{"id":131723,"date":"2023-11-15T14:17:47","date_gmt":"2023-11-15T17:17:47","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=131723"},"modified":"2023-11-15T14:17:47","modified_gmt":"2023-11-15T17:17:47","slug":"porto-do-rio-grande-completa-108-anos-com-orgulho-do-passado-e-mirando-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/porto-do-rio-grande-completa-108-anos-com-orgulho-do-passado-e-mirando-o-futuro\/","title":{"rendered":"Porto do Rio Grande completa 108 anos com orgulho do passado e mirando o futuro"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>Em 15 de novembro de 1915, foi inaugurado o primeiro trecho de cais do Porto Novo, com uma extens\u00e3o de 500 metros. Porto \u00e9 respons\u00e1vel por conectar a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha com o mundo<\/em><\/h3>\n<p>Nesta quarta-feira (15), a unidade Rio Grande da Portos RS completa 108 anos de funda\u00e7\u00e3o. O principal porto mar\u00edtimo do Rio Grande do Sul \u00e9 o respons\u00e1vel por conectar a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha com o mundo, foi se consolidando ao longo dos anos como elo log\u00edstico e caminha para se tornar refer\u00eancia no Conesul no desenvolvimento de energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX, transpor a Barra do Rio Grande n\u00e3o era uma tarefa f\u00e1cil e muitos acidentes eram registrados. As navega\u00e7\u00f5es tornaram-se mais seguras a partir de 1846, com a cria\u00e7\u00e3o pelo Governo Imperial da Inspetoria da Praticagem da Barra. Um ano depois, 668 embarca\u00e7\u00f5es j\u00e1 haviam passado pelo local, surgindo com isso um pequeno cais, hoje denominado Porto Velho.<\/p>\n<p>O local era frequentado na sua maioria por embarca\u00e7\u00f5es a vela, mas a cont\u00ednua agita\u00e7\u00e3o das \u00e1guas na embocadura, as mudan\u00e7as dos canais e a profundidade insuficiente faziam ainda da Barra do Rio Grande um lugar perigoso. Em 1855, o Minist\u00e9rio da Marinha enviou o tenente-coronel e engenheiro, Ricardo Gomes Jardim, para estudar a Barra e o Porto.<\/p>\n<p>Especialista em engenharia hidr\u00e1ulica, ele concluiu que qualquer constru\u00e7\u00e3o de prolongamento no local seria inexequ\u00edvel, sendo mais nociva do que \u00fatil. Com o passar dos anos, outros profissionais foram consultados e a resposta seguia no sentido de que a Barra do Rio Grande n\u00e3o era suscet\u00edvel de melhoramentos por meio de trabalhos hidr\u00e1ulicos.<\/p>\n<p>Foi em 1875, que Sir John Hawkshaw, comissionado pelo Governo Imperial, visitou as instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias existentes e prop\u00f4s a constru\u00e7\u00e3o de quebra-mares que partissem do litoral para o oceano, de um lado e de outro da embocadura com uma extens\u00e3o de cerca de duas milhas cada um, o equivalente a 3.220 metros.<\/p>\n<p>Em 1906, o engenheiro Elmer Lawrence Cortheill foi contratado pelo governo brasileiro para executar as obras de fixa\u00e7\u00e3o da Barra do Rio Grande, com aprofundamento para dez metros, a constru\u00e7\u00e3o de dois molhes convergentes e um novo porto na cidade do Rio Grande. Cortheill organizou a companhia &#8220;Port of Rio Grande do Sul&#8221;, com sede em Portland, Estados Unidos, que construiria e exploraria o novo porto por 70 anos.<\/p>\n<p>Em 1908, devido \u00e0s dificuldades do engenheiro Cortheill conseguir nos Estados Unidos o capital necess\u00e1rio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das obras, constituiu-se em Paris a &#8220;Compagnie Fran\u00e7aise du Port du Rio Grande do Sul&#8221;, com capitais europeus, \u00e0 qual foi transferido o contrato atrav\u00e9s do decreto n\u00ba 7.021, de 09 de julho de 1908. Dois anos depois, iniciaram-se efetivamente os trabalhos de constru\u00e7\u00e3o dos molhes e do novo porto.<\/p>\n<p>No dia 1\u00ba de mar\u00e7o de 1915, por volta das 17h30, o navio-escola Benjamin Constant, da Armada Nacional, com 6,35 metros de calado, transp\u00f4s a Barra. A embarca\u00e7\u00e3o atracou no cais do Porto Novo do Rio Grande cerca de uma hora depois, em meio a solenidades festivas. Em 15 de novembro de 1915, foi inaugurado o primeiro trecho de cais do Porto Novo, com uma extens\u00e3o de 500 metros, logo entregues \u00e0 opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-131724 aligncenter\" src=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/porto-do-rio-grande-ii.jpeg\" alt=\"\" width=\"679\" height=\"510\" srcset=\"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/porto-do-rio-grande-ii.jpeg 797w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/porto-do-rio-grande-ii-300x225.jpeg 300w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/porto-do-rio-grande-ii-150x113.jpeg 150w, https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/porto-do-rio-grande-ii-768x577.