\u00e1-lo em sua cole\u00e7\u00e3o\u00a0<em>The Flautists Vademecum<\/em>. Como em momentos antes do concerto d\u2019Avila o havia presenteado com as partituras dos seus poemas, no dia seguinte, ap\u00f3s a aprecia\u00e7\u00e3o das composi\u00e7\u00f5es e leitura dos textos que acompanham cada poema, a dupla conversou novamente e veio o convite para que todos os poemas fossem publicados na cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As obras est\u00e3o dispon\u00edveis apenas em edi\u00e7\u00e3o f\u00edsica. A Universidade de Lund dever\u00e1 enviar em breve exemplares que ser\u00e3o distribu\u00eddos gratuitamente \u00e0s bibliotecas de universidades que t\u00eam curso de flauta transversal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Raul Costa d\u2019Avila, teve poemas sonoros de sua cria\u00e7\u00e3o publicados em dois livros lan\u00e7ados pela Faculdade de Belas Artes e Artes C\u00eanicas<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":129684,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,32],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129683"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129683"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129683\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":129685,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129683\/revisions\/129685"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/129684"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129683"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129683"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}