{"id":131776,"date":"2023-11-16T18:54:57","date_gmt":"2023-11-16T21:54:57","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/?p=131776"},"modified":"2023-11-16T18:54:57","modified_gmt":"2023-11-16T21:54:57","slug":"numero-de-estupros-aumenta-149-no-brasil-com-34-mil-em-seis-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/numero-de-estupros-aumenta-149-no-brasil-com-34-mil-em-seis-meses\/","title":{"rendered":"N\u00famero de estupros aumenta 14,9% no Brasil, com 34 mil em seis meses"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><em>F\u00f3rum de seguran\u00e7a aponta que houve 1 caso a cada 8 minutos<\/em><\/h3>\n<p>A cada 8 minutos, uma menina ou mulher foi estuprada no primeiro semestre deste ano no Brasil, maior n\u00famero da s\u00e9rie iniciada em 2019 pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP). Foram registrados 34 mil\u00a0estupros\u00a0e estupros de vulner\u00e1veis\u00a0de meninas e mulheres de janeiro a junho, o que representa aumento de 14,9% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Os dados compilados pelo F\u00f3rum, divulgados nesta segunda-feira (13), apontam ainda que os feminic\u00eddios e homic\u00eddios femininos cresceram 2,6% no per\u00edodo, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2022. Foram 722 mulheres v\u00edtimas de feminic\u00eddio \u2013 quando o crime ocorre por raz\u00f5es de g\u00eanero. Mais 1.902 foram assassinadas e tiveram os casos registrados como homic\u00eddio. A entidade avalia que os n\u00fameros mostram que o estado brasileiro segue falhando na tarefa de proteger suas meninas e mulheres.<\/p>\n<p>O resultado, segundo o FBSP, est\u00e1 na contram\u00e3o da tend\u00eancia nacional dos crimes contra a vida. \u201cRecentemente, o Monitor da Viol\u00eancia, publica\u00e7\u00e3o do G1 com o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica e o NEV-USP, mostrou que os crimes contra a vida ca\u00edram 3,4% no pa\u00eds no primeiro semestre deste ano. Ou seja, embora o pa\u00eds tenha tido \u00eaxito na redu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia letal no per\u00edodo, os assassinatos de mulheres apresentaram crescimento\u201d, aponta o relat\u00f3rio divulgado hoje.<\/p>\n<p>Para Isabela Sobral, supervisora do n\u00facleo de dados do FBSP, a Lei Maria da Penha \u00e9 um mecanismo importante para prevenir o assassinato de mulheres. \u201cA lei coloca o instrumento da medida protetiva de urg\u00eancia, que \u00e9 fundamental para prevenir a viol\u00eancia contra a mulher e o feminic\u00eddio. \u00c9 importante que essa ferramenta seja de fato utilizada. Em diversos estados, existem estudos que mostram que as mulheres que s\u00e3o v\u00edtimas de feminic\u00eddio, em sua maioria, n\u00e3o possu\u00edam medida protetiva de urg\u00eancia contra o seu agressor\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cIsso tem que ser feito pelo fortalecimento da rede de atendimento, que vai acolher essa mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, oferecer op\u00e7\u00f5es para ela que muitas vezes ela n\u00e3o tem ou sente que n\u00e3o tem. A gente precisa capacitar as pol\u00edcias para fazer um atendimento adequado dessa mulher. \u00c9 muito importante que elas estejam capacitadas para fazer isso da forma adequada e apresentar esses instrumentos, como a medida protetiva de urg\u00eancia, que s\u00e3o fundamentais para a prote\u00e7\u00e3o dessa mulher\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Isabela Sobral ressalta ainda a necessidade de que os policiais estejam capacitados para investigar e identificar casos de feminic\u00eddio entre os homic\u00eddios adequadamente, j\u00e1 que h\u00e1 diferen\u00e7a consider\u00e1vel na classifica\u00e7\u00e3o do crime entre os estados.<\/p>\n<p>\u201cA respeito dos feminic\u00eddios, essa classifica\u00e7\u00e3o depende de uma interpreta\u00e7\u00e3o da autoridade policial, j\u00e1 que estamos falando de registros policiais nesse levantamento. Quem faz essa classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 o delegado nesse primeiro momento e, ap\u00f3s a investiga\u00e7\u00e3o. Tem estados que t\u00eam percentuais acima de 70% de feminic\u00eddios registrados em rela\u00e7\u00e3o ao total de homic\u00eddios de mulheres e outros estados um percentual de apenas 20%\u201d, apontou.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Subnotifica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Os dados de viol\u00eancia compilados correspondem aos registros de boletins de ocorr\u00eancia em delegacias de Pol\u00edcia Civil de todo o pa\u00eds. Como h\u00e1 subnotifica\u00e7\u00e3o de casos de viol\u00eancia sexual, os n\u00fameros de estupro podem ser ainda maiores.<\/p>\n<p>\u201cCabe ressaltar que os estupros s\u00e3o um tipo de crime geralmente, tipicamente, muito subnotificados por motivos diversos, seja porque a mulher tem medo de registrar ou porque n\u00e3o compreende que aquilo pelo que passou se tratou de um estupro ou porque se trata de uma crian\u00e7a ou uma pessoa vulner\u00e1vel que n\u00e3o consegue identificar ou que tem medo, n\u00e3o consegue falar, confia naquele autor\u201d, disse Sobral.<\/p>\n<p>Estudo recente do Ipea\u00a0sobre a preval\u00eancia de estupro no Brasil, com dados de 2019, estimou que apenas 8,5% dos estupros que ocorrem no pa\u00eds s\u00e3o registrados pelas pol\u00edcias e 4,2% pelos sistemas de informa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. \u201cSe assumirmos este mesmo percentual de casos notificados para este ano, temos cerca de 425 mil meninas e mulheres que sofreram viol\u00eancia sexual nos primeiros seis meses de 2023\u201d, apontou o relat\u00f3rio do FBSP.<\/p>\n<p>A supervisora do n\u00facleo de dados do FBSP acrescenta que a maior parte dos autores de estupros s\u00e3o pessoas conhecidas das v\u00edtimas e que a maior parte tamb\u00e9m dessas v\u00edtimas s\u00e3o vulner\u00e1veis. Em rela\u00e7\u00e3o a tipifica\u00e7\u00e3o nos boletins de ocorr\u00eancia, 74,5% dos casos de estupro registrados no primeiro semestre do ano foram de estupro de vulner\u00e1vel. Isso significa que as v\u00edtimas tinham menos de 14 anos ou eram incapazes de consentir, seja por enfermidade, defici\u00eancia mental ou qualquer outra causa que n\u00e3o pode oferecer resist\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Foto: Rovena Rosa &#8211; Por Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00f3rum de seguran\u00e7a aponta que houve 1 caso a cada 8 minutos A cada 8 minutos, uma menina ou mulher foi estuprada no primeiro semestre deste ano no Brasil, maior<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":131777,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[305,33],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131776"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131776"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":131778,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131776\/revisions\/131778"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131777"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodamanhapelotas.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}