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><\/p>\n<p>O trabalho teve continuidade em 1919, quando, em vista das dificuldades enfrentadas pela companhia francesa, ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, foram encampadas pela Uni\u00e3o e transferidas ao Estado do Rio Grande do Sul as obras da Barra e do Porto do Rio Grande. Em 1934, a Uni\u00e3o renovou o contrato de concess\u00e3o portu\u00e1ria ao Estado do Rio Grande do Sul, pelo prazo de 60 anos, incluindo a manuten\u00e7\u00e3o de hidrovias do Estado.<\/p>\n<p>Em 1951, face \u00e0 import\u00e2ncia que passou a adquirir o complexo hidroportu\u00e1rio riograndense, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul criou, atrav\u00e9s da lei n\u00ba 1.561, de 1\u00ba de outubro de 1951, o Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais (DEPREC), autarquia que englobou os servi\u00e7os concedidos, entre eles o Porto do Rio Grande, e outros executados pelo Estado na \u00e1rea hidrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em 1970, pela dragagem do canal de acesso da Barra para navios de at\u00e9 12 metros de calado e pela incorpora\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de expans\u00e3o, denominada Superporto, abriram-se amplas perspectivas de crescimento e desenvolvimento do Porto do Rio Grande. Em 1994, ocorreu a expira\u00e7\u00e3o do prazo do Contrato de Concess\u00e3o Portu\u00e1ria ao Estado, que foi prorrogado at\u00e9 31 de mar\u00e7o de 1997 para possibilitar os ajustes impostos pela Lei n\u00ba 8.630\/93.<\/p>\n<p>O dispositivo legal mudou significativamente as rela\u00e7\u00f5es de trabalho e a opera\u00e7\u00e3o nos portos brasileiros, n\u00e3o sendo diferente em Rio Grande. Atualmente, entre outras altera\u00e7\u00f5es, a opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria \u00e9 feita totalmente por operadores portu\u00e1rios privados. No ano de 1996, a Lei Estadual n\u00ba 10.722, de 18 de janeiro de 1996, desmembrou o Porto do Rio Grande do DEPREC e criou a Superintend\u00eancia do Porto de Rio Grande (SUPRG).<\/p>\n<p>A autarquia surgiu com o prop\u00f3sito de administrar o Porto do Rio Grande, na qualidade de executor da Delega\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o ao Estado do Rio Grande do Sul, situa\u00e7\u00e3o atual do complexo portu\u00e1rio do Rio Grande, cuja voca\u00e7\u00e3o \u00e9 de ser o grande centro concentrador de cargas do Mercosul. Em 1997, foi assinado o Conv\u00eanio n\u00ba 001\/97 &#8211; PORTOS, que delegou ao Rio Grande do Sul a administra\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o dos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, por mais 25 anos, delega\u00e7\u00e3o que foi antecipadamente prorrogada no ano de 2021 por igual per\u00edodo.<\/p>\n<p>O mais recente cap\u00edtulo dessa hist\u00f3ria centen\u00e1ria aconteceu em maio do ano passado, quando houve a cria\u00e7\u00e3o da empresa p\u00fablica Portos RS. A altera\u00e7\u00e3o de natureza jur\u00eddica significou um importante passo para a seguran\u00e7a das atividades portu\u00e1rias no estado, uma vez que garantiu mais profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o e a certeza da realiza\u00e7\u00e3o de investimentos necess\u00e1rios, uma vez que os recursos passaram a ficar concentrados no caixa da empresa.<\/p>\n<p>A recente, mas s\u00f3lida e promissora, caminhada de um ano e meio j\u00e1 garantiu investimentos na casa dos R$ 350 milh\u00f5es, aporte financeiro que n\u00e3o havia sido investido na hist\u00f3ria. Essa gest\u00e3o profissionalizada permite, tamb\u00e9m o planejamento do futuro, quando o estado do Rio Grande do Sul pretende se tornar refer\u00eancia no desenvolvimento de energias renov\u00e1veis, crescimento que passa fundamentalmente pelos portos e distritos industriais ga\u00fachos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 15 de novembro de 1915, foi inaugurado o primeiro trecho de cais do Porto Novo, com uma extens\u00e3o de 500 metros. 